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sexta-feira, novembro 12, 2010

E tudo o vento levou



Acabadinho de ver o The Kiling, só me apetece escrever que o que fica para além da estrutura completamente mirabolante e arrojada (que Tarantino "homenageou" à descarada) é um dos finais mais irónicos e desarmantes da história do cinema. Dizer que Kubrick era um génio é banal. Mas porra! Kubrick era um génio!

terça-feira, outubro 26, 2010

Iniciativa 1 actor 3 filmes


* texto redigido e publicado a convite do Cine-Observador

A razão que me levou a escolher um actor nacional, é porque acredito que o que é nacional (às vezes) é bom! E esse é o caso de Ivo Canelas. Começou na televisão ao lado de MIguel Miguerme na sitcom de culto o Fura-Vidas. Logo aí se destacou e criou um Joca memorável. Depois mudou-se para os Estados Unidos onde estudou representação no incontornável Actors Studio. De regresso a Portugal, Ivo Canelas dedicou-se quase exclusivamente ao trabalho em cinema. Lenta mas firmemente, tem vindo a revelar-se um dos actores mais talentosos e consistentes da produção nacional. E o mais impressionante é que trata-se de um actor igualmente eficaz, quer na comédia mais alucinada (‘Arte de Roubar’) quer em composições de intensa carga dramática (‘Tiro No Escuro’ ou ‘20,13 – Purgatório’). O seu talento e carisma natural, tornam-no no actor de referencia da sua geração. Assim continue e poderá aspirar a voos ainda mais altos.


Um tiro no escuro (2005)
Num elenco de vários nomes de prestígio como Joaquim D’Almeida, Filipe Duarte ou João Lagarto, é ele que se destaca e acaba por roubar todas as cenas em que entra. O seu Brocas pode não ser o mais inteligente dos personagens, mas é o mais magnético e no final o mais trágico. E na sua última cena lá para o final do filme, Ivo Canelas, tem um momento bombástico e com uma intensidade como raramente se viu no cinema nacional.

O Mistério da Estrada de Sintra (2007)
Pôr-se na pele de um ícone literário como Eça de Queirós é uma tarefa que pode ser assustadora e trazer resultados desastrosos para um actor que não esteja à altura. No seu primeiro papel como protagonista, Ivo Canelas passa com distinção e nota artística (como diria o Jorge Jesus). O seu Eça tem as doses certas de arrogância, vaidade e sarcasmo. E fisicamente as semelhanças entre o actor e o escritor são impressionantes. Mais uma vez o ponto mais forte de um filme que se vê bem.

A Arte de Roubar (2008)
Apesar de ser um pastiche de Tarantino, este óvni de 2008 foi a confirmação (como se tal fosse necessário) do enorme alcance interpretativo deste grande actor. Num regresso à comédia a relembrar os seus tempos na série o Fura-Vidas, Ivo Canelas dá um show de naturalismo, espontaneidade e talento cómico. E ainda para mais num papel que facilmente poderia tender para o overacting, Canelas mostra porque é o melhor e mais completo actor da sua geração.

quarta-feira, outubro 20, 2010

AS CAUSAS DA CRISE

OS POLÍTICOS

OS MEDIA

A SOCIEDADE


(imagens de THEY LIVE de John Carpenter, um filme feito à medida para os tempos que vivemos)

segunda-feira, outubro 11, 2010

Os realizadores preferidos de Welles


"I prefer the old masters; by which I mean: John Ford, John Ford and John Ford."

quinta-feira, julho 22, 2010

segunda-feira, maio 17, 2010

Sabedoria

Parece uma frase feita à medida para Portugal e para a dita "crise" mundial.

"Everybody know the poor always being fucked by the rich. Always have, always! will. "



Keith David e as palavras de Oliver Stone In platoon (1986)

sexta-feira, maio 07, 2010

Daniel Day-Lewis puxa pelo Benfica!!!

(cena de In The Name of The Father)

segunda-feira, abril 19, 2010

O poder de um filme


Q:What got your enthusiasm for Platoon going again?

