quarta-feira, julho 28, 2010

A melhor cena de sempre de Tarantino...

...foi realizada por Tony Scott e interpretada pelos monstros Cristopher Walken e Dennis Hopper. Aqui fica este sublime momento. Enjoy.

sexta-feira, julho 23, 2010

"A mente de Tarantino" - 2007

E porque esta semana, revisitei o universo desse cineasta tão único e inspirador, aqui vos deixo uma brilhante curta-metragem brasileira, cujo tema é...Quentin Tarantino! Enjoy.

quinta-feira, julho 22, 2010

segunda-feira, julho 19, 2010

segunda-feira, junho 28, 2010

The End - Parte 4

Neste final memorável, o mestre Scorsese dá uma lição de edição, direcção e dramaturgia. E fez tanto com tão pouco. Brilhante Day-Lewis que transmite toda a carga trágica e perca do seu personagem. Um dos grandes momentos da 7ª arte.

segunda-feira, junho 14, 2010

JCM - Entrevista - 4ª parte

"Isto agora está cheio de papagaios"

JCM - Entrevista - 3ª parte

"Não vejo filmes feitos por paneleiros! Paneleiros sem talento, isto é.”


JCM - Entrevista - 2ª parte

"Em relação ao texto acho que não perceberam nada...mas isso é normal. Eu também não lhes posso explicar...por uma razão muito simples : não sei."

JCM - Entrevista - 1ª parte

"O texto caíu-me em cima"

quarta-feira, junho 02, 2010

Estreia amanhã em 20 salas!

Realizado e produzido sem apoios estatais, trata-se de um filme apenas conseguido graças ao espírito de luta, generosidade e energia da sua equipa técnica e actores. Rodado na Covilhã com a mísera soma de 80 mil euros (obtidos em patrocínios), e posicionando-se a meio caminho entre o cinema de autor e comercial, esta fita promete abrir novos caminhos ao nosso tão frágil cinema nacional. Muita merda para os responsaveis por este feito!

segunda-feira, maio 17, 2010

Sabedoria

Parece uma frase feita à medida para Portugal e para a dita "crise" mundial.

"Everybody know the poor always being fucked by the rich. Always have, always! will. "



Keith David e as palavras de Oliver Stone In platoon (1986)

sexta-feira, maio 07, 2010

Daniel Day-Lewis puxa pelo Benfica!!!

(cena de In The Name of The Father)

quarta-feira, maio 05, 2010

The Thin Red Line (1998)

de Terrence Malick



FILMES DA MINHA VIDA XVII

No cinema de guerra existe o pré The Thin Red Line e o após The Thin Red Line. E uma coisa é certa, nunca Hollywood fez um filme de guerra tão singular, idiossincrático e rico. Este é daquelas fitas que a cada visionamento melhora e melhora e melhora cada vez mais tal é a sua riqueza temática e cinematográfica. O responsável deste milagre é um senhor chamado Terrence Malick, o cineasta que em 20 anos de carreira assinou aqui o seu terceiro filme. E que filme! The Thin Red Line aborda os clássicos temas do género de guerra e segue um grupo de recrutas americanos que tentam tomar um monte ocupado pelo inimigo japonês na batalha de Guadalcanal. Esses soldados são interpretados por um elenco de estrelas como raramente se viu (e merecem especial destaque Nick Nolte, Elias Koteas e o estreante Jim Caviezel no pele do espiritual Witt). E se Mallick e o seu director de fotografia John Toll filmam as batalhas com um fulgor e visceralidade empolgantes, não é aí que reside o trunfo maior desta película.

O que Malick nos propõe é o mergulho nos pensamentos e na essência dos seus soldados, através das suas variadas vozes em off, transportando-nos ao seu mundo interior reflexivo, espiritual e emocional. Os seus personagens questionam o papel do homem na natureza, a essência violenta da guerra, a sua própria desumanização ou pura e simplesmente o sentido da vida. Teologia funde-se num cenário de morte, onde os vários planos da natureza e da vida selvagem de Guadalcanal sugerem o olhar de Deus perante a insanidade da sua criação…o Homem. Isto tudo acompanhado por uma montagem brilhante criando um ritmo hipnótico que prende o espectador desde o 1º segundo. Junte-se lhe o dom de Malick para a composição de imagens marcantes e a banda sonora sublime de Hans Zimmer (a sua melhor?), e temos um filme transcendental. Scorsese chamou-lhe o 2º melhor filme dos anos 90, para mim é o 1º melhor filme dos anos 90 e o melhor filme de guerra de sempre. Genial? Não é mais que isso. The Thin Red Line é celestial…

terça-feira, maio 04, 2010

Filme do caralho! (III)

Violento, selvagem, excessivo, cru, profano, delirante, cómico, crítico, violento, demente, genial, trágico, palavroso, misógeno, escandaloso, sangrento, brutal, violento, prodigioso, cruel, adulto, crítico, incorrecto, delirante, poderoso, violento. Ou seja, nos antípodas das paneleirices assépticas em CGI ou em 3D que se fazem actualmente. Como é que Hollywood permitiu um filme destes em plenos anos 80? Perguntem aos pais da criança: De Palma, Pacino e Stone...

