
quinta-feira, julho 22, 2010
segunda-feira, julho 19, 2010
segunda-feira, junho 28, 2010
The End - Parte 4
segunda-feira, junho 14, 2010
JCM - Entrevista - 3ª parte
JCM - Entrevista - 2ª parte
JCM - Entrevista - 1ª parte
quarta-feira, junho 02, 2010
Estreia amanhã em 20 salas!
segunda-feira, maio 17, 2010
Sabedoria
"Everybody know the poor always being fucked by the rich. Always have, always! will. "

Keith David e as palavras de Oliver Stone In platoon (1986)
sexta-feira, maio 07, 2010
quarta-feira, maio 05, 2010
The Thin Red Line (1998)
No cinema de guerra existe o pré The Thin Red Line e o após The Thin Red Line. E uma coisa é certa, nunca Hollywood fez um filme de guerra tão singular, idiossincrático e rico. Este é daquelas fitas que a cada visionamento melhora e melhora e melhora cada vez mais tal é a sua riqueza temática e cinematográfica. O responsável deste milagre é um senhor chamado Terrence Malick, o cineasta que em 20 anos de carreira assinou aqui o seu terceiro filme. E que filme! The Thin Red Line aborda os clássicos temas do género de guerra e segue um grupo de recrutas americanos que tentam tomar um monte ocupado pelo inimigo japonês na batalha de Guadalcanal. Esses soldados são interpretados por um elenco de estrelas como raramente se viu (e merecem especial destaque Nick Nolte, Elias Koteas e o estreante Jim Caviezel no pele do espiritual Witt). E se Mallick e o seu director de fotografia John Toll filmam as batalhas com um fulgor e visceralidade empolgantes, não é aí que reside o trunfo maior desta película.

O que Malick nos propõe é o mergulho nos pensamentos e na essência dos seus soldados, através das suas variadas vozes em off, transportando-nos ao seu mundo interior reflexivo, espiritual e emocional. Os seus personagens questionam o papel do homem na natureza, a essência violenta da guerra, a sua própria desumanização ou pura e simplesmente o sentido da vida. Teologia funde-se num cenário de morte, onde os vários planos da natureza e da vida selvagem de Guadalcanal sugerem o olhar de Deus perante a insanidade da sua criação…o Homem. Isto tudo acompanhado por uma montagem brilhante criando um ritmo hipnótico que prende o espectador desde o 1º segundo. Junte-se lhe o dom de Malick para a composição de imagens marcantes e a banda sonora sublime de Hans Zimmer (a sua melhor?), e temos um filme transcendental. Scorsese chamou-lhe o 2º melhor filme dos anos 90, para mim é o 1º melhor filme dos anos 90 e o melhor filme de guerra de sempre. Genial? Não é mais que isso. The Thin Red Line é celestial…

terça-feira, maio 04, 2010
Filme do caralho! (III)

sexta-feira, abril 30, 2010
1999 - O melhor ano de sempre do Cinema





quinta-feira, abril 29, 2010
quinta-feira, abril 22, 2010
Os 10 MAIS DA DÉCADA - Nº4

(2007)
de José Padilha
segunda-feira, abril 19, 2010
O poder de um filme

STONE: Seeing Warren Beatty's Reds in 1981. 1 loved it. The fact that Beatty had spent so much time doing a film that was so unconventional really reminded me that, HEY, you can make good movies if you stick it out. So at that point in time, I said, "I'm going to do it."
sexta-feira, abril 16, 2010
O Mar de Mann

Após o assalto da sua vida, Frank tem um (curto) momento de felicidade: ele tem finalmente aquilo que tanto procurou e ansiou: uma família. E juntos fogem para uma praia onde a harmonia, o sol e o mar sugerem um momento idílico. O som dos Tangerine Dream e a direcção de Mann fazem desta sequência uma das mais poéticas e líricas desta belíssima obra.

Manhunter
De novo o mar como reconciliação e paz. Aqui a simbologia é mais presente que nunca, pois o filme abre e fecha com o oceano. Se na primeira cena, Graham está perturbado e traumatizado, o facto de estar de costas viradas para o mar não é inocente. Na cena final após a morte do serial killer, ele consegue finalmente contemplar a sua tranquilidade e beleza, junto à sua família e nós sentimos que ele encontrou a tão desejada paz.
Last of the Mohicans
Aqui não temos, o mar, mas temos a água dos rios. O elemento aquático funciona como símbolo erótico e de união entre homem e mulher. Só após a fuga aos ingleses, e depois de encontrarem esconderijo numa gruta oculta por uma catarata (a água protectora) é que Hawkeye e Cora conseguem declarar o seu amor.

