terça-feira, março 24, 2009

O melhor Scorsese - Resultados

1º - Life Lessons
(13 votos 28%)

2º - Taxi Driver

(11 votos 23%)

3º - Raging Bull

(10 votos 21%)

Se o 2º e o 3º lugar já eram previsiveis neste top, o mesmo não se pode dizer da 1ª mas justa posição. Ainda para mais tratando-se de um dos seus mais esquecidos filmes, o belíssimo e virtuoso Life Lessons, episódio assinado pelo mestre para New York Stories. Pois é, este foi o filme considerado por vocês, como o melhor Scorsese. Obrigado a todos pela concorrida participação.

sexta-feira, março 20, 2009

Feira da Ladra

Documentário de observação sobre o dia-a dia-de 3 vendedores desta feira tão portuguesa. Espero que gostem.



Um dia na Feira da Ladra from luis78 on Vimeo.

quarta-feira, março 18, 2009

"The doctor with the bullwhip"

Em 1978 e durante 5 dias, George Lucas, Steven Spielberg e Lawrence Kasdan fecharam-se num hotel para uma sessão de escrita criativa, que daria origem a um dos mais amados e bem conseguidos personagens da história do cinema. Esses 5 dias foram gravados e mais tarde passados para papel. O que se segue é o fascinante registo dessas sessões históricas, que demonstra as diferentes personalidades e o génio criativo dos seus intervenientes.


(excerto)
Kasdan — Is it necessary that he really be trained?
Lucas — It's not absolutely necessary. I just thought it
would be amusing if people could call him a doctor.
Spielberg — I like that. The doctor with the bullwhip.

Podem fazer o download do pdf deste documento fascinante aqui.


quinta-feira, março 05, 2009

quarta-feira, março 04, 2009

Taxi Driver (1976)

de Martin Scorsese

“All the animals come out at night - whores, skunk pussies, buggers, queens, fairies, dopers, junkies, sick, venal. Someday a real rain will come and wash all this scum off the streets.”

Palavras de Travis Bickle, um anjo vingador vindo directamente do Antigo Testamento, através da escrita impiedosa de Paul Schrader e da câmara prodigiosa de Martin Scorsese. Aclamado como um dos grandes filmes dos anos 70, Taxi Driver foi a confirmação da promessa deixada em Mean Streets. Neste filme Scorsese, mergulha fundo na existência infernal do seu protagonista, fazendo uma alegoria à solidão, alienação e loucura que as grandes metrópoles podem causar. É impressionante a sinceridade e coragem da abordagem do realizador. Scorsese não desculpabiliza o seu personagem, nem o condena. A sua câmara regista o dia-a-dia de Travis, com uma abordagem quase subjectiva apoiada numa encenação ferozmente realista. E esse dia-a-dia está cheio de momentos ora cruelmente patéticos (a ida ao cinema com Betsy), ora cómicos (um dos taxistas a tentar desastradamente aconselhar Travis ou o alucinado passageiro que o próprio realizador interpreta) ora brutalmente chocantes e perturbadores ( a 1ª morte de Travis e o sangrento showdown final).
E depois temos De Niro. Que dizer de uma das maiores representações alguma vez dadas por um actor na história do cinema? O seu Travis é demente, desarmante e estranhamente tocante. De Niro consegue incorporar o seu personagem com um rigor e autenticidade inesqueciveis, que parecem fazer desaparecer as fronteiras entre personagem e actor. Como curiosidade, o actor fiel ao espírito do Actor Studio, conduziu um taxi pelas ruas de Nova Iorque duas semanas antes da rodagem do filme, para assim entrar na pele do seu personagem. Character studie, psicodrama, tragicomédia, este marco do cinema é acima de isso tudo, um filme sobre a solidão e sobre as consequências que uma sociedade perdida poderá causar num ser humano. Como nota final, Taxi Driver perdeu o Óscar de melhor filme para Rocky, comprovando a tendencia da Academia para injustiças gritantes, mas acabou consagrado em Cannes com a Palma de Ouro desse ano. Um filme marcante e essencial na minha vida.

terça-feira, março 03, 2009

K.O.

