quinta-feira, setembro 11, 2008

Copycat Tarantino

Ora aqui está a razão porque Tarantino além de cineasta, daria um belo gatuno. Senhor Tarantino, "shame on you"! A cena em questão é de American Boy, um documentário realizado por Scorsese em 1978. Plágio anyone?

8 comentários:

Peter Gunn disse...

Maldita a hora que o Fifeco se lembrou de fazer um especial do Tarantino...

Parece que toda a gente se lembrou de encontrar tudo e mais alguma coisa para dizer mal do homem...

Se ele não é nada de especial, se copia todas as ideias, se não faz nada de nada... porque raio é que não aparecem mais pessoas a fazer o mesmo?

Utilizem, ursupem, roubem as ideias dos outros e mostrem-nos que sabem fazer bons filmes!

Ah espera... isso geralmente tenta-se fazer com os filmes japoneses e europeus e que depois são adaptados para Hollywood mas que no final só sai é m*r%a...

Afinal parece que nem todos conseguem ser um Tarantino por mais que queiram... pois Tarantino há só um... é ele e mais nenhum!

Um abraço revoltado...

Luís disse...

Caro Peter:

1º Antes de mais obrigado pela visita que creio que seja a 1a vez.

2º asseguro-te que este post não está relacionado com o excelente especial do Fifeco. A sua origem deve-se a um visionamento recente de "American Boy - A portrait of Steven Prince", excerto que deu origem a este post.

3º O motivo que me fez colocar o post, está explicito no mesmo. Mas desenvolvendo um pouco:
Sou um grande fã de tarantino. Os seus filmes, personagens e diálogos, são do mais inspirador do que se vê na 7ª arte.
Agora o que não lhe perdo-o, é o facto de alguem claramente talentoso como ele, fazer passar coisas nos seu filmes, que são claramente roubadas de outras obras. É que parece que o rapaz pensa que é o unico a conhecer essas fontes obscuras. Se fosse num espirito de homage, ainda compreendia, mas cópias palavra-por-palavra, isso perdoa-me, mas fica-lhe muito mal. Ao menos reconhecia a origem e dava crédito ao original. Ainda para mais, de num filme que recebeu oscar de melhor argumento original!!!

4º Coppola tem um lema, "rouba aos melhores". Ele, Scorsese, Lucas, Spielberg, Friedkin e outros, sempre o fizeram. Mas o seu roubo, sempre foi assumido. E aliás, nunca em termos de narrativa, mas em estética (enquadramentos) que nos remetem para os velhinhos clássicos.

5º os filmes japoneses e europeus importados pela máquina americana, são comprados a bom preço. E que eu saiba, o autor ou o produtor, só vende se quizer, ou estarei enganado? Mas tenho de concordar, geralmente só sai é merda desses remakes.

6º Mais uma vez te reafirmo, Tarantino é um dos meus realizadores favoritos, mas infelizmente, têm vindo a publico algumas das suas "influencias" demasiado óbvias. E elas ficam mal no curriculo de um autor que se pretende original. Ou não será o caso?


Seja como fôr, é a minha opinião:)

Um abraço cinéfilo.

Paulo disse...

Luís, neste caso tenho de discordar de ti. Tarantino sempre passou como um cineasta de "homenagens", e tudo o que ele faz passa por aí, algo que ele sempre assumiu de forma mais ou menos directa. A questão que torna Tarantino num cineasta brilhante, a meu ver, passa precisamente por esses "roubos" mas acima de tudo pela forma como os incorpora nas suas narrativas. Aliás, há qualquer coisa de génio em pegar numa sequência de um documentário realizado nos anos 70 e transformar isso numa cena de ficção, dentro de um contexto completamente diferente. E não tenho dúvidas que Tarantino tenha as suas referências bem presentes: Além de sempre ter assumido Scorsese como influência, Taxi Driver é um dos seus filmes favoritos, e Steven Prince é um dos actores do mesmo, como o traficante de armas. Ao assumir tudo isso, não creio que esteja à espera que ninguém conheça tais referências.

Seja como for, esses assuntos a mim não me incomodam mínimamente, enquanto continuar a adorar os seus filmes. Mas também é só a minha opinião ;-)

Abraço.

Luís disse...

"Aliás, há qualquer coisa de génio em pegar numa sequência de um documentário realizado nos anos 70 e transformar isso numa cena de ficção, dentro de um contexto completamente diferente"

Paulo, em relação ao facto de tarantino ter pegado na cena do documentario de scorsese e de a aplicar palavra-por-palavra num contexto diferente, não vejo genialidade. Vejo vampirismo. E note-se que Pulp Fiction é um dos filmes da minha vida.

Para mim o que está em questão nesta abordagem de Tarantino, é a sua total ausencia de subtileza na forma como faz as suas "homages".

Curiosamente, o seu cinesta de eleição é um dos teus favoritos. E nós sabemos que De Palma sofreu o mesmo tipo de acusações. Será que foi com ele que aprendeu?:)

abraço cinéfilo

Paulo disse...

Sem dúvida que terá sido com ele que aprendeu, e com a malta toda da nouvelle vague, eheh. Mas pronto, são formas distintas de ver as coisas. Não vejo aí vampirismo, mas sim reinvenção, mas é como digo, só me interessa se gostar do resultado no produto final.

Abraço.

Luís disse...

ola paulo. mas o nossos meninos da nouvelle vague, iam por um caminho mais radical e menos comercial que tarantino. Aliás, formalmente eram unicos. Tarantino, é apenas bom (formalmente):)

mas como dizes são opiniões, e o que seria o cinema se elas tambem não causassem debate não é?

abraço cinéfilo

Peter Gunn disse...

Boas novamente Luís :)

Tenho estado de férias e como tal só agora tive oportunidade de ler a resposta ao meu comentário.

Antes de mais peço desculpa por alguma resposta mais revoltada. Depois de ler o seu comentário devo concordar que realmente tem alguma razão no que diz mas sabe como diz o ditado "Quem gosta sofre" e eu gosto tanto daquele sacana a fazer filmes que até lhe perdoo tudo e mais alguma coisa ;)

Apesar de ter que concordar que o Tarantino qualquer dia começa a ter Mãozinhas no nome, não consigo ficar chateado com ele por ter roubado aquelas frases e assim ter feito um dos filmes da minha vida! Mas pronto, isto são só opiniões e como tal respeito a sua :)

Um abraço

Luís disse...

Peter eu tambem não fico chateado. So um pouco desiludido, nada de mais. Mas a César o que é de Cesar não é?

Um abraço cinéfilo

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