segunda-feira, dezembro 21, 2009

OS 10 MAIS DA DÉCADA - Nº 8


CAST AWAY
(2001)
de Robert Zemeckis

Neste filme, Robert Zemeckis atinge a maturidade da sua fase “adulta”, ao contar-nos a história de um náufrago muito especial. Além de Tom Hanks numa prestação física total e brilhante (a fazer lembrar a entrega De Niro de Raging Bull), a grande estrela deste filme é o seu talentoso realizador. Onde muitos optariam pelo espalhafato e artifício, Zemeckis opta pela contenção, seja visual, narrativa ou sonora. São poucos os filmes mainstream que teriam a coragem de “dispensar” o resto do cast, entregando dois terços da sua duração, a um único actor e uma bola de baseball (e ainda para mais sem recurso a banda sonora). O seu ritmo lento nunca é aborrecido, contribuindo para um crescendo dramático memorável. Zemeckis e Hanks conseguem com Cast Away, um filme inesquécivel, profundo e uma importante reflexão sobre os tempos em que vivemos.

6 comentários:

Roberto F. A. Simões disse...

Há dois filmes neste O Náufrago: um que se completa com a abertura e final da obra, e outro que consiste no seu cerne. E este do meio é verdadeiramente sublime, desde o desempenho transfigurador de Tom Hanks a aspectos mais técnicos como o som, a fotografia ou a realização. Fosse só o filme este âmago inspirado e inspirador, que conta uma extraordinária história de sobrevivência com e sem o tempo, e atribuir-lhe-ia as cinco estrelas sem pestanejar; porque lhe são inteiramente merecidas e tem qualidade suficiente para se afirmar como um clássico. Porém, o restante filme, ainda que interessante e com uma prestação sentida de Helen Hunt, identifica-se facilmente com uma daquelas convencionais comédias americanas, para aqui desnecessária.

4*

Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema

Luís A. disse...

Roberto, concordamos no que diz respeito ao ´centro do filme, o tal terço, mas discordamos no que diz respeito quer ao inicio quer ao final.

Aquele principio com Helen Hunt era inevitável, sem ele não haveria ressonância emocional por parte do espectador às desventuras de Chuck na ilha. Com esse inicio temos a noção exacta do Chuck perdeu, e será o amor (parece piroso dito assim mas não é) que levará Chuck a enfrentar a morte para saír daquela ilha.

Quanto ao final, apesar de concordar que seja algo arrastado na sequência na casa de Hunt, parece-me que é um excelente fechar de filme, pois a mensagem de que o tempo não espera por ninguem está vincadissima com as oportunidades que Chuck desperdiçou e com o tempo que ficou preso na ilha.

E depois temos aquela encruzilhada final...que fecha o filme de forma aberta e esperançosa...

Abraço cinéfilo

Roberto F. A. Simões disse...

Sim, a encruzilhada é uma forma simbolicamente poderosa de terminar o filme. Para além de fechar uma narrativa cíclica.

No entanto, a minha opinião mantém-se. Estamos em desacordo ;)

Bom ano de 2010!

Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema

Luís A. disse...

Roberto, assim parece, mas compreendo o teu ponto de vista...agora concordar é outra conversa:). Mas é como te digo, esta é uma lista inteiramente subjectiva e emocional.

Abraço Cinéfilo

Gonga disse...

Concordo com a tua escolha o Naufrago mostra a essencia na natureza humana.
É sem duvida um dos melhores filmes da decada.

Luís A. disse...

A essencia da natureza humana...nem mais gonga!
Abraço

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