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quinta-feira, março 14, 2019
Starship Troopers : 7 Kinonotas
1-O cinema de guerra e a ficção científica estão unidos por uma cola satírica que subverte ambos os géneros, paradoxalmente reforçando-os.
2- A igualdade de raça, género, estatuto, não invalidam que por detrás dessa utopia, estejamos perante um sociedade fascista. Afinal de contas, estamos num universo onde nas aulas de história ensina-se o porquê do falhanço da democracia.
3 - Os nosso heróis protonazis são de Buenos Aires, o que implica que o disparar primeiro e questionar depois americano foi exportado para todo o mundo e tornou-se numa das doutrinas da globalização.
4 – A delícia que é ver o fascizante estúdio do rato mickey produzir uma superprodução (de mais de 100 milhões de dólares) onde inocentes crianças pegam em armas e fazem a sua parte, vaginas alienígenas sugam cérebros masculinos, vómitos, entranhas, sangue, desmembramentos, sexo sadomasoquista, testosterona bélica e reflexão histórico-política, desfilam com a maior das jovialidades.
5 – Já tem 22 anos e continua a provar que o espectador ter direito aos mais grandioso espectáculo, aliado a provocação, inteligência e enorme pertinência sóciopolítica, não é um paradoxo comercial.
6 - Está nos antípodas da banalidade coninhas e insegura do kinomerdum de hoje (obrigadinho milenials).
7 - O tipo da esquerda é Deus.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
Filme do caralho! (II)
Acção, sátira política, filme de guerra, western, ficção científica e muito muito sangue. Um dos mais inteligentes e subversivos filmes alguma vez produzidos por Hollywood. Confundido pela crítica da altura, por apologia fascista, esta joia é precisamente o contrário. Por detrás das explosões, desmenbramentos e cenas grotescas, está uma crítica ácida ao militarismo e puritanismo americano, assim como várias alfinetadas a uma sociedade globalizada. E tudo isto em 1997! Verhoeven, és dos grandes! "Would you like to know more?"


"Some people might applaud that somebody [in the film] is caught in the morning and judged in the afternoon and killed in the evening. But I think what Starship Troopers tries to do, perhaps a little too clearly in a couple of cases with the uniforms, it's saying, "Are you aware that this is also a little bit happening in your own society? And perhaps in a way that's not so obvious to you."
Paul Verhoeven
segunda-feira, fevereiro 16, 2009
James, John e Paul.
Realizadores do chamado destroy cinema, tão em voga nos anos 80, onde a acção era trepidante, violenta, demolidora e paradoxalmente inteligente. Em comum une-os um apurado sentido narrativo e estético, assim como uma abordagem musculada apoiada num ritmo vertiginoso. Alem do mais, os seus filmes alcançam estrondosos resultados no box-office, conquistando tambem um reconhecimento crítico e artístico assinalável. Die Hard, Robocop, Terminator, Total Recall, Predator e Aliens, são exemplos de culto da mestria dos seus realizadores. Os Michael Bays, Bruckeihmers ou Mcg's que por aí andam, bem que podiam aprender qualquer coisa com o Cinema destes senhores.
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quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Filme do caralho!
Intenso, visceral, adulto, profundo, trágico, inteligente, subversivo, emocionante e violentíssimo, ou seja, tudo o que a FC actual não é. Podem me dizer que não, mas para mim Robocop é uma obra fundamental do cinema dos anos 80 (e 90 e 00 já agora). Com uma realização inspiradíssima do enorme Paul Verhoeven, Robocop é intocável e envelheceu muito bem. E o senhor Aranofsky não venha prái com remakes larilas, que atingir o nível de uma obra-prima deste calibre, não está ao seu alcance.


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