quinta-feira, junho 18, 2009
Agora falem mal de Miami Vice.
segunda-feira, junho 15, 2009
Tiros no Pé - Steven Spielberg
Indiana Jones And The Kingdom of The Crystal Skull
Tentativa descarada para rentabilizar financeiramente as aventuras deste herói querido por todos os amantes do bom cinema. Este Kristal Skull é apenas o mais imbecil e descaracterizado filme da carreira deste grande cineasta. Do guião ridículo, ao CGI espatafurdio e aberrante, passando pelo mais completo desgoverno de personagens em piloto automático, nada parece funcionar nesta sequela completamente dispensável. Este será para mim, o pior momento de um cineasta a todos os níveis sublime. Esperemos que Tintin o reabilite, pois Spielberg ficou muito mal neste retrato digital sobre um herói analógico, que merecia ter sido mais bem tratado.O tiro fatal – o final completamente disparatado e a tresandar a falta de ideias
White Hunter Black Heart (1990)

Este esquecido mas belíssimo filme de 1990, assinalou o terceiro passo de Clint Eastwood em se afastar de um cinema mais comercial, para poder abordar obras mais pessoais e por consequencia com um maior fulgor artístico. Antes tinha havido essa obra prima tão injustamente ignorada de seu nome Honkytonk Man (1982) e o galardoado Bird (1988) E diga-se desde já, que White Hunter Black Heart, figura sem problemas na lista de filmes maiores deste enorme autor americano. Esta história sobre um realizador de cinema (inspirado em John Huston) que está mais interessado em “cometer o pecado” de matar um elefante, em detrimento de iniciar a rodagem do seu filme, está recheada de momentos que apenas Clint Eastwood consegue nos oferecer. Sejam as magníficas e hilariantes sequências cómicas (a cena com a simpatizante nazi, ou a sessão de pugilismo com o gerente do hotel), ou então com um tom mais negro e soturno, que viria a marcar a sua obra posterior e que daria início à sua consagração enquanto cineasta. Esse negrume e complexidade manifesta-se aqui num dos finais mais dolorosos e comoventes na obra de Eastwood. Essa sequência final é o culminar natural da odisseia (interior) de um personagem extremamente complexo e contraditório, que fecha esta película dando início ao seu filme (dentro do filme) com aquela palavra sussurrada e torturada e com o subtexto de uma tragédia que ficou para trás: a palavra acção.

sábado, junho 13, 2009
segunda-feira, maio 25, 2009
domingo, maio 24, 2009
Palma de Ouro portuguesa!