Que filme foda-se! Ainda estou KO! De momento só consigo destacar uma cena (entre muitas) que me deixou completamente rendido. Lá para perto do final Marisa Tomei tenta convencer Mickey Rourke a não entrar no ringue, pois se ele o fizer provavelmente não sairá de lá vivo. Rourke explica-lhe que sem o wrestling não vale a pena viver, pois o mundo lá fora já não quer nada com ele, e a sua vida foi, e sempre será, ali na arena. E eis que começamos a ouvir os acordes do tema que anuncia a entrada de The Ram, o belíssimo Sweet Child of Mine. Ao ouvir o seu tema, Rourke despede-se de Tomei e sem hesitação vira-lhe as costas e tem uma entrada fulgurante e gloriosa no ringue. Mas nós sabemos (assim como o The Ram) que aquela música anacrónica e triunfal, poderá ser a mais improvável das marchas fúnebres da história da 7ª arte. Aranofsky com este filme é que me fodeste. Quais Slumdogs quais quê! The Wrestler é o MELHOR FILME DO ANO!

Prometo colocar aqui uma crítica propriamente dita em breve (assim que recuperar deste visionamento) .

segunda-feira, março 02, 2009

Mean Streets (1973)

de Martin Scorsese




Não é o primeiro filme de Scorsese, como costuma ser referido, mas sim o terceiro. Antes houve a experiencia de Whos That Knocking at My Door e a encomenda para Roger Corman de seu nome Boxcar Bertha. Mas é em Mean Streets que se dá a explosão Scorsese. Obra extremamente autiobiográfica, uma vez que o guião foi escrito baseado nas experiencias e vivencias do seu autor quando era um jovem à deriva nas mean streets de Litle Italy. Filmado com pouquissimos recursos e numa rodagem record de 24 dias e noites, Mean Streets é o primeiro tomo da triologia italo-americana e nele podemos já encontrar de forma explicita as raízes das obcessões do grande cineasta: culpa, fé, alienação, violencia e redenção. Harvey Keitel funciona como o alter-ego do realizador, e os seus conflitos são causados pela violencia do mundo que o rodeia e a impossibilidade de fuga desse mundo profano. Este filme marcaria tambem o inicio da colaboração De Niro / Scorsese. O grande actôr compõe um Johnny Boy instável, psicótico e extremamente apelativo, e é um dos motores das cenas mais intensas desta película. Destaque para o virtuosismo da camara de Scorsese, que com imaginação e uma execução brilhantes cria várias sequencias viscerais e inesquéciveis (a pancadaria no salão de bilhar, Keitel bêbado vagueando pelo bar). Mean Streets foi um primerio e sério aviso de que Martin Scorsese iria ser um nome a ter em conta no futuro do cinema americano.

domingo, março 01, 2009

Marty


Uma vez que na votação anterior houve uma certa unanimidade, prevejo que o mesmo já não irá acontecer nesta, pois a obra deste senhor, além de mais vasta, riquissima, complexa é apaixonante!

Martin Scorsese é a par de Michael Mann e John Ford o meu cineasta favorito. Como tal aqui fica feita a minha modesta homenagem. E está aberta a votação!

Top Verhoeven Resultados

1.
Robocop
10 votos (45%)

2. Starship Troopers - 3 votos(13%)
3. The Black Book - 3 votos (13%)

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Indy 4 - A verdade

Aqui estão as imagens chocantes que mostram o que os criadores de Indiana Jones & Kingdom of the Crystal Skull fizeram ao seu mítico personagem. Chamo à atenção para a natureza perturbante deste vídeo, nada aconselhável aos mais impressionáveis.


Filme do caralho! (II)

Acção, sátira política, filme de guerra, western, ficção científica e muito muito sangue. Um dos mais inteligentes e subversivos filmes alguma vez produzidos por Hollywood. Confundido pela crítica da altura, por apologia fascista, esta joia é precisamente o contrário. Por detrás das explosões, desmenbramentos e cenas grotescas, está uma crítica ácida ao militarismo e puritanismo americano, assim como várias alfinetadas a uma sociedade globalizada. E tudo isto em 1997! Verhoeven, és dos grandes! "Would you like to know more?"