STONE: Seeing Warren Beatty's Reds in 1981. 1 loved it. The fact that Beatty had spent so much time doing a film that was so unconventional really reminded me that, HEY, you can make good movies if you stick it out. So at that point in time, I said, "I'm going to do it."

sexta-feira, abril 16, 2010

O Mar de Mann

Dizem que um autor é um realizador que passa a sua carreira a fazer os mesmos filmes, mas com histórias e personagens diferentes. Esses autores têm obsessões recorrentes, que se infiltram nas suas obras e acabam por vir à superfície de forma quase subliminar. Michael Mann é um autor. Quem visita este blogue e quem me conhece sabe o que eu penso acerca do senhor. O que se segue é um apanhado de uma das suas obsessões recorrentes e um enunciado da importância plástica e temática desse elemento na sua obra: o mar no mundo de Michael Mann.




Thief
Após o assalto da sua vida, Frank tem um (curto) momento de felicidade: ele tem finalmente aquilo que tanto procurou e ansiou: uma família. E juntos fogem para uma praia onde a harmonia, o sol e o mar sugerem um momento idílico. O som dos Tangerine Dream e a direcção de Mann fazem desta sequência uma das mais poéticas e líricas desta belíssima obra.


Manhunter
De novo o mar como reconciliação e paz. Aqui a simbologia é mais presente que nunca, pois o filme abre e fecha com o oceano. Se na primeira cena, Graham está perturbado e traumatizado, o facto de estar de costas viradas para o mar não é inocente. Na cena final após a morte do serial killer, ele consegue finalmente contemplar a sua tranquilidade e beleza, junto à sua família e nós sentimos que ele encontrou a tão desejada paz.



Last of the Mohicans
Aqui não temos, o mar, mas temos a água dos rios. O elemento aquático funciona como símbolo erótico e de união entre homem e mulher. Só após a fuga aos ingleses, e depois de encontrarem esconderijo numa gruta oculta por uma catarata (a água protectora) é que Hawkeye e Cora conseguem declarar o seu amor.


Heat
Num filme predominantemente urbano, o mar funciona como sugestão de desejo de fuga e solidão para Neil. É quando está sozinho e a contemplar o oceano, que Neil decide procurar ligar-se a alguém, encontrando na cena seguinte Eady. E quando no dia seguinte Cris lhe diz que Charlene o quer deixar, Neil apoia-o a voltar para ela. O oceano no background é de novo o elemento de sugestão romântica



The Insider
Jeffrey Wigand está no dilema da sua vida, pois não consegue “encontrar o critério para decidir”. Denuncia os seus corrutptos empregadores e pelo caminho perde a sua famíla, ou fica em silêncio, sabendo o custo dessa decisão que lhe fará perder a sua integridade e moral. Após contemplar um calmo oceano, Wigand tem uma epifania descobre a resposta num momento mágico.



Ali
Não tão presente como nas obras anteriores, mas mesmo assim está lá numa breve cena. A cena em que Ali separa-se da sua segunda mulher é de alguma importância na narrativa. O facto de lá estar o mar, sugere que a água poderá ser símbolo de vida, mas também de ruptura nas relações, sugerindo tal como em Manhunter uma dupla função no cinema de Mann.



Colateral
À primeira vista parece que está ausente do filme. Mas mais uma vez, o mar está lá. É verdade que apenas numa fotografia. Mas essa imagem tem um poder de escape e de utopia no taxista Max. Não será inocente que essa imagem marítima seja mais uma vez o elemento que junta um homem e uma mulher no cinema de Mann, na cena em que Max oferece a sua preciosa foto a Annie.

Miami Vice
O escape de novo e a consumação de uma marca autoral. A música de moby e a fuga marítima de Sonny e Isabela, criam uma cena transcendente neste belíssimo filme. Mais uma vez um oceano que une dois seres. O mar sugere a utopia e o horizonte de uma vida a dois, uma fuga da realidade para duas almas que afinal são gémeas. Esse lado idílico é destroçado na separação final do casal , quando Sonny contempla a fuga de Isabela num barco que desaparece...no mar.

sexta-feira, março 26, 2010

terça-feira, março 23, 2010

Se Lucas é o pai...Kurosawa é o avô!

O duelo final de Hidden Fortress







General Hyoe Tadokoro / Darth Vader



A cerimónia final de Hidden Fortress


A luta da cantina






O truque do esconderijo no chão em Sanjiro

sexta-feira, março 19, 2010

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