quarta-feira, abril 30, 2008

Nomeados Cinema Globos de Ouro 2007


MELHOR FILME:
A Outra Margem, de Luís Filipe Rocha
Belle Toujours, de Manoel de Oliveira
Call Girl, de António-Pedro Vasconcelos
O Capacete Dourado, de Jorge Cramez

MELHOR ACTOR:
Eduardo Frazão, em O Capacete Dourado
Filipe Duarte, em A Outra Margem
Ivo Canelas, Call Girl e Mistério da Estrada de Sintra
Nicolau Breyner, em Corrupção

MELHOR ACTRIZ:
Ana Moreira, O Capacete Dourado
Margarida Vila-Nova, em Corrupção
Maria d'Aires, em A Outra Margem
Soraia Chaves, em Call Girl



Os meus favoritos:

Melhor Filme: Capacete Dourado
Apesar dos seus defeitos narrativos, o podêr dos seus momentos de puro cinema (e cinéfilia), destacam este filme da concorrência.

Melhor Actor: Ivo Canelas/Mistério da Estrada de Sintra
O melhor actor da sua geração, numa composição brilhante! O seu Eça emana carisma e talento de forma soberba!

Melhor Actriz: Ana Moreira / Capacete Dourado
Apesar do seu papel sêr algo "curto", todas as cenas em que entra pertencem-lhe por inteiro.

Amor ao primeiro som...

O album português mais surpreendente do ano! Uma belissíma voz com canções que fazem lembrar Aimee Mann. Golden Era é o primeiro album de Rita Redshoes, uma companheira de canções da banda de David Fonseca. A sua belíssima voz desperta sentimentos, sonhos e nostalgias. Possivelmente o melhor album do ano...

Deixo-vos aqui uma amostra da sua magia...


terça-feira, abril 29, 2008

The Brave One (2007)

de Neil Jordan


Num regresso aos universos de Taxi Driver, Jodie Foster brilha a grande altura, neste complexo thriller de Neil Jordan (Crying Game e The End Of The Affair). Jodie interpreta uma traumatizada radialista, que marcada por um acto de violência extrema, acaba por assumir um papel de justiceira, numa espécie de catarsis emocional.

As consequências, são o diluir das fronteiras, entre “bons” e “maus”.Terrence Howard, no papel do detective que tal como Jodie, está farto de vêr os criminosos fugirem à Justiça, é fulcral para perceber a personagem de Foster. O irlandês Neil Jordan, revela um talento inesperado na direcção de um blockbuster de acção, imprimindo-lhe um carácter bastante intimista. O realizador filma com a sua habital elegância técnica e mestria narrativa. A haver pontos negativos, serão algumas cenas mais inverosímeis, ou a sensação que se poderia ir mais longe num tema tão delicado como este. Mas quando o filme parecia começar a descambar lá para o final, acontece um brilhante volte face, que foge aos clichés deste género de fitas, e apresenta-nos a única conclusão possivel de forma surpreendente.

Foster e Howard fazem uma dupla com uma química arrebatadora e Jordan assina um belíssimo filme, com um tema sensível e polémico. Pena não ter ido mais longe.

segunda-feira, abril 28, 2008

THE END - Parte 1

É por estas e por outras, que John Ford é um dos maiores mestres da 7ª arte! E aquela porta a fechar, é de um simbolismo sublime. Um dos finais mais brilhantes na história do cinema.

domingo, abril 27, 2008

Filmes da Minha Vida - IX


Obra explosiva de Michael Cimino. Com Robert de Niro num dos seus grandes papéis, e Christopher Walken, inesquecivel na pele do perturbado Nick (papel que lhe valeu o Oscar). Cimino aplica um ritmo deliberadamente lento, mas adequadissimo, a esta história sobre a perda das ilusões e da destruição da inocência. Balançando entre sequências ora líricas (as caçadas nas montanhas) ora violentíssimas (o capitulo no Vietname), The Deer Hunter foi na altura da sua estreia considerado de racista, devido ao retrato que faz dos vietnamitas. Se essa acusação é verdadeira ou não, é algo de somenos importância, tal é a intensidade das cenas e o impacto emocional causado no espectador. A musica, a fotografia e a edição são tambem sublimes. Um dos filmes maiores da minha época favorita de Hollywood, os anos 70.

sábado, abril 26, 2008

Bond Song nº20

Em 1995 Tina Turner e Eric Serra recuperaram a mistica perdida das canções de 007. O resultado foi esta homage ao legado de John Barry com um toque actual e apropriado em qualquer revivalismo. Mediano mas catchy....

quinta-feira, abril 24, 2008

A estreia do Mês!