"Some people might applaud that somebody [in the film] is caught in the morning and judged in the afternoon and killed in the evening. But I think what Starship Troopers tries to do, perhaps a little too clearly in a couple of cases with the uniforms, it's saying, "Are you aware that this is also a little bit happening in your own society? And perhaps in a way that's not so obvious to you."

Paul Verhoeven

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Sporting-Benfica

Uma pausa no cinema, para um desvio por outra das minhas paixões, o futebol. Como cinéfilo assumidamente doente pelo Benfica, não resisto a colocar aqui este comentário lúcido, perspicaz e verdadeiro do cineasta João Botelho, a propósito do Sporting-Benfica que aí vem. As suas palavras e paixão clubística evidente, fazem-me pensar se o senhor Botelho não seria uma excelente substituição para aquele outro cineasta que defende anémica e debilmente o Benfica num programa desportivo da RTP. Fica a sugestão.

"Olegário Benquerença é uma má escolha. O Benfica tem muitas más memórias desse senhor. Até tem uma pose engraçada no campo, mas é muito vaidoso, intervém sempre quando não deve e chama constantemente a atenção para si. Gosta de se ver e não é um árbitro discreto. E o jogo é muito mais importante do que o árbitro. É um juiz para fazer compensações. O sonho dele é que fique tudo empatado para servir o ‘grande Norte’. E já agora: que se vista de preto e não de amarelo."

João Botelho

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

James, John e Paul.

Realizadores do chamado destroy cinema, tão em voga nos anos 80, onde a acção era trepidante, violenta, demolidora e paradoxalmente inteligente. Em comum une-os um apurado sentido narrativo e estético, assim como uma abordagem musculada apoiada num ritmo vertiginoso. Alem do mais, os seus filmes alcançam estrondosos resultados no box-office, conquistando tambem um reconhecimento crítico e artístico assinalável. Die Hard, Robocop, Terminator, Total Recall, Predator e Aliens, são exemplos de culto da mestria dos seus realizadores. Os Michael Bays, Bruckeihmers ou Mcg's que por aí andam, bem que podiam aprender qualquer coisa com o Cinema destes senhores.
Cameron

Verhoeven

McTiernan

Blond Obsession (II)




sexta-feira, fevereiro 13, 2009

I Am Legend (2007)

de Francis Lawrence

E se o leitor fosse o ultimo homem na Terra? Esse conceito aterrador, mas dramaticamente apelativo, esteve na génese do livro do conceituado Richard Matheson. I Am Legend é a feliz adaptação cinematográfica dessa obra. Com o nome de Francis Lawrence na realização, confesso que esperava um barrete, tal a mediocridade do seu filme anterior, o insuportável Constantine. Mas Lawrence surpreende pela positiva e a sua realização é segura e a espaços inspirada. Não recorrendo à caixa dos clichés, tão habituais em peliculas do género pós-apocalíptico, o cineasta opta, e bem, pela contenção e exploração psicológica e emocional do seu protagonista. Uma vez que estamos presos ao ponto de vista do ultimo homem na Terra, o filme explora de forma original e emocionante, as possibilidades dramáticas e cómicas dessa premissa. E apesar de o guião nos ultimos 20 minutos, deixar-se levar para um final Hollyoodesco, a narrativa é escorreita e com um inteligente recurso a flashbacks da vida do protagonista, momentos antes da catástrofe. Destaque tambem para melódica partitura de James Newton Howard, e para um trabalho sonoro sublime, que utiliza os sons diagéticos como forma de aumentar a nossa relação emocional com as imagens que vemos. Por fim, uma menção especial para um Will Smith, cada vez mais maduro, seguro e poderoso. A sua interpretação é de uma contenção e emoção que provam o enorme intérprete que ele é neste momento (trabalhar com Michael Mann fez-lhe muito bem). Smith consegue transmitr a solidão, dôr e tragédia do seu personagem, com uma subtileza brilhante, e tal como Tom Hanks em Cast Away, aguenta todo o peso interpretativo do filme nos seus ombros, provando mais uma vez que estamos perante um actôr de respeito. Tudo isso somado contribuiu para que I Am Legend, tenha sido uma belíssima supresa e seja facilmente um dos melhores filmes do género pós-apocalitico.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Filme do caralho!

