segunda-feira, junho 09, 2008
sexta-feira, junho 06, 2008
quarta-feira, maio 28, 2008
Filmes da Minha Vida - X
terça-feira, maio 27, 2008
R.I.P. Sidney Pollack
sábado, maio 24, 2008
THE END - Parte 2
terça-feira, maio 20, 2008
domingo, maio 18, 2008
Youth Without Youth (2007)
Francis Ford Coppola foi em tempos, o mais brilhante e irreverente, dos jovens turcos da Nova Hollyood. Os seus filmes eram sucessos esmagadores tanto de bilheteira como de crítica, sendo os Padrinhos e Apocalypse Now, exemplos perfeitos da sua mestria cinematográfica. Mas Coppola sempre foi um megalómano. E foi essa megalomania, que quase o arruína com flops como Do Fundo do Coração ou Cotton Club. Financeiramente ferido, o cineasta tenta reconstruir a sua carreira com filmes, mais ligeiros como Peggy Sue Casou-se, Jack ou The Rainmaker. E acontece então uma pausa. Pausa que dura 10 anos, precisamente até este Segunda Juventude.
Esta é a história de Dominic Matei, que atingido por um raio começa a rejuvenescer, e a descobrir que possui estranhos poderes. Os nazis apercebendo-se disso, procuram-no e Dominic é obrigado a exilar-se. Conhece então uma rapariga que parece sêr a reencarnação de um amor antigo. Com temas como a juventude eterna, ou a transmigração das almas o filme sofre de excesso de ambição, e a história é por vezes algo inverosímil. Se a inicio Coppola está fascinado com a incrível situação do seu protagonista, a meio do filme, parece mudar de ideias e dedica-se exclusivamente à história de amor, lembrando-se a 10 minutos do fim, de voltar a martelo ao tema do rejuvenescimento. Supostamente inesperados, esses 10 minutos finais, são involuntariamente previsíveis e maçadores. Em verdade, o ponto forte de Segunda Juventude, é mesmo a história de amor eterno. Aí Coppola, brilha e mostra todo o seu imenso talento. Seja na direcção de actores, seja na encenação. Um destaque para Tim Roth, que vai muito bem no papel de Dominic, e aguenta o peso de uma personagem complexa.
Francis F. Coppola continua talentoso e disposto a correr riscos. E só isso já é de saudar. Mas neste filme parece ter havido um caso de “mais olhos que barriga.” Ou se preferirem de megalomania.
sexta-feira, maio 16, 2008
Memorável
Bobby Baccalieri: "To the victor belongs the spoils."
Tony Soprano: "Why don't you get the fuck out of here before I shove your quotation book up your fat fucking ass."
Paulie Walnuts: He had two ass holes when they buried him...
Ralphie Ciferetto: Look at Kirk Douglas’ fucking hair? They did not have flattops in enchant Rome!
Carmella Soprano: You know, Tony, it's a multiple choice thing with you. 'Cause I can't tell if you're old-fashioned, you're paranoid, or just a fucking asshole.
Christopher Moltisanti: This ain't negotiation time. This is Scarface, final scene, fuckin' bazookas under each arm.
Uncle Junior: My father told me to never get old, I should of listened to him
Tony Soprano: "I didn't just meet you, I've known you my whole fucking life!"
terça-feira, maio 13, 2008
terça-feira, maio 06, 2008
domingo, maio 04, 2008
sexta-feira, maio 02, 2008
Reds (1981)
Reds é antes de mais, um dos mais ambiciosos, arriscados e improváveis filmes, alguma vez feitos em Hollywood. A sua feitura apenas foi possível devido à persistência e ao star-power de uma das suas maiores estrelas, Warren Beatty de seu nome. O financiamento para a realização de um épico sobre um líder comunista, autor de um dos livros mais fieis aos acontecimentos da Revolução Russa e o único americano sepultado no Kremlin, revelou-se uma tarefa quase impossivel. Especialmente tendo em conta o fervor anti-comunista, que reinava na altura numa América em plena Guerra Fria. Mas a tenacidade de Beatty levou a melhor, conseguindo o apoio da Paramount, e assegurando um controlo criativo total, interpretando, realizando, escrevendo e produzindo o filme. Após dois anos de rodagem e montagem, o filme estreava finalmente em 81. Imediatamente afirmou-se como um grande sucesso nas bilheteiras, e um dos filmes mais nomeados na história dos Oscars (13 nomeações, sendo 4 para Beatty, que igualou assim Orson Welles). Ou seja Reds torna-se um triunfo artístico e comercial sem precedentes na carreira do seu autor.