Infelizmente apenas numa sala:
Lisboa UCI Cinemas - El Corte Inglés
Sala 5 / 14h20, 16h45, 19h15, 21h50, 00h20

quarta-feira, abril 23, 2008

Bond Song nº21

A menos querida... Die Antother Day! Péssima Madonna e sem David Arnold para a ajudar! Uma bond-song completamente descaracterizada e sem personalidade. Muito mau.

"I've abandoned my child"

Depois de Boogie Nights e depois de Magnolia, o conflito de pais e filhos, numa das cenas mais intensas do filme do ano! Paul Thomas Anderson e Daniel Day-Lewis os grandes senhores do cinema do sec XXI...

domingo, abril 20, 2008

O estado do Benfica ...

...por João César Monteiro.
Há coisas que não mudam mesmo!

quinta-feira, abril 17, 2008

quarta-feira, abril 16, 2008

terça-feira, abril 15, 2008

"Reles e ridículo"

Esta crítica (pag6) é muito infeliz! Rechada de ataques não fundamentados e inverdades. Utiliza expressões como "E essa coisa vai do mais reles ao mais ridículo", ou, "Durante quantos anos se tentou combater este tipo de cinema português, tentando evitar o filme pessoal egoísta dos que só sabem mendigar subsídios ao ministério".

Reles e rídiculo? Se a crítica se refere à estética utilizada, talvez na sua próxima análise a um Lynch ou a um Von Trier, se lembre de utilizar os mesmo adjectivos.
E já agora, eu gosto de filmes pessoais e egoístas! Mas não creio que esse seja o caso deste filme. Além do mais, a obra em questão foi feita sem necessitar de "mendigar subsídios ao ministério"!

Uma sugestão: que tal para a próxima, investigar um pouco mais, antes de se começar a bater no que é nosso.

O filme em questão é o belíssimo The Lovebirds.

Uma das mortes mais "belas" do cinema

Agora que Charlton Heston partiu, deixo-vos aqui o momento alto de um dos seus melhores (e mais obscuros) filmes: O apocalítico e assustadôr Soylent Green de 1973. Comovente e sublime...



* As lágrimas de Heston são verdadeiras, uma vez que o seu amigo de longa data Edward G. Robinson, encontrava-se já muito doente, acabando por falecer 9 dias depois desta cena.

domingo, abril 13, 2008

Mr. Brooks (2007)

de Bruce A. Evans

A carreira de Kevin Costner, é um caso que sempre me intrigou. A sua ascenção meteórica com obras únicas e marcantes como The Untouchables, Revenge, JFK ou The Perfect World, valeu-lhe comparações com James Stweart ou Gary Cooper. Além do mais revelava um enorme talento na realização, com o lírico e belíssimo Dances With Wolves (pelo qual recebeu dois Oscars). Mas de repente, Costner eclipsou-se. A partir de Waterworld, iniciou uma espiral em queda livre, com desastres comerciais e artísticos uns após os outros. Bons (ou maus) exemplos são, For The Love of The Game, The Postman, ou 300 Milles to Graceland, tudo maus demais para sêr verdade. Costner, apercebendo-se disso, tentou dar a volta a essa situação.

Este Mr. Brooks, é uma dessas tentativas em que Costner procura recuperar a credibilidade perdida. Numa clara aposta de desconstruir (ou destruir) a sua imagem de bom rapaz, Costner assume a interpretação de um personagem complexo e arriscado. Justamente um serial Killer com dupla personalidade. Mas os resultados deixam muito a desejar. Costner apesar do seu óbvio star power, não é adequado neste tipo de papéis (em Perfect World foi muito muito melhor). O seu Mr. Brooks, nunca assusta, e sente-se o pouco à vontade de Costner, numa personagem tão psicótica e negra como esta. A sua inadequação, torna-se quase embaraçosa, cada vez que William Hurt (o seu alter ego), surge no ecrã e rouba-lhe descaradamente, todas as cenas em que surge.

