terça-feira, outubro 02, 2007

Estalou a bronca em Corrupção

"O realizador João Botelho recusa-se a assinar a ficha técnica do filme «Corrupção», porque viu o filme alterado pelo produtor, avança hoje a SIC.
«Corrupção», protagonizado por Margarida Vila-Nova e Nicolau Breyner e baseado no livro «Eu, Carolina», de Carolina Salgado, vai estrear no dia 1 de Novembro numa versão do produtor, Alexandre Valente.
Segundo a SIC, o produtor do filme, Alexandre Valente, não terá concordado com a montagem de João Botelho e decidiu cortar algumas cenas, bem como alterar partes do filme, nomeadamente a banda sonora.
Como resultado, o realizador e a argumentista, Leonor Pinhão, recusaram-se a assinar a ficha técnica.
É a primeira vez na história do cinema português que um realizador não assina um filme.
Conta a SIC que o caso está agora nas mãos dos advogados. "

in IOL cinema

5 comentários:

jose quintela soares disse...

Quem torto nasce...

Ainda haverá 2 versões...para rentabilizar o projecto...

Só para rir!

Gonçalo Trindade disse...

Será que a versão do João Botelho era... demasiado boa e pouco comercial? É que... enfim, o Alexandre Valente foi o mesmo que produziu O Crime do Padre Amaro...

Bem, o produtor agora de qualquer forma deve estar todo satisfeito. Mais controvérsia, mais dinheiro...

E eu agora vou ali para um canto, rir-me um bocadito (ahh pois... um filme baseado no "Eu, Carolina"? Chamem-me preconceituoso, mas tenho problemas em levar isto a sério... ainda que, aconteça o que acontecer, a partir de agora este filme fez história! E, só por isto, o João Botelho já subiu na minha consideração).

Um abraço, Luís

Nuno Pires disse...

A integridade neste meio é tão rara, hoje, que só posso elogiar a decisão de João Botelho. Estes produtores não têm nenhuma ética, mas isso já sabiamos.

H. disse...

Que este "acontecimento" dá ainda mais publicidade ao filme é que não há dúvidas...

Paulo disse...

Mas já não estávamos todos à espera disto? É óbvio que o projecto nunca cheirou bem, e o resultado de toda esta manobra acabará por criar ainda mais polémica e chamar mais público ao cinema. E João Botelho irá ficar realmente chateado por tanta gente ir ver o filme (baseado num livro que se diz ter tido origem na sua mulher) e ao mesmo tempo poder afastar o seu nome de produto tão duvidoso? É óbvio que não...

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