Abordando as ilusões e desilusões inerentes às utopias, a história de amôr de John Reed (Beatty) pela ideologia comunista, assim como pela mulher da sua vida, Louise Bryant, é contada de forma original, complexa e muitíssimo eficaz. A narrativa gira em torno da relação entre Reed e Bryant, dois intelectuais radicais, que com uma relação no mínimo tumultuosa (com infedelidades de parte a parte), reencontram o amor no mais surpreendente dos cenários, em plena Revolução Russa. A partír daí, Reed e Bryant regressam ao Estados Unidos, tentando espalhar a mensagem aquilo que viram na Russia, na esperança de assim agitar, e eventualmente revolucionar a sociedade americana. Reed acaba mesmo por abandonar o jornalismo e converte-se num dos primeiros líderes do partido comunista americano. Mas essa conversão irá fazê-lo regressar à Russia, deixando Louise para trás.
Vários são os momentos em que Reed, procura equilibrar o colectivo com o pessoal. A sua ideologia e o afecto. Mas esse equilibrio revela-se impossivel num estado totalitário. E esse é uma das maiores virtudes desta obra apaixonante: apesar de Beatty sentir uma óbvia simpatia para com a utopia comunista, há uma altura que o seu protagonista é forçado a constatar que o sonho se tornou um pesadelo. Um exemplo marcante, é o discurso que Reed faz para uma plateia de radicais muçulmanos, onde vê as suas palavras traduzidas de “guerra de classes” para “guerra santa” criando assim uma histeria eufórica na sua audiencia. Mais tarde é lhe dito que o seu discurso foi alterado, por não ser propagandistico o suficiente. Além de actualissima, essa cena revela toda a manipulação que o indivíduo sonhadôr, pode sofrer num colectivo que se rege de forma totalitária. Ou seja Beatty dá uma no cravo e outra na ferradura. E muito bem! Nunca negando a complexidade e a veracidade do tema que aborda, perservando a integridade da obra. E que dizêr daquele reencontro final na estação, em que uma ansiosa Louise Bryant, que após regressar à Rússia clandestinamente, finalmente encontra um destroçado Reed, criando um dos momentos mais comoventes a que assisti num filme. Além do mais, a história de amôr entre os protagonistas é palpável e nunca é abordada de forma sentimental, o que só lhe dá mais força.
Tudo neste filme se conjuga de forma perfeita. Arte, entretenimento, política, amor, História. Reds é a prova que Warren Beatty por detrás daquela fama de galã de Hollywood, é antes demais, um cineasta de um talento e coragem imensas. Um dos grandes grandes filmes da minha vida.
quinta-feira, maio 01, 2008
Earthlings
quarta-feira, abril 30, 2008
Nomeados Cinema Globos de Ouro 2007
A Outra Margem, de Luís Filipe Rocha
Belle Toujours, de Manoel de Oliveira
Call Girl, de António-Pedro Vasconcelos
O Capacete Dourado, de Jorge Cramez
MELHOR ACTOR:
Eduardo Frazão, em O Capacete Dourado
Filipe Duarte, em A Outra Margem
Ivo Canelas, Call Girl e Mistério da Estrada de Sintra
Nicolau Breyner, em Corrupção
MELHOR ACTRIZ:
Ana Moreira, O Capacete Dourado
Margarida Vila-Nova, em Corrupção
Maria d'Aires, em A Outra Margem
Soraia Chaves, em Call Girl
Os meus favoritos:
Melhor Actor: Ivo Canelas/Mistério da Estrada de Sintra
Melhor Actriz: Ana Moreira / Capacete Dourado
Amor ao primeiro som...