O casting de Demi Moore no papel de uma polícia, é algo estranho e sente-se que o único motivo para tal, é a necessidade de grandes estrelas para chamar o público. As culpas da fraqueza deste projecto, podem também ser repartidas, por um guião demasiado esquematizado e algo trapalhão, e que se perde em narrativas paralelas que em nada fazem avançar a história e apenas distraiem e quebram o tom da fita. Bruce A. Evans com uma realização certinha, bem que se esforça para levar o filme a bom porto, mas o guião (da sua co-autoria) não dá para muito mais. Um factor interessante e original, é a relação de Mr. Brooks com a sua filha, que possivelmente, herdou do seu pai, mais do que este esperava.

Mas em suma, Mr. Brooks, é um filme com alguns bons momentos, mas que no seu todo, transmite uma sensação de desperdício ( especialmente de bons actores ) e que ainda não foi aquele regresso às boas graças do público, que Kevin Costner tanto esperava.

Under Capricorn (1949)

de Alfred Hitchcock

Esta história ambientada na Austrália do século XIX, aborda temas como amor, adultério e culpa, ou seja as obcessões recorrentes na obra de Hitchcock. Mas apesar disso, trata-se de uma obra atípica na carreira do mestre, uma vez que se trata de um filme de época. Nas palavras do seu realizador, este foi um filme que apenas aceitou fazer, devido ao seu deslumbramento pela maior estrela feminina da altura, a deslumbrante Ingrid Bergman.

Filmado com algumas das técnicas utilizadas em Rope (os planos sequência), Under Capricorn, falha no seu todo. E essa falha deve-se a um guião anémico, que apenas faz engrenar a história, após passar-mos a primeira hora de filme. Até lá, Hitch delicia-se (e delicia-nos) com a sua actriz principal, e intriga-nos com o tom de mistério que envolve a relação de Bergman com o muito seguro Joseph Cotten. Mas todo esse jogo, sabe a muito pouco.

Apesar de sêr uma obra menor na carreira do mestre do suspense, Under Capricorn, vale o visionamento. Nem que seja pela destreza técnica e narrativa do seu realizador, assim como pelo carisma e talento dos seus actores principais.

sábado, abril 12, 2008

Hitchcock & Truffaut - A entrevista

Para ouvirem a entrevista que deu origem a um dos mais célebres livros sobre cinema, basta clicarem na imagem. São 25 ficheiros de pura magia cinematográfica, que consistem numa análise a toda a carreira de Hitchcock, conduzida de forma inspirada por Truffaut. Enjoy!

quinta-feira, abril 10, 2008

quarta-feira, abril 09, 2008

terça-feira, abril 08, 2008

Genialmente irreverente

"Em 1963, na injusta qualidade de bolseiro da Fundação Calouste Gu1benkian, parti para Londres e fim de frequentar a London School of Film Technique. Suponho que nunca por aquela escola passou aluno tão mau, mas nesse passo não tive grandes culpas no cartório: é que de facto os ingleses não nasceram para o cinema. Aliás, ainda não percebi muito bem para que é que os ingleses nasceram. Deve com certeza ser pela mesma razão que nasceram os percevejos, as baratas e o pão integral, vulgo pão que o diabo amassou."

João César Monteiro

segunda-feira, abril 07, 2008

João de Deus e arte de um gelado

HILARIANTE!

4 facetas de um grande actôr

por William Wyller
por Cecil B. DeMille
por Orson Wellespor Sam Peckinpah

R.I.P. Charton Heston

1924-2008

Outro dos herói da minha infância. Mestre na composição de personagens "bigger than life" Trabalhou às ordens de gente tão ilustre como Wyller, De Mille, Welles, Ray, Peckinpah, Stone ou Carpenter. E polémicas e actividades políticas à parte, era realmente um dos últimos heróis clássicos e mais uma grande perda neste negro 2008.

terça-feira, abril 01, 2008

RED CARPET - Abril

Não, não é mentira não. É verdade. A RED CARPET de Abril já saiu! E este mês vem recheada de coisas boas: os filmes em sala, críticas, entrevistas, dvd's e especiais. São 52 páginas feitas por cinéfilos para cinéfilos. E à borla! Uma boa leitura para todos.

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