sexta-feira, maio 22, 2009
Hilariante e incorrecto

- The best pussy in the world.Where else can you get a virginto sit on your face for seven bucks? Seven bucks.
quinta-feira, maio 21, 2009
Um grande Senhor
Aproveito para deixar um excerto de uma das suas (muitas) brilhantes e apaixonadas análises. Neste caso acerca de Casino de Scorsese. A sua escrita revela um conhecimento e uma perspicácia cinéfila, apenas ao alcance de um grande senhor.
"Prodigiosa colagem musical, prodigiosa vertigem musical, a banda sonora segue, no vórtice e no vértice, o não menos prodigioso barroquismo da narração e das imagens, com o mesmo fôlego e a mesma dispersão. Porque Casino é um filme disperso, um filme gastador, que enche as margens (os mil e um episódios, aparentemente secundários, que podiam dar mil e um filmes diversos) para desnudar o centro, o centro trágico que é praticamente resumido na frase inicial e na presença-ausência do personagem de L.Q.Jones. E talvez não haja muitos exemplos de absolutismo trágico para pôr ao lado de duas sequências como a da morte de Nick, depois de ver matar o irmão, ou a do corredor do hotel, onde Sharon Stone, penteada à Simone Signoret, esbanjou os milhões de dólares até à última overdose. Uma (a da morte de Pesci) em ruído e fúria, excessiva e operática. A outra (a que nos fala da morte de Sharon Stone) em silêncio e vazio, minimal e surda.Se, um dia, alguém quiser saber como foram os anos 60 e 70, The Last Waltz de Scorsese diz-lhe tudo. Se, um dia, alguém quiser saber como foram os anos 70 e 90, Casino de Scorsese diz-lhe tudo."
quinta-feira, maio 14, 2009
A propósito da crise financeira
Além de sêr um dos mais belos filmes da história do cinema, The Grapes of Wrath é um fortíssimo manifesto anticapitalista e um acto de denúncia social poderoso, que era actual em 1940 e é actual agora. John Ford mostra o lado humano de uma crise económica, com a sua família Joad à deriva pela América, em busca de uma oportunidade que lhe é recusada por uma sociedade corrupta, viciada e desprovida de humanidade. Nunca um filme retratou tão fielmente o que é sêr pobre e o estar perante a ausência de opções para sobreviver. Ford foi o último dos humanistas, um ferveroso crente do sonho americano e um cineasta intemporal que assinou alguns dos mais belos filmes de sempre. E este The Grapes of Wrath, 69 anos depois continua actualíssimo. É obra! quarta-feira, maio 13, 2009
Fort Apache (1948)
Mais que uma simples cowboiada de luta entre os bons (os soldados) e os maus (os índios) Forte Apache foi dos primeiros filmes a revelar uma visão justa e humana do problema índio. E quem mais senão John Ford, para trazer a à baila essa complexidade, através da dramatização de um personagem complexo e contraditório como o militar interpretado brilhantemente por Henry Fonda (aqui longe dos seus heróis impolutos). O seu coronel Thursday é um homem obcecado com a disciplina militar e com uma ideia de glória bélica, tremendamente ambicioso e perigosamente cego para a realidade que o rodeia a ele e aos seus homens. A espaços Thursday fez-me lembrar Ethan Edwards, na sua busca cega e intolerante. O contraponto desta visão é dado por um sólido John Wayne, na figura do sensato e flexível Capitão York. Menos preso à rigidez militar, e mais querido pelos seus subordinados, York tenta a todo custo abrir os olhos do seu superior hierárquico, procurando evitar o desastre que a conduta de Thursday anuncia. São estes dois polos opostos, que chocam e que trazem resultados trágicos e dramáticamente sublimes. Como sempre, Ford delicia-se ( e delicia-nos ) com uma atenção perspicaz aos pormenores de pompa e circustancia, os códigos de conduta militar, o humor irlandês (enorme Victor Mclagen) e as questões humanas, sociais e políticas que envolvem a história. Nada é demais, nem de menos em Ford, pois o equilíbrio entre os vários tons é conseguido de forma magistral. E depois temos aquele final, agridoce, com direito a glória na derrota, mas aqui com um sabor a falso, pois tal como em The Man Who Shot Liberty Valance, "when the legend becomes truth, print the legend"
quarta-feira, maio 06, 2009
quarta-feira, abril 29, 2009
Monteiro, Ford, Polanski, Scorsese, Costa, Hitchcock...
t, Ferrara, Kurosawa, Wilder, Fincher, Ray, Wenders e muitos, muitos mais... têm as suas obras disponiveis para download directo no espaço My One Thousand Movies. Simplesmente o paraíso cinéfilo da blogosfera portugesa.(para ir para lá é só clicar na imagem)
segunda-feira, abril 20, 2009
Witness (1985)
Estrondoso sucesso comercial e artístico em 1985, Witness é um marco na carreira do seu realizador e do seu actor principal. Peter Weir assina o seu primeiro filme americano com resultados quase sublimes. A sensibilidade do cineasta australiano, torna este thriller em muito mais que isso. Apesar de ser um policial vibrante, Witness é acima de tudo uma delicada e inspirada história de um amor impossível, causado pelo contraste de dois mundos muito diferentes. Se o universo de John Book é violento e urbano, o de Rachel Lapp é solidário e anacronicamente idílico. É desse conflito de culturas, que nascem os melhores momentos deste filme nomeado para 8 oscars. Uma dessas nomeações foi precisamente para Harrison Ford ( a sua única até hoje ). O seu John Book é dos personagens mais complexos que o actor interpretou até hoje. Com uma subtileza até então desconhecida, Ford consegue transmitir força, vulnerabilidade, brutalidade e carência. Essas emoções demonstram o alcance interpretativo de Ford, provando que é muito mais que um heroi de aventuras e FC. Destaque tambem para a luminosa Kelly McGillis, para o pequeno Lucas Hass e para um cruel Danny Glover.Apesar da plot assentar em alguns clichés do policial (os polícias corruptos), os magníficos actores, a abordagem quase lírica de Peter Weir (que foca emoções, olhares e ambientes) fazem de Witness um dos grandes filmes da colheita de 85 e o melhor filme do seu realizador, lado a lado com The Truman Show.
sábado, abril 18, 2009
James Cameron & Titanic
sexta-feira, abril 17, 2009
Lolita (1997)
Lyne opta por um tom muito mais sóbrio, que a abordagem de Kubrick. Enquanto o filme de 62 apostava no humor negro e na sátira, esta nova adaptação, caminha em terrenos da obsessão, drama e tragédia. Alem do mais, creio que os contornos e complexidades, de uma relação condenada (e condenável) à partida, são muito melhor explorados nesta película. Para isso, contribuiu enormemente a personagem torturada e dividida de Jeremy Irons, num dos seus grandes papéis, assim como o seu objecto de desejo, uma Dominic Swain, que transmite toda a tentação, inocencia e manipulação de forma tórrida e por vezes comovente. De destacar tambem a presença de Frank Langella (Frost/Nixon) no papel do monstruoso pedófilo Quilty, que nas poucas cenas em que aparece, transmite uma aura maléfica e perturbante. Ao pé de Quilty, Humbert parece um inocente, tal o nível de perversão deste personagem.Trata-se de um filme complexo e com várias camadas de leitura. Insjustamente confundido como uma obra exploratória, Lolita é no fundo um retrato da obsessão e de amor perdido. Arrisco mesmo dizer, que é tão bom ou melhor que a versão de Kubrick. E aquela música de Ennio Morricone…
"Light of my life, fire of my loins. My sin, my soul. Lo... Li... Ta"
quinta-feira, abril 16, 2009
THE END - Parte 3
quarta-feira, abril 15, 2009
Há remakes que valem a pena

