segunda-feira, setembro 08, 2008

Star Trek - The Wrath of Kahn (1982)

de Nicholas Meyer

Após o semi-flop que foi Star Trek – The Motion Picture, os executivos da Paramount viram-se com uma batata quente nas mãos. Por um lado, os resultados comerciais do 1º filme, deixaram muito a desejar. Por outro, todo uma legião de fãs (os trekies) exigiam um novo filme á altura da série. E numa jogada audaz e arriscada, afastaram Gene Rodenbery das rédeas da produção (que tinha sido um dos problemas na anterior película), entregando os comandos a Nicholas Meyer (realização) e Harve Bennet (produção), por metade do orçamento do 1º filme. O resultado não podia ser melhor. Star Trek – The Wrath of Kahn, é o mais amado e conseguido filme, de toda a saga.

Esse sucesso deve-se em grande parte, á mão segura e à abordagem insólita de Meyer e Bennet. Repescando o vilão de um dos episódios mais amados pelos trekies, fazem a ponte com todo um passado que estava para trás, deixando as pretenções metafísicas do 1º filme. E o que temos aqui é um belíssimo entretenimento, que tem tanto de deslumbre, assim como doses maciças de diversão e emoção.

Kirk (William Shatner na sua melhor performance) e Spock (Leonard Nimoy inimitável) nunca estiveram tão bem. Cada qual com um conflito interior muito credível, em particular Kirk, que tem de enfrentar a decadencia e algo que sempre se recusou a olhar de frente: a morte. E depois temos Kahn (Ricardo Montalblan), um vilão “biger than life” obsessivo na sua sede de vingança, com um gosto particular por citações de Moby Dick. Um pormenor que é tudo menos inocente, pois Kahn funciona como uma espécie de capitão Ahab intergalático. Aliás, todo o filme tem um sabor aos velhos clássicos de aventuras marítimas, muito bem fundidas com a vastidão do espaço. Factor que realça esse sabor, é a magnífica partitura de James Horner, que poderia facilmente ser a banda sonora de um Captain Blood ou um Sea Hawk.

O tom do filme, a edição vertiginosa, a história muitíssimo bem contada e a abordagem cinéfila de Nicholas Meyer, elevam este filme a patamares elevadíssimos. E depois temos aquele final semi-aberto, que deixa o espectador ansioso por novas aventuras. Um dos meus favoritos, que está para a saga Star Trek, como Empire Strikes Back para Star Wars: simplesmente o melhor da série.

2 comentários:

Red Dust disse...

Os filmes de 'Star Trek' têm diversos capítulos com qualidade. Este não gostei tanto (6/10).

Abraço.

Luís disse...

Não???
Agora fiquei curioso em saber que Star Trek colocarias á frente deste.

Esta wrath, parece-me o mais completo e emocionante de todos. Mas são opiniões:)

abraço cinéfilo

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