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quarta-feira, dezembro 16, 2009

OS 10 MAIS DA DÉCADA - Nº 10

MILLION DOLLAR BABY
(2004)
de Clint Eastwood

Abordagem (muito) dramática de Clint Eastwood ao mundo do boxe. Para mim, é a par de Raging Bull, um dos filmes mais poderosos sobre aquele mundo e seus personagens. Mais uma prova do enorme poder de Eastwood enquanto realizador, que comprova aqui, a sua enorme sabedoria cinematográfica, com um “less is more” que aumenta o lado trágico e comovente da historia, sem nunca pisar os terrenos do melodrama. Swank, Freeman e Eastwood compõe um trio tão perfeito e equilibrado, que os seus personagens ficam e ferem na memória. Um filme essencial. E aquele final…

terça-feira, outubro 20, 2009

Clint no futebol

Só para verem que não é só no cinema que o old timer ainda dá uns toques. Ah granda Clint! O jogo em questão foi neste fim de semana, o Lyon-Sochaux





segunda-feira, junho 15, 2009

White Hunter Black Heart (1990)

de Clint Eastwood


Este esquecido mas belíssimo filme de 1990, assinalou o terceiro passo de Clint Eastwood em se afastar de um cinema mais comercial, para poder abordar obras mais pessoais e por consequencia com um maior fulgor artístico. Antes tinha havido essa obra prima tão injustamente ignorada de seu nome Honkytonk Man (1982) e o galardoado Bird (1988) E diga-se desde já, que White Hunter Black Heart, figura sem problemas na lista de filmes maiores deste enorme autor americano. Esta história sobre um realizador de cinema (inspirado em John Huston) que está mais interessado em “cometer o pecado” de matar um elefante, em detrimento de iniciar a rodagem do seu filme, está recheada de momentos que apenas Clint Eastwood consegue nos oferecer. Sejam as magníficas e hilariantes sequências cómicas (a cena com a simpatizante nazi, ou a sessão de pugilismo com o gerente do hotel), ou então com um tom mais negro e soturno, que viria a marcar a sua obra posterior e que daria início à sua consagração enquanto cineasta. Esse negrume e complexidade manifesta-se aqui num dos finais mais dolorosos e comoventes na obra de Eastwood. Essa sequência final é o culminar natural da odisseia (interior) de um personagem extremamente complexo e contraditório, que fecha esta película dando início ao seu filme (dentro do filme) com aquela palavra sussurrada e torturada e com o subtexto de uma tragédia que ficou para trás: a palavra acção.

quarta-feira, abril 01, 2009

5 motivos para amar o Western

1 - A melancolia e solidão de Ford

2 - O virtuosismo e paixão de Leone

3 - O desespero e raiva de Peckinpah

4 - A poesia pictórica de Cimino

5 - O desencanto e fatalismo de Eastwood

quinta-feira, março 26, 2009

terça-feira, janeiro 27, 2009

5 obras-primas

Nº 1 UNFORGIVEN (1992)


Nº 2 HONKYTONK MAN (1982)

Nº3 A PERFECT WORLD (1993)


Nº4 MILLION DOLLAR BABY (2004)


Nº5 THE BRIDGES OF MADISSON COUNTY (1995)

quarta-feira, janeiro 07, 2009

2009 promete ...

Shutters Island de Martin Scorsese


Gran Torino de Clint Eastwood


Public Enemies de Michael Mann

terça-feira, novembro 25, 2008

O filme final do actor Clint Eastwood

(acerca de Gran Torino)

"That will probably do it for me as far as acting is concerned," Eastwood said today, though added that he would continue to direct and produce films.

"You always want to quit while you are ahead," he said. "You don't want to be like a fighter who stays too long in the ring until you're not performing at your best."
Clint Eastwood

quarta-feira, setembro 17, 2008

segunda-feira, junho 30, 2008

Filmes da Minha Vida - XI


O ínicio da ascensão de Eastwood ao reino dos autores. Bem, não é bem um ínicio, mas sim uma confirmação. Pois antes tinha havido o tão esquecido Honkytonk Man, que recordo como um dos seus filmes mais luminosos e ao mesmo tempo amargurados. Mas Unforgiven, merece todo o culto que tem à sua volta. Nunca o western foi tão desencantado, poético e seco. É simplesmente um dos retratos mais cruéis da história do cinema. Um caracter studie sem redenção. Aqui o arco do personagem é um arco fatalista, onde a morte é a única verdade na vida de William Munny. E depois Unforgiven está recheado de momentos antológicos. Como aquele diálogo existencialista (mas tão simples) junto a uma árvore. Ou aquela sequência do assassinato de um dos vaqueiros, onde assistimos à dificuldade inerente a tirar uma vida. Ou então, simplesmente aquele olhar do anjo da morte, em que William Munny se tornou, num dos mais terríficos showdowns de qualquer western do cinema. Cru, realista e muito profundo. Um dos filmes maiores de um grande,grande,cineasta.

