domingo, novembro 18, 2007

War of The Roses (1989)

de Danny De Vito


Oliver (Michael Douglas) e Barbara Rose (Kathleen Turner), tinham tudo para ser felizes. Dinheiro, sucesso profissional, dois filhos que prometem seguir as pisadas e uma casa de sonho. Mas no dia em que Oliver tem um suposto ataque cardíaco, Barbara confessa-lhe que já não o ama e pede-lhe o divórcio, exigindo-lhe apenas ficar com a casa em troca. Oliver recusa e a guerra começa.

Mais que um Mr. E Mrs. Smith, aqui a guerra é total. Nesta comédia muito negra vale tudo: da destruição de mobília, à matança de animais de estimação, ou a rega de um peixe para jantar, com um condimento muito duvidoso. Os Rose são implacáveis, e na sua selvagem batalha, não há lugar para prisioneiros. Das situações de discussão do dia a dia, assistimos a uma escalada no conflito que rapidamente entra no reino do puro nonsense, mas nunca caindo no tom de cartoon. Aqui o nonsense é cruel e negro.

Danny De Vito, assina aqui um filme único e o seu melhor enquanto realizador. Esta comédia negra não faz concessões nem tratados de paz. A guerra vai até às ultimas consequências, como o magnífico final demonstra de forma cruel e violenta. E esse lado selvagem deve-se à inspirada realização de De Vitto (com muito de Hitchcokiano), ao divertidíssimo guião de Michael Leeson, à fantástica fotografia de Stephen Burum (colaborador habitual de De Palma) e last but not least, ao fantástico par de protagonistas. Michael Douglas e Kathleen Turner, que têm uma química única e fora de série.
Uma das comédias mais negras e mais divertidas de todos os tempos!

4 comentários:

Knoxville disse...

Aproveitando a análise no meu cantinho, "Infelizmente, e apesar das fabulosas interpretações principais, tudo o que acontece em “The War of the Roses” cheira a cliché ou repetição. A aprazível ideia está presente, mas a sua fragmentação em momentos de humor – negro e físico – falha. Provável culpa de Danny DeVito, que ainda hoje não conseguiu completar e executar com resultado e mérito a sua desejada transição do mundo da representação para o da realização. Ditosamente, e em compensação, a cena final, carregada de simbolismos, arremessa uma forte mensagem que escusa DeVito de todo o percurso narrativo anterior mal aproveitado.".

Cumprimentos Luís!

Luís disse...

apesar dos clichés como dizes e muito bem, acho que de vito supera-os levando-os para um nível de uma violencia tal, que a comédia acabo por se tornar extremamente perversa, e o espectador um cumplice dessa mesma violencia. sinceramente adoro este filme!:)

Cataclismo Cerebral disse...

Adoro este filme e o seu lado quase cartoonesco. Só faltava mesmo a determinada altura os protagonistas transformarem-se em desenhos animados. É uma excelente metáfora sobre um casamento que entrou definitivamente no colapso!

Abraço

Luís disse...

cataclismo: o que me impressiona neste filme é o facto de ser como dizes uma metáfora, mas terrívelmente cruel e cómica, o que causa uma sensação estranha no espectador. fantástico!

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