Deixo-vos aqui uma amostra da sua magia...
terça-feira, abril 29, 2008
The Brave One (2007)
As consequências, são o diluir das fronteiras, entre “bons” e “maus”.Terrence Howard, no papel do detective que tal como Jodie, está farto de vêr os criminosos fugirem à Justiça, é fulcral para perceber a personagem de Foster. O irlandês Neil Jordan, revela um talento inesperado na direcção de um blockbuster de acção, imprimindo-lhe um carácter bastante intimista. O realizador filma com a sua habital elegância técnica e mestria narrativa. A haver pontos negativos, serão algumas cenas mais inverosímeis, ou a sensação que se poderia ir mais longe num tema tão delicado como este. Mas quando o filme parecia começar a descambar lá para o final, acontece um brilhante volte face, que foge aos clichés deste género de fitas, e apresenta-nos a única conclusão possivel de forma surpreendente.
segunda-feira, abril 28, 2008
THE END - Parte 1
domingo, abril 27, 2008
Filmes da Minha Vida - IX
sábado, abril 26, 2008
Bond Song nº20
quinta-feira, abril 24, 2008
A estreia do Mês!
quarta-feira, abril 23, 2008
Bond Song nº21
"I've abandoned my child"
domingo, abril 20, 2008
quinta-feira, abril 17, 2008
quarta-feira, abril 16, 2008
terça-feira, abril 15, 2008
"Reles e ridículo"
Reles e rídiculo? Se a crítica se refere à estética utilizada, talvez na sua próxima análise a um Lynch ou a um Von Trier, se lembre de utilizar os mesmo adjectivos.
E já agora, eu gosto de filmes pessoais e egoístas! Mas não creio que esse seja o caso deste filme. Além do mais, a obra em questão foi feita sem necessitar de "mendigar subsídios ao ministério"!
Uma sugestão: que tal para a próxima, investigar um pouco mais, antes de se começar a bater no que é nosso.
O filme em questão é o belíssimo The Lovebirds.
Uma das mortes mais "belas" do cinema
* As lágrimas de Heston são verdadeiras, uma vez que o seu amigo de longa data Edward G. Robinson, encontrava-se já muito doente, acabando por falecer 9 dias depois desta cena.
domingo, abril 13, 2008
Mr. Brooks (2007)
A carreira de Kevin Costner, é um caso que sempre me intrigou. A sua ascenção meteórica com obras únicas e marcantes como The Untouchables, Revenge, JFK ou The Perfect World, valeu-lhe comparações com James Stweart ou Gary Cooper. Além do mais revelava um enorme talento na realização, com o lírico e belíssimo Dances With Wolves (pelo qual recebeu dois Oscars). Mas de repente, Costner eclipsou-se. A partir de Waterworld, iniciou uma espiral em queda livre, com desastres comerciais e artísticos uns após os outros. Bons (ou maus) exemplos são, For The Love of The Game, The Postman, ou 300 Milles to Graceland, tudo maus demais para sêr verdade. Costner, apercebendo-se disso, tentou dar a volta a essa situação.
Este Mr. Brooks, é uma dessas tentativas em que Costner procura recuperar a credibilidade perdida. Numa clara aposta de desconstruir (ou destruir) a sua imagem de bom rapaz, Costner assume a interpretação de um personagem complexo e arriscado. Justamente um serial Killer com dupla personalidade. Mas os resultados deixam muito a desejar. Costner apesar do seu óbvio star power, não é adequado neste tipo de papéis (em Perfect World foi muito muito melhor). O seu Mr. Brooks, nunca assusta, e sente-se o pouco à vontade de Costner, numa personagem tão psicótica e negra como esta. A sua inadequação, torna-se quase embaraçosa, cada vez que William Hurt (o seu alter ego), surge no ecrã e rouba-lhe descaradamente, todas as cenas em que surge.
O casting de Demi Moore no papel de uma polícia, é algo estranho e sente-se que o único motivo para tal, é a necessidade de grandes estrelas para chamar o público. As culpas da fraqueza deste projecto, podem também ser repartidas, por um guião demasiado esquematizado e algo trapalhão, e que se perde em narrativas paralelas que em nada fazem avançar a história e apenas distraiem e quebram o tom da fita. Bruce A. Evans com uma realização certinha, bem que se esforça para levar o filme a bom porto, mas o guião (da sua co-autoria) não dá para muito mais. Um factor interessante e original, é a relação de Mr. Brooks com a sua filha, que possivelmente, herdou do seu pai, mais do que este esperava.