Heat
Num filme predominantemente urbano, o mar funciona como sugestão de desejo de fuga e solidão para Neil. É quando está sozinho e a contemplar o oceano, que Neil decide procurar ligar-se a alguém, encontrando na cena seguinte Eady. E quando no dia seguinte Cris lhe diz que Charlene o quer deixar, Neil apoia-o a voltar para ela. O oceano no background é de novo o elemento de sugestão romântica


Jeffrey Wigand está no dilema da sua vida, pois não consegue “encontrar o critério para decidir”. Denuncia os seus corrutptos empregadores e pelo caminho perde a sua famíla, ou fica em silêncio, sabendo o custo dessa decisão que lhe fará perder a sua integridade e moral. Após contemplar um calmo oceano, Wigand tem uma epifania descobre a resposta num momento mágico.


Ali
Não tão presente como nas obras anteriores, mas mesmo assim está lá numa breve cena. A cena em que Ali separa-se da sua segunda mulher é de alguma importância na narrativa. O facto de lá estar o mar, sugere que a água poderá ser símbolo de vida, mas também de ruptura nas relações, sugerindo tal como em Manhunter uma dupla função no cinema de Mann.

À primeira vista parece que está ausente do filme. Mas mais uma vez, o mar está lá. É verdade que apenas numa fotografia. Mas essa imagem tem um poder de escape e de utopia no taxista Max. Não será inocente que essa imagem marítima seja mais uma vez o elemento que junta um homem e uma mulher no cinema de Mann, na cena em que Max oferece a sua preciosa foto a Annie.

O escape de novo e a consumação de uma marca autoral. A música de moby e a fuga marítima de Sonny e Isabela, criam uma cena transcendente neste belíssimo filme. Mais uma vez um oceano que une dois seres. O mar sugere a utopia e o horizonte de uma vida a dois, uma fuga da realidade para duas almas que afinal são gémeas. Esse lado idílico é destroçado na separação final do casal , quando Sonny contempla a fuga de Isabela num barco que desaparece...no mar.

quinta-feira, abril 15, 2010
A aclamação Criterion

•Ossos,, newly restored in high-definition, and In Vanda’s Room and Colossal Youth remastered from the digital camera originals, all under the supervision of director Pedro Costa
•New video conversations between Costa and filmmaker Jean-Pierre Gorin about Ossos and Colossal Youth
•New audio commentary for In Vanda’s Room featuring Costa and Gorin
•New selected-scene audio commentary for Colossal Youth with critic Cyril Neyrat and author-philosopher Jacques Rancière
•Video interviews with critic João Bénard da Costa and cinematographer Emmanuel Machuel about Ossos
•New video essay by artist Jeff Wall on Ossos
•All Blossoms Again, a feature-length documentary on Costa, Colossal Youth, and the director’s relationship to Fontainhas
•Tarrafal and The Rabbit Hunters, two short films by Costa
•Little Boy Male, Little Girl Female, a video installation piece by Costa featuring outtakes from In Vanda’s Room and Colossal Youth
•Galleries of photos by Mariana Viegas and Richard Dumas
•Theatrical trailers for In Vanda’s Room and Colossal Youth
•New and improved English subtitle translations of all the films
•PLUS: A booklet featuring essays by critics Cyril Neyrat, Ricardo Matos Cabo, Luc Sante, Thom Andersen, and Mark Peranson, as well as a reprint by Bernard Eisenschitz
terça-feira, abril 13, 2010
La Carne (1991)
Uma das últimas obras do polémico Marco Ferreri, La Carne é, à semelhança de filmes como Chiao Maschio e La Grande Bouffe, a crónica da auto-destruição de um homem, causada pela sua relação com uma sensual mulher. E em La Carne, Ferreri vai longe nos seus temas recorrentes de solidão, não comunicação entre sexo(s) e angústia existencial masculina. O seu Paolo leva ao limite a obsessão pela possessão do sexo feminino e num final que tem tanto de surpreendente como de perturbador, Ferreri torna explícito o tema desta obra através de outro dos seus tópicos favoritos, a relação entre o sexo e a comida. Se a super-mulher pela qual o pobre Paolo se apaixona, é voluptuosa, carnal e sexual, ela é também inacessível e inatingível. Durante todo o filme há uma luta pela possessão desta deusa, e uma sequência num talho, avisa-nos que esta luta será até às últimas sequências. Tal como The Last Tango in Paris, também La Carne fala da angústia de meia-idade masculina, através de cenas tórridas, escandalosas e chocantes. A diferença entre o clássico de Bertolucci e esta obra, é que aqui temos o humor sarcástico e caustico de Ferreri, que limitado a uma casa e meia dúzia de actores, cria um microcosmos e uma metáfora, para todas as relações possessivas. La Carne funciona como um interessante e perspicaz tributo à superioridade feminina e uma feroz crítica à bestialidade masculina. Um filme insólito na obra de um realizador injustamente esquecido. 
segunda-feira, abril 12, 2010
Bring me the Head of Alfredo Garcia (1974)