sexta-feira, abril 30, 2010

1999 - O melhor ano de sempre do Cinema

1ª RAZÃO - Magnolia


2ª RAZÃO - The Insider


3ª RAZÃO - Fight Club


4ª RAZÃO - Summer of Sam


5ª RAZÃO - Bringing Out The Dead


6ª RAZÃO - Matrix

quinta-feira, abril 29, 2010

quinta-feira, abril 22, 2010

Os 10 MAIS DA DÉCADA - Nº4


TROPA DE ELITE
(2007)
de José Padilha

Depois de Cidade de Deus, parecia difícil o revigorado cinema brasileiro oferecer-nos uma obra que superasse o filme de Fernando Meirelles. Tropa de Elite consegue esse feito. Mais cru, complexo, seco, violento e polémico, criou um enorme debate se seria pró ou contra a necessidade de violência policial no combate ao crime. E é na riqueza desse debate que está a grande virtude deste filme poderoso e intenso. Tropa de Elite mostra a realidade chocante como ela é actualmente, sem juízos de valor ou morais de pacotilha. Nesta obra-prima, tanto o agente policial como o traficante são implacáveis, violentos, mas também humanos e vítimas de um sistema decadente e hipócrita. E depois temos a representação explosiva de Wagner Moura, compondo um angustiado Capitão Nascimento, um personagem contraditório e ao mesmo tempo profundamente humano. A justeza da câmara documental de José Padilha, a inteligente abordagem narrativa, a montagem perfeita e aquele plano final (dos mais cruéis que o cinema alguma vez mostrou), justificam o feito que foi a conquista do Urso de Ouro no Festival de Berlim. O melhor filme brasileiro que alguma vez vi.

segunda-feira, abril 19, 2010

O poder de um filme


Q:What got your enthusiasm for Platoon going again?

STONE: Seeing Warren Beatty's Reds in 1981. 1 loved it. The fact that Beatty had spent so much time doing a film that was so unconventional really reminded me that, HEY, you can make good movies if you stick it out. So at that point in time, I said, "I'm going to do it."

sexta-feira, abril 16, 2010

O Mar de Mann

Dizem que um autor é um realizador que passa a sua carreira a fazer os mesmos filmes, mas com histórias e personagens diferentes. Esses autores têm obsessões recorrentes, que se infiltram nas suas obras e acabam por vir à superfície de forma quase subliminar. Michael Mann é um autor. Quem visita este blogue e quem me conhece sabe o que eu penso acerca do senhor. O que se segue é um apanhado de uma das suas obsessões recorrentes e um enunciado da importância plástica e temática desse elemento na sua obra: o mar no mundo de Michael Mann.




Thief
Após o assalto da sua vida, Frank tem um (curto) momento de felicidade: ele tem finalmente aquilo que tanto procurou e ansiou: uma família. E juntos fogem para uma praia onde a harmonia, o sol e o mar sugerem um momento idílico. O som dos Tangerine Dream e a direcção de Mann fazem desta sequência uma das mais poéticas e líricas desta belíssima obra.


Manhunter
De novo o mar como reconciliação e paz. Aqui a simbologia é mais presente que nunca, pois o filme abre e fecha com o oceano. Se na primeira cena, Graham está perturbado e traumatizado, o facto de estar de costas viradas para o mar não é inocente. Na cena final após a morte do serial killer, ele consegue finalmente contemplar a sua tranquilidade e beleza, junto à sua família e nós sentimos que ele encontrou a tão desejada paz.



Last of the Mohicans
Aqui não temos, o mar, mas temos a água dos rios. O elemento aquático funciona como símbolo erótico e de união entre homem e mulher. Só após a fuga aos ingleses, e depois de encontrarem esconderijo numa gruta oculta por uma catarata (a água protectora) é que Hawkeye e Cora conseguem declarar o seu amor.


Heat
Num filme predominantemente urbano, o mar funciona como sugestão de desejo de fuga e solidão para Neil. É quando está sozinho e a contemplar o oceano, que Neil decide procurar ligar-se a alguém, encontrando na cena seguinte Eady. E quando no dia seguinte Cris lhe diz que Charlene o quer deixar, Neil apoia-o a voltar para ela. O oceano no background é de novo o elemento de sugestão romântica



The Insider
Jeffrey Wigand está no dilema da sua vida, pois não consegue “encontrar o critério para decidir”. Denuncia os seus corrutptos empregadores e pelo caminho perde a sua famíla, ou fica em silêncio, sabendo o custo dessa decisão que lhe fará perder a sua integridade e moral. Após contemplar um calmo oceano, Wigand tem uma epifania descobre a resposta num momento mágico.



Ali
Não tão presente como nas obras anteriores, mas mesmo assim está lá numa breve cena. A cena em que Ali separa-se da sua segunda mulher é de alguma importância na narrativa. O facto de lá estar o mar, sugere que a água poderá ser símbolo de vida, mas também de ruptura nas relações, sugerindo tal como em Manhunter uma dupla função no cinema de Mann.



Colateral
À primeira vista parece que está ausente do filme. Mas mais uma vez, o mar está lá. É verdade que apenas numa fotografia. Mas essa imagem tem um poder de escape e de utopia no taxista Max. Não será inocente que essa imagem marítima seja mais uma vez o elemento que junta um homem e uma mulher no cinema de Mann, na cena em que Max oferece a sua preciosa foto a Annie.

Miami Vice
O escape de novo e a consumação de uma marca autoral. A música de moby e a fuga marítima de Sonny e Isabela, criam uma cena transcendente neste belíssimo filme. Mais uma vez um oceano que une dois seres. O mar sugere a utopia e o horizonte de uma vida a dois, uma fuga da realidade para duas almas que afinal são gémeas. Esse lado idílico é destroçado na separação final do casal , quando Sonny contempla a fuga de Isabela num barco que desaparece...no mar.

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