domingo, janeiro 06, 2008

Filmes da Minha Vida - VI

A pérola na filmografia de Spielberg. A par do recente Munique, é o seu filme mais realista, pertinente e pessoal. Aquando da sua estreia vi-o pelo menos 3 vezes em sala. As interpretações são únicas: o magnetismo assombroso de Liam Neeson e a malovolência que Ralph Fiennes emana. A fotografia é um achado: a primeira colaboração entre o cineasta e o brilhante Janus Kaminski, transmite toda a melancolia e tristeza que a história conta. A montagem de Michael Kahan é original e francamente virtuosa, conseguindo com o simples poder de um corte entre dois planos, falar mais que mil palavras. A banda sonora é imortal: aqueles acordes de Itzhak Perlman e John Williams, arrepiam sempre que os oiço. E por fim a realização, o verdadeiro ás de trunfo desta magnífica obra de arte, que é do mais cinematográfico e inspirado que Spielberg alguma vez conseguiu, com inúmeros momentos transcendentes que levam o espectador numa viagem com tanto de horrível, como de sublime.

9 comentários:

José Quintela Soares disse...

Pois... é seguramente um dos filmes "da vida" de qualquer pessoa que não seja acéfala.

Luís disse...

ou que não seja nazi ja agora:).
um abraço josé

Gonçalo Trindade disse...

Sem dúvida o melhor do Spielberg e um dos melhores que jamais vi. Costumo dizer que o Spielberg pode fazer as porcarias que bem lhe apetecer, porque depois de um filmes destes, será lembrado para sempre independentemente dos maus filmes que faça. Pelo menos por mim.

Luís disse...

o que vale é que Spielberg faz muito pouca porcaria:). mas sim, esta é uma obra impar e unica na história do cinema. com um poder visual e emocional como poucas!

um abraço

Rui Luís Lima disse...

olá luís!
este filme é tão poderoso que nos esquecemos que estamos no cinema... o horror não merece ser esquecido para que nunca mais se repita, porque a humanidade merece um mundo melhor, um mundo sem trevas, onde a felicidade possa ser construída.
um abraço cinéfilo
paula e rui lima

Cataclismo Cerebral disse...

É uma experiência emocional imensa. É o meu preferido do Spielberg, que calou os seus inúmeros detractores. Uma bela escolha, como é óbvio!

Abraço

Luís disse...

rui: nós não estamos no cinema, mas sim imersos naquela situação monstruosa e desumana, prova que estamos presentes perante uma das mais poderosas experiencias cinematográficas alguma vez feitas

cataclismo: também é o meu preferido, e como dizes e muito bem, calou muito boa gente

abraços cinéfilos

Paulo disse...

Ainda hoje, depois de ter visto filme "n" vezes, me comovo com algumas cenas...

Luís disse...

tambem eu paulo. ainda me lembro que quando vi em sala, na cena final mais de metade dos espectadores estavam com os cleenexs de fora. cenas viscerais e cinema pungente é o que dá!

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