Mas em suma, Mr. Brooks, é um filme com alguns bons momentos, mas que no seu todo, transmite uma sensação de desperdício ( especialmente de bons actores ) e que ainda não foi aquele regresso às boas graças do público, que Kevin Costner tanto esperava.
Under Capricorn (1949)
Esta história ambientada na Austrália do século XIX, aborda temas como amor, adultério e culpa, ou seja as obcessões recorrentes na obra de Hitchcock. Mas apesar disso, trata-se de uma obra atípica na carreira do mestre, uma vez que se trata de um filme de época. Nas palavras do seu realizador, este foi um filme que apenas aceitou fazer, devido ao seu deslumbramento pela maior estrela feminina da altura, a deslumbrante Ingrid Bergman.
Filmado com algumas das técnicas utilizadas em Rope (os planos sequência), Under Capricorn, falha no seu todo. E essa falha deve-se a um guião anémico, que apenas faz engrenar a história, após passar-mos a primeira hora de filme. Até lá, Hitch delicia-se (e delicia-nos) com a sua actriz principal, e intriga-nos com o tom de mistério que envolve a relação de Bergman com o muito seguro Joseph Cotten. Mas todo esse jogo, sabe a muito pouco.
Apesar de sêr uma obra menor na carreira do mestre do suspense, Under Capricorn, vale o visionamento. Nem que seja pela destreza técnica e narrativa do seu realizador, assim como pelo carisma e talento dos seus actores principais.
sábado, abril 12, 2008
Hitchcock & Truffaut - A entrevista
quinta-feira, abril 10, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
Genialmente irreverente
segunda-feira, abril 07, 2008
R.I.P. Charton Heston
terça-feira, abril 01, 2008
RED CARPET - Abril
segunda-feira, março 31, 2008
Saving Private Ryan (1998)
Os seus primeiros 30 minutos (a batalha da Normandia) foram apelidados na altura da sua estreia, como os 30 minutos mais violentos da história do cinema. Exagero? Não. Realmente o realismo da violência do desembarque das tropas aliadas, possuiu uma carga tão visceral (em certas cenas literalmente), que é difícil, ficar indiferente ao que passa à frente dos nossos olhos. Um após outro, vários são os momentos, em que nessa sequência de abertura, somos chocados com a loucura e a brutalidade do que é a guerra realmente. A violência surge de forma animalesca, completamente aleatória e igualmente implacável para ambos os lados do conflito. Spielberg mostra-nos essa questão fundamental, de forma clara. Especialmente na forma como filma toda a acção como se de um documentário se tratasse. O efeito é o arrastamento do espectador para o centro da batalha. Seja através de longos planos sem montagem, captando toda a acção à sua volta com um hiper-realismo dantesco, ou através de outra ferramenta essencial para a imersão do espectador, o impressionante trabalho sonoro. Nunca o som das balas, dos tiros de canhão, da carne a ser dilacerada, foi tão autêntico e presente. Spielberg sabiamente, opta por não utilizar música durante as cenas de batalha. Nelas a banda sonora é o som da morte que envolve os seus personagens.
domingo, março 30, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
terça-feira, março 25, 2008
Filmes da Minha Vida - VIII
Adulto, desencantado, provocador, subversivo, arriscado, polémico. Munich é isso e muito muito mais. E é por isso mesmo que adoro este filme. Uma obra maior, incompreendida e inesperada, de um dos maiores nomes de Hollywood. Com um casting perfeito (enorme Eric Banna), uma equipe no auge (destaque para Janus Kaminski e John Williams)e um realizador apostado em usar o seu enorme poder, para chegar de forma justa e sem concessões, ao âmago de algumas das mais pertinentes questões éticas, morais e humanas alguma vez abordadas em filme. O facto de vir de Hollywood, só valoriza este obra única na carreira de Spielberg. Um filme de uma profundidade tocante que assombra o espectador muito após a saída do cinema. E aquele plano final...