
terça-feira, dezembro 15, 2009
5 motivos para amar a FC

segunda-feira, dezembro 14, 2009
sexta-feira, dezembro 11, 2009
Estrelas de Cinema por Robert Mitchum

A. Somebody asked my wife once, what's your idea of your husband? And she answered: He's a masturbation image. Well, that's what we all are. Up there on the screen, our goddamn eyeball is six feet high, the poor bastards who buy tickets think you really amount to something.
segunda-feira, novembro 23, 2009
quinta-feira, novembro 19, 2009
domingo, novembro 15, 2009
Comandante (2003)
Fidel Castro e Oliver Stone só podia resultar em controvérsia. Nem é tanto o caso do contéudo, pois a abordagem de Stone apesar de muito informal é respeitosa para com o líder cubano. A controvérsia, deu-se quando este excelente retrato foi censurado nos Estados Unidos, terra das liberdades e das hipocrisias. A HBO sofreu pressões enormes, e acabou para relegar este documentário directamente para dvd, pois este não é um acto de denúncia a um ditador, mas sim o retrato de vida de um revolucionário, contado na 1ª pessoa. No decurso de 3 dias em Cuba, Stone e a sua pequena equipa de filmagem registaram os pensamentos de Fidel acerca da Revolução Cubana, da sua família e origens, de Che Guevarra, da ameaça e embargo americano, de cinema e das suas...mulheres. O filme tem momentos hilariantes (o jogging de Fidel no seu escritório ou a busca que Stone faz ao seu carro) e reveladores (a visão que Fidel tem da política conduzida por George Bush e a euforia com que o povo cubano o saúda sempre que o vê na rua). Filmado num registo guerrilha, com câmaras mini-dv, sustentado numa montagem não linear diabólica e com um protagonista polémico e fascinante, Oliver Stone tem em Comandante um dos pontos altos da sua carreira, assinando um importante documento histórico, sobre uma das grandes figuras do século XX.

Good Night, and Good Luck (2005)
Nomeado para 6 oscars no ano de 2006, este filme é mais um gesto corajoso e político na carreira do seu realizador, a estrela George Clooney(um pouco à imagem de Warren Beatty com o seu Reds). Apoiado por um elenco de luxo onde alem do brilhante David Straithairn, se destacam Robert Downey Jr, Jeff Daniels, Ray Wise e Frank Langella. A fotografia evocativa e a realização claustrofóbica criam um ambiente de pressão e tensão, onde a parada vai subindo, conforme a batalha entre a Edward Morrow e o senador McCarthy aumenta de intensidade. Mas apesar dos méritos e esforços dos talentos envolvidos, Good Night And Good Luck deixa um sabor a pouco. Além dos descabidos interlúdios musicais, que travam o ritmo da acção, o filme sofre de uma grave falha: falta-lhe uma conclusão dramaticamente eficaz (e o final ambíguo também não ajuda nesse ponto). Seja como fôr trata-se de uma película inteligente e corajosa a espaços, que pegando numa situação de há 50 anos atrás, faz uma reflexão pertinente acerca do poder e dever da imprensa na sociedade actual. Apesar disso muito distante do fulgor ou qualidade artística de um certo filme de seu nome, The Insider.
segunda-feira, novembro 02, 2009
terça-feira, outubro 27, 2009
domingo, outubro 25, 2009
terça-feira, outubro 20, 2009
Clint no futebol
segunda-feira, outubro 19, 2009
Hoje e só hoje na Tv2!
domingo, outubro 18, 2009
quinta-feira, outubro 15, 2009
Coppola no Estoril
quinta-feira, outubro 08, 2009
The Hurt Locker (2009)

E quando eu menos esperava... BOOM! Finalmente um estrondo de filme! Até agora a guerra do Iraque tinha ficado palidamente retratada pela 7ª arte. Filmes como The 3 Kings, Redacted ou In The Valley of Ellah, constituiram nobres, mas pálidos esforços. Teve de ser uma mulher a perceber a sede de guerra dos homens. A mulher é nem mais nem menos que a ex Mrs. James Cameron, de seu nome Kathryn Bigellow. Arrisco dizer que Bigellow é a melhor realizadora a trabalhar nos EUA. A sua carreira indica uma coragem temática e formal que está ao alcance de poucos cineastas. E em The Hurth Locker, Bigellow chega ao coração da guerra. Essa coração é feito de perigo, camaradagem, medo, paranoia, rituais, violencia, morte e exitação. E é no personagem do sargento interpretado por Jeremy Renner (atenção a este senhor), que a realizadora revela a sua peculiar e astuta abordagem à loucura da guerra. Renner assina um personagem que por detrás de um heroísmo kamikaze, esconde um lado ambíguo e traumatizado, mas que acaba por ceder à adrenalina de desafiar a morte. E depois temos aqueles 5 minutos finais, que sem dizerem nada, dizem tudo o que ha para dizer, resumindo de forma brilhante e inesperada, toda a temática de The Hurt Locker. Para mim um dos grandes filmes do ano.
terça-feira, setembro 15, 2009
So long Patrick
quarta-feira, setembro 02, 2009
quinta-feira, agosto 13, 2009
Public Enemies (2009)
Pelo trailer parecia que Michael Mann iria levar-nos de regresso às temáticas e à mestria cinematográfica da sua obra-prima, o incontornável Heat. Puro engano. Em comum com essa película temos a história de um brilhante ladrão de bancos, que é perseguido implacavelmente por um obcecado agente da lei. E apesar dos parelelismos com Heat, Public Enemies, não se aproxima sequer da poesia ou do furor desse filme. Depp e Bale estão a léguas de distância de Pacino e De Niro. E perdoem-me os puristas, mas aqui, acho que Mann levou a secura longe demais. Na sua inecessante busca pelo realismo e autenticidade, Mann esqueceu-se de fugir aos lugares comuns que por vezes estão presentes na realidade. E isso num filme de género como é este, pode ser um erro. O que procuramos quando pagamos um bilhete e ficamos durante 2h30m numa sala de cinema, é a surpresa, o sublime ou a emoção. E a emoção, aqui só está presente a espaços. Destaque para cenas muito bem conseguidas como a “tortura” de Marianne Coultiard, ou a reação de Bale à desumanização da sua polícia. Mas fora isso, o que temos é Mann a caminhar território familiar, com tiroteios, romance e violência, mas que inesperadamente, em Public Enemies soa a deja vu.
Alem de Bale e Coultiard, Johnny Depp está seguro, mas com um personagem demasiado enigmático. Voltando a Heat, o anti-heroi que era o Neil McCaulley de De Niro tambem tinha motivos obscuros e uma presença fria. Mas aí De Niro e Mann conseguiram fazer-nos sentir (quase subliminarmente) toda a emoção e humanidade reprimida daquele personagem. Em Public Enemies, nunca há essa emoção. Mann está mais fascinado com a ideia de celebridade de um criminoso, do que propriamente com os seus conflitos interiores ou aspirações. E se no campo técnico o filme é irrepreensivel (aqui Mann não sabe falhar), a fotografia apesar de boa, nunca chega a níveis brilhantes. Destaque para o imenso cast (Stephern Dorff, Billy Cudrup, Giovanni Ribisi, James Russo) que não tem material para criar personagens de carne e osso e se limita a dar as suas deixas. As três estrelas são para a ousadia digital da fotografia, a reconstituição histórica, as interpretações seguras e para alguns bons momentos de Mann. Mas no conjunto da sua obra, não hesito em afirmar: para mim este é um filme menor de um grande cineasta.


















