THE GODFATHER - PART III
Um dos mais premiados, respeitados e apreciados realizadores de sempre, Francis Ford Coppola é daqueles génios a que os cinéfilos de todo o mundo veneram apaixonadamente (onde eu me incluo). Mas isso não quer dizer que por vezes ele não perca o norte. E esse é o caso da III parte de The Godfather. Concebido e executado sem chama nem paixão, este andamento final de uma das mais belas sagas da história do cinema, peca pela total ausencia de ideias. Mario Puzo e Coppola cozinharam um guião que rouba de forma descarada, as ideias dos dois filmes anteriores, procurando desta forma cínica, incutir algum interesse ao espectador. O resultado é tão desastroso que nem Al Pacino se salva nesta sequela totalmente dispensavel. Se nos primeiros filmes, Pacino assinava duas das mais brilhantes interpretações da 7ª arte (especialmente no segundo filme), aqui o grande actor, entra num registo arrastado e cabotino, sem intensidade dramática ou vigor emocional. E depois o que dizer de um dos piores castings da história do cinema: de seu nome Sofia Coppola. Sim a agora respeitavel realizadora, é responsavel pelos momentos mais constrangedores desta obra. O seu casting foi claramente um caso de favorecimento familiar, o que demonstra a falta de empenho do realizador nesta obra. Justificações? Talvez o facto de o senhor Coppola ter apostado em recuperar comercialmente dos desastres financeiros de Cotton Club e desse tão esquecido Tucker, mandando a parte artistica do filme às favas. O resultado foi uma realização em piloto automático, más interpretações, guião pobre e o encerrar da pior maneira maneira a saga dos Corleone. O que vale é que a redenção estava perto. E ela chegou com Bram's Stoker Dracula.
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O TIRO FATAL - todas as cenas com Sofia Coppola.

Tentativa descarada para rentabilizar financeiramente as aventuras deste herói querido por todos os amantes do bom cinema. Este Kristal Skull é apenas o mais imbecil e descaracterizado filme da carreira deste grande cineasta. Do guião ridículo, ao CGI espatafurdio e aberrante, passando pelo mais completo desgoverno de personagens em piloto automático, nada parece funcionar nesta sequela completamente dispensável. Este será para mim, o pior momento de um cineasta a todos os níveis sublime. Esperemos que Tintin o reabilite, pois Spielberg ficou muito mal neste retrato digital sobre um herói analógico, que merecia ter sido mais bem tratado.