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Clint + Kevin = Um filme perfeito

E a belíssima música que ouvimos é também do senhor Eastwood himself!

domingo, novembro 18, 2007

Letters From Iwo Jima (2006)

de Clint Eastwood


O segundo filme de Clint Eastwood sobre a batalha de Iwo Jima. Desta vez abordando o lado derrotado do conflito, o japonês. Letters From Iwo Jima, é um filme de guerra, mas mais que isso, é um filme sobre a derrota. Os soldados nipónicos, pressentem logo de início que aquela, será uma batalha perdida à partida, mas o seu código de honra e a sua dedicação à mãe pátria impele-os a ficar e enfrentar a morte.

Este prenúncio de morte, está omnipresente na primeira parte, revelando-se com toda a sua crueza na segunda metade do filme. É de louvar a opção de Eastwood, de mergulhar fundo na mentalidade que está por detrás de seres humanos que preferem a morte à desonrra da derrota. E é de seres humanos que o filme de Eastwood se trata. Um pouco à maneira do superior The Thin Red Line, aqui, o realizador mostra o lado do homem por detrás do soldado, recorrendo a flashbacks particularmente eficazes, que criam a empatia necessária com os personagens.

A crueldade da guerra, não escolhe lados, e na visão justa de Eastwood, não há lugar para maniqueísmo primários. Tanto os japoneses como os americanos, têm elementos nas suas fileiras que são capazes da maior das desumanidades (o oficial japaonês que ordena o suícidio dos seus homens, e os americanos que assassinam os prisioneiros de guerra). Mas a justiça da camara de Eastwood, revela também um lado humano tocante. Particularmente na figura do general magistralmente interpretado por Ken Watanabe, ou na figura do jovem padeiro que prometeu regressar, custe o que custar, para a sua mulher e o seu filho por nascer. Estes personagens, demonstram de forma trágica a barbárie da guerra, e da loucura que esta prossupõe.

Além da mão segura de Eastwood, ou das excelentes interpretações do elenco, é de destacar a fotografia de Tom Stern, que com as suas imagens esbatidas e praticamente vazias de côr, dão o tom sombrio e fúnebre, perfeitamente adequado à trágica história que contam.

Um filme que obriga a reflectir sobre a natureza e a crueldade da guerra.

terça-feira, dezembro 26, 2006

Um Crime Real (1999)

de Clint Eastwood


A carreira de Clint Eastwood enquanto realizador, tem se caracterizado por duas vertentes: a claramente comercial (Dirty Harry, Firefox, Rookie) e outra com pretensões claramente mais pessoais e artísticas (Honkytonk Man, Imperdoável, Um Mundo Perfeito, Million Dollar Baby).

Em Um Crime Real Clint funde essas duas vertentes, que apesar de não funcionarem a 100%, devido a algumas sequências algo arrastadas e claramente a mais, acabam por dar luz a um filme fascinante do ponto de vista humanístico. Para Clint Eastwood, o humano com as suas virtudes e (muitas) falhas são o que há de mais fascionante nas suas histórias. O seu torturado Steve Everett é exemplo máximo disso mesmo, juntando-se a outros (anti?)heróis da galeria Eastwood. A sua corrida contra o tempo para salvar a vida de um condenado à morte (magnífico Isaha Washington) é essencialmente uma corrida para Everet salvar a sua alma e encontrar a redenção tão desejada.




Um destaque muito grande para a magnífica mise-en-sene de Eastwood, fugindo a vários clichés (o momento em que Everet e Bitchum se reencontram no final é um marco de contenção e emoção onde todo um subtexto pode ser visto no olhar dos dois actores sem trocarem uma única palavra), assim como vários actores, destacando a sempre luminosa Diane Venora.

A Favor : Clint Eastwood realizador, Clint Eastwood actor, a economia do argumento.

Contra : Um James Woods excessivamente cabotino e algumas sequências desnecessárias

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