quinta-feira, março 04, 2010

O Cineasta Cinéfilo


Ainda Shutter Island...

"Scorsese elaborou um pequeno currículo de "filmes recomendados". Mark Ruffalo, que interpreta o detective que faz equipa com a personagem de Leonardo di Caprio, revela aos jornalistas presentes que, antes do início da rodagem e dos ensaios, "[recebeu] um embrulho do Marty com um documentário chamado ‘Titicut Follies'" - o célebre (e infame) documentário de 1967 de Frederick Wiseman sobre um hospital psiquiátrico do Massachusetts, que serviu, segundo o actor, como "ponto de referência" directo da cenografia de Dante Ferretti e do ambiente que se vive no hospital onde "Shutter Island" decorre. "Vimos ainda um documentário de John Ford que mostrava soldados a regressarem da II Guerra completamente destruídos, e ainda filmes negros como ‘Laura' [Otto Preminger, 1944] e ‘O Arrependido' [Jacques Tourneur, 1947], ao qual aliás fomos buscar uma série de diálogos que depois acabaram por não entrar no filme. De um lado, tínhamos o artifício destes filmes negros totalmente estilizados, e do outro a realidade social." "

IN IPSILON

quarta-feira, março 03, 2010

Wall Street 2 - Trailer

Será que é desta que Oliver Stone volta a têr um par de tomates? É que o W. e o WTC foram maus demais para um cineasta com este curriculum. Veremos. Aqui fica o trailer com um dos seus grandes personagens de volta à tela: mister Gordon "greed is good" Gekko.

terça-feira, março 02, 2010

Shutter Island (2010)

de Martin Scorsese



O que Martin Scorsese consegue fazer com o seu último filme, é mais uma prova da sua enorme mestria (e cinéfilia) cinematográfica. Pegando num guião engenhoso, mas com uma primeira parte banal, Scorsese assina com Shutter Island, um dos seus filmes mais labirínticos e perturbadores. Esta história de uma dupla de detectives que buscam um paciente mental desaparecido de um asilo de loucos, poderia descambar para um daqueles corriqueiros thrillers, onde o mistério e os clichés abundam. Nas mãos do mestre, esta matéria prima é elevada e dirigida para as suas temáticas predilectas. E o que é admirável, é vêr todos os temas da sua carreira lá bem vincados e complementando a narrativa de Shutter Island. A paranóia de Raging Bull e Goodfellas, a loucura de Taxi Driver e The Aviator ou (surpreendentemente) a tragédia sacrificial de Last Temptation Of Christ. Tal como todos os (anti) heróis scorsesianos, o Teddy Daniels assombrosamente encarnado por Di Caprio, é um personagem torturado e assombrado, que deverá percorrer um calvário até a verdade sobre si mesmo sêr-lhe revelada. E sem querer estragar o final, Shutter Island brilha intensamente quando abraça os caminhos do filme de personagem, e menos durante aquela primeira hora onde o sabôr a deja vu não nos larga. Seja como fôr, temos aqui um dos filmes do ano, que infelizmente não estreou a tempo para figurar nos Oscars que aí vêm.

segunda-feira, março 01, 2010

Sublime


"Mais vale morrer como um homem bom, que viver como um monstro."

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Relativamente aos Oscars...

Só tenho a dizer isto e isto!

E mais não digo...:)

segunda-feira, janeiro 11, 2010

OS 10 MAIS DA DÉCADA - Nº 6


Cidade de Deus
(2002)
de Fernando Meirelles

Este "Goodfellas brasileiro", com o seu tom ultra-realista e realizado de forma prodigiosa por Fernando Meirelles, é um dos grandes marcos, do surpreendente cinema brasileiro. Recheado de situações explosivas, chocantes e hilariantes, Cidade De Deus é muito mais que um poderoso acto de denúncia: Cidade de Deus é um vendaval de cinema! Com um enorme arrojo formal, as suas personagens marcantes e um ritmo narrativo alucinante, esta é uma fita que mergulha o espectador no caos, miséria e violência que assolam as favelas do Rio de Janeiro. Inesquecível e impiedoso.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

Oscars para estes senhores!

Para o senhor Waltz ...

... e para o senhor Renner

As grandes revelações do ano de 2009. Um, num papel diabólicamente afável e carismático. O outro, num registo visceral e profundo. As duas melhores representações do ano que findou.

terça-feira, dezembro 22, 2009

OS 10 MAIS DA DÉCADA - Nº 7


GRIZZLY MAN
(2005)
de Werner Herzog

A história de um ecologista, amante da Natureza e em particular dos ursos pardos, que viveu isolado entre essas criaturas e acabou devorado por uma delas, nas mãos de Herzog deu origem a um dos mais fascinantes retratos sobre o Homem vs Natureza. Antes da sua morte, Timothy Tredwell filmou milhares de horas em registo de Auto-Retrato onde assistimos à sua intereacção com esses animais. Os apontamentos são por vezes tocantes, outras vezes cómicos e no fim trágicos. Herzog faz o retrato de um homem perdido em si mesmo, que renega a civilização para se entregar em busca de respostas nos territórios do Alaska. Assistimos impotentes à entrega de Timothy nesse mundo, ignorando a cruel realidade da vida animal. Citando Herzog “onde Timothy via no urso pardo um amigo, eu apenas vejo fome e morte”. Um fascinante exercício de cinema e um documentário emocionante e obrigatório.