Intenso, visceral, adulto, profundo, trágico, inteligente, subversivo, emocionante e violentíssimo, ou seja, tudo o que a FC actual não é. Podem me dizer que não, mas para mim Robocop é uma obra fundamental do cinema dos anos 80 (e 90 e 00 já agora). Com uma realização inspiradíssima do enorme Paul Verhoeven, Robocop é intocável e envelheceu muito bem. E o senhor Aranofsky não venha prái com remakes larilas, que atingir o nível de uma obra-prima deste calibre, não está ao seu alcance.


Costa por Oliveira

“Ele filma coisas negras, infelizes, drogados etc., mas tem um modo de filmar muito correto. Gosto dele. Ele até disse uma vez: “Manoel filma os ricos, e eu, os pobres’. Eu disse: “Não filmo os ricos. Filmo as almas. As almas tanto são pobres como ricas."

FESTIVAL DE CINEMA DE BERLIM 11-02-2009

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Blond Obsession

A prova de que Hitchcock não era o único cineasta obcecado por loiras.

CYBILL
CATHY
ROSANA

JESSICA

MICHELLE

SHARON

quinta-feira, fevereiro 05, 2009

Videoclip anti-governo

Um videoclip feito pelo gerente aqui do tasco para a faculdade. Não está nada de especial, mas tem garra. E como estamos numa altura de mentiras governamentais, parece-me apropriado.

GOVERNMENT LIES by Mojo and The Maggots


Government Lies from luis78 on Vimeo.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Razzies 2008


A lista com os piores do ano, esta temporada tem nomes consagrados como Shyamalan, Al Pacino, os Irmãos Wachowski, Lucas ou Spielberg(!). Parecem-me nomeações justas, pois este ano fez-se muito lixo, apesar do papel de embrulho bonitinho. E se fosse eu a escolher o pior remake/sequela, esse prémio iria direitinho para aquele Indy digital e banal que Lucas e Spielberg tentaram impingir-nos! As desilusões são assim, magoam!


Pior Filme
- «Disaster Movie» + «Meet The Spartans»
- «O Acontecimento»
- «The Hottie and The Nottie»
- «In The Name of The King: A Dungeon Siege Tale»
- «O Guru do Amor»

Pior Realizador
- Uwe Boll, «1968, Tunnel Rats» + «In The Name of The King: A Dungeon Siege Tale» + «Postal»
- Jason Friedberg e Aaron Seltzer, «Disaster Movie» + «Meet The Spartans»
- Tom Putnam, «The Hottie and The Nottie»
- Marco Schnabel, «O Guru do Amor»
- M. Night Shyamalan, «O Acontecimento»

Pior Actor
- Larry The Cable Guy, «Witless Protection»
- Eddie Murphy, «Meet Dave»
- Mike Myers, «O Guru do Amor»
- Al Pacino, «88 Minutos» + «Righteous Kill»
- Mark Wahlberg, «O Acontecimento» + «Max Payne»

Pior Actriz
- Jessica Alba, «The Eye» + «O Guru do Amor»
- Elenco de «The Women» (Annette Bening, Eva Mendes, Debra Messing, Jada Pinkett-Smith and Meg Ryan)
- Cameron Diaz, «What Happens In Vegas»
- Paris Hilton, «The Hottie and The Nottie»
- Kate Hudson, «Fool's Gold» + «My Best Friend's Girl»

Pior Prequela, Remake, Imitação ou Sequela
- «The Day The Earth Blowed Up Real Good»
- «Disaster Movie» + «Meet The Spartans»
- «Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal»
- «Speed Racer»
- «Star Wars: A Guerra dos Clones»

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