E este é um deles. Desde os Sopranos e Californication, que uma série de tv não me enchia tanto as medidas. Complexa, adulta e emocionante, ou seja tudo o que a anterior não era (apesar de não perder um episódio quando era imberbe). E o enorme Eduard James Olmos brilha a grande altura como o Almirante Adama. Batlestar Galactica, para mim a grande descoberta do ano em tv.
* A Tricia Helfer dá-me vontade de me converter num cylon.
terça-feira, abril 14, 2009
segunda-feira, abril 13, 2009
Doubt (2008)
A sombra da dúvida paira neste filme do argumentista (Moonstruck, Alive)tornado realizador, John Patrick Shanley (Joe Against the Volcano). Quem é aquela sinistra freira interpretada magistralmente por Meryl Streep? Ou quais os reais motivos do (aparentemente) simpático e progressista padre superiormente encarnado por Philip Seymour Hoffman? Doubt faz justiça ao seu título até aquele final que nos deixa na ... dúvida.Nos anos 60, numa escola católica gerida pela Igreja, a estranha amizade entre um padre e um miudo de cor, fazem despertar as suspeitas na reitora da escola. Apesar da ausencia de provas, a fé inabalável da freira que se trata de um caso de pedofilia, faz com que esta recorra a todos os seus recursos para desmascarar o padre em questão.
Baseado numa peça da sua autoria, John Patrick Shanley adapta com mão segura o seu texto original. O guião deixa-nos constantemente na dúvida quanto aos motivos, emoções e acções dos personagens, o que nos aguça a curiosidade e o interesse num crescendo dramático, até chegar-mos aquele final, que deixará muita gente a pensar no filme, muito depois de saír da sala de cinema. Pena é que as raízes teatrais desta obra, se encontrem demasiado vincadas, pois o facto de toda a narrativa se prender num único local, torna por vezes o filme algo monótono visualmente.
Mas seja como fôr, o brilhante duelo dos dois actores principais, assim como um guião que aborda temas dificeis e polémicos de forma original, tornam este filme numa agradável surpresa.

domingo, abril 12, 2009
The Curious Case Of Benjamin Button (2008)

A premissa da história já é por todos conhecida, portanto não me irei perder em pormenores revelando a sinopse. É preferível passar directamente às pertinentes questões que este belíssimo filme de David Fincher aborda de forma profunda e delicada. Essas questões passam pelo poder do tempo, pelo envelhecimento a que todos nós somos sujeitos e principalmente, pela inevitabilidade da morte.Contando esta fábula da frente para trás, da velhice para a juventude, o brilhante guião de Eric Roth, consegue cativar e envolver o espectador com as suas inteligentes metáforas, com que qualquer um de nós se pode identificar de forma total. Fincher, um pouco como em Zodiac, afasta o seu arsenal pirotécnico para com mestria, aplicar toda a sua mise en scéne para retirar o máximo proveito das interpretações superiores do duo Brad Pitt / Cate Blanchet, assim como dos fabulosos efeitos de caracterização, que tornam toda esta original premissa, credível aos nossos olhos.
Mas apesar de todas as virtudes técnicas e interpretativas deste filme poderoso, a grande virtude passa realmente pela forma justa e quase meditativa, com que Fincher conta a história da vida do peculiar Benjamin Button. Esse lado quase contemplativo, acaba por justificar uma duração, que alguns consideram excessiva. Mas lá está, o tema deste filme é o tempo e a sua inevitabilidade, e como tal a narrativa completa da vida de um homem, do nascimento à sua morte, acaba por ser plenamente aceitável. E Fincher foge de divagações metafísicas (apesar de elas estarem nas entrelinhas), ancorando o filme na realidade das emoções dos seus personagens. E essa é a magia de Benjamin Button. Um conceito mirabolante, contado de forma realista, emocionante, inteligente e profunda, com um desenlace final inesquécivel . Tal como The Wrestler, um dos grandes injustiçados nos Oscars, devido à histeria da moda, de seu nome Slumdog Millionaire.