segunda-feira, dezembro 21, 2009

OS 10 MAIS DA DÉCADA - Nº 8


CAST AWAY
(2001)
de Robert Zemeckis

Neste filme, Robert Zemeckis atinge a maturidade da sua fase “adulta”, ao contar-nos a história de um náufrago muito especial. Além de Tom Hanks numa prestação física total e brilhante (a fazer lembrar a entrega De Niro de Raging Bull), a grande estrela deste filme é o seu talentoso realizador. Onde muitos optariam pelo espalhafato e artifício, Zemeckis opta pela contenção, seja visual, narrativa ou sonora. São poucos os filmes mainstream que teriam a coragem de “dispensar” o resto do cast, entregando dois terços da sua duração, a um único actor e uma bola de baseball (e ainda para mais sem recurso a banda sonora). O seu ritmo lento nunca é aborrecido, contribuindo para um crescendo dramático memorável. Zemeckis e Hanks conseguem com Cast Away, um filme inesquécivel, profundo e uma importante reflexão sobre os tempos em que vivemos.

sexta-feira, dezembro 18, 2009

OS 10 MAIS DA DÉCADA - Nº 9


High Fidelity
(2000)
de Stephen Frears


Uma comédia romântica que é mais que uma comédia romântica. High Fidelity funciona como uma viagem aos comportamentos e psique masculina no que diz respeito a relações com o sexo oposto. Com honestidade, frontalidade, humor e sentimento High Fidelity é um exemplo perfeito da comédia inteligente, mas com o coração no sítio certo. John Cusack assina quanto a mim, uma das grandes personagens do cinema desta década. O seu Rob é um catálogo de inseguranças masculinas, obsessões musicais e carências afectivas. Isso, um Jack Black explosivo, um texto brilhante de Nick Hornby e a orquestração harmoniosa de Stephen Frears, fazem desta película, o filme ideal para amantes de música e corações partidos.

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Globos de Ouro 2010 - Nomeados

E cá está o tradicional prenuncio das nomeações para os oscars. De destacar as presenças do "regressado" James Cameron e o seu Avatar, Tarantino e os Basterds, e uma surpresa: Kathryn Bigelow e o impressionante The Hurt Locker também estão na corrida. Go Kathryn!


Melhor Filme - Drama
Avatar
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious: Based On The Novel Push By Sapphire
Up In The Air

Melhor Realizador
Kathryn Bigelow – The Hurt Locker
James Cameron – Avatar
Clint Eastwood – Invictus
Jason Reitman – Up In The Air
Quentin Tarantino – Inglourious Basterds


Os restantes nomeados encontram-se aqui.

quarta-feira, dezembro 16, 2009

OS 10 MAIS DA DÉCADA - Nº 10

MILLION DOLLAR BABY
(2004)
de Clint Eastwood

Abordagem (muito) dramática de Clint Eastwood ao mundo do boxe. Para mim, é a par de Raging Bull, um dos filmes mais poderosos sobre aquele mundo e seus personagens. Mais uma prova do enorme poder de Eastwood enquanto realizador, que comprova aqui, a sua enorme sabedoria cinematográfica, com um “less is more” que aumenta o lado trágico e comovente da historia, sem nunca pisar os terrenos do melodrama. Swank, Freeman e Eastwood compõe um trio tão perfeito e equilibrado, que os seus personagens ficam e ferem na memória. Um filme essencial. E aquele final…

terça-feira, dezembro 15, 2009

TOP 2009 de Mr. Tarantino

5 motivos para amar a FC

1 - A metafísica e a perfeição de Kubrick
2 -O deslumbre e a audácia de Lucas

3 - O visual e o lirismo de Scott

4 - A magia e a emoção de Spielberg

5 - O arrojo e o engenho dos Wachowski

segunda-feira, dezembro 14, 2009

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Estrelas de Cinema por Robert Mitchum


Q.Mitch, what does it take to make a movie star?

A. Somebody asked my wife once, what's your idea of your husband? And she answered: He's a masturbation image. Well, that's what we all are. Up there on the screen, our goddamn eyeball is six feet high, the poor bastards who buy tickets think you really amount to something.

segunda-feira, novembro 23, 2009

quinta-feira, novembro 19, 2009

Que é feito de Joe Mantegna ?

Presença fetiche nos primeiros filmes de David Mamet (na imagem em House of Games), era um dos meus actores favoritos nos anos 80. A ultima vez que o vi foi em Bugsy e depois recentemente numa série de Tv que não me lembra o nome. Há carreiras que são um desperdíco.

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