quinta-feira, outubro 23, 2008
terça-feira, outubro 21, 2008
quinta-feira, outubro 16, 2008
Josh Brolin insultado por W.

quarta-feira, outubro 15, 2008
The Aviator (2004)

Mas, apesar de todas as suas qualidades, The Aviator, não é um filme isento de ligeiras falhas. O seu ritmo e tom, são algo desiquilibrados, devido a um início excecivamente arrastado, onde Scorsese se perde nas proezas aeronáuticas, amorosas e cinematográficas, do excentrico milionário. Mas nada que não se perdoe facilmente. Assim que assistimos aos primeiros sintomas de loucura do personagem (aquela cena na casa de banho) e nos apercebemos do verdadeiro tema do filme, que esteve sempre ali, debaixo daquela superfície aparentemente perfeita, somos levados numa viagem aos infernos, como só Scorsese sabe fazer. Para acabar, não posso deixar de referir aquele final, tão simbólico, irónico e amargo em que um descontrolado Howard Hughes, olha para o seu reflexo num espelho (tal como em Raging Bull) e aceita o seu “way of the future”, num dos finais mais doridos dos ultimos anos. Um grande filme, de um dos cineastas mais apaixonantes, da história da 7ª arte.

Dicionário Sopranico
Agita: anxiety, edginess, an upset stomachsexta-feira, outubro 10, 2008
A Perfect Murder (1998)


quarta-feira, outubro 08, 2008
Banda sonora de créditos finais
1-God Moving Above the Waters-Moby (Heat)
2-My Way - Sid Vicious (Goodfellas)
3-The Hands That Build America - U2 (Gangs of New York)
4-Where is my mind - pixies (Fight Club)
5-Set Me Free - Lisa Gerard & Pieter Bourke (Ali)
6-Paint It Black - Rolling Stones ( Full Metal Jacket)
7-The Future - Leonard Cohen (NBK)
8-An Ending (ascent) - Brian Eno (Traffic)
9-By This River - Brian Eno (La Stanza Del Figlio)
10-Surf Rider - The Lively ones (Pulp Fiction)
A lista deu algum trabalho, mas também muito gozo. Fica o desafio passado a quem o quizer aceitar:)
terça-feira, outubro 07, 2008
Filmaço!
"There ain't nobody gonna push me of my land! My grandpa took up this land 70 years ago, my pa was born here, we were all born on it. And some of of us was killed on it! ...and some of us died on it. That's what make it our'n, bein' born on it,...and workin' on it,...and and dying' on it! And not no piece of paper with the writin' on it! "The Apostle (1997)


Insomnia (2002)

Este remake de Insomnia, o thriller norueguês datado de 1997, trata-se da segunda obra do britânico Cristopher Nolan, precisamente dois anos após o brilhante Memmento e ainda muito distante dos blockbusters a que mais tarde se iria dedicar. Com um elenco e um production value, muito superior à sua anterior película, Nolan assina um policial seguro e original, mas ao mesmo tempo algo decepcionante. Especialmente se tivermos em conta o brilhantismo que o cineasta tinha revelado na sua fita anterior. Al Pacino em registo de underacting (algo novo para ele) está próximo da perfeição. O seu William Dormmer, é um dos grandes personagens de 2002. Complexo, torturado e trágico, Pacino, brilha com uma intensidade, tão forte como o sol do Alaska, ofuscando um insólito Robin Williams (no seu 1º papel de vilão) e a belissima Hillary Swank. Nolan alem de manobrar com habilidade as nunaces dos seus personagens, é igualmente hábil na gestão de um guião que poderia caír nos sempre traiçoeiros clichés. Nas mãos de Nolan, o enfase é dado ao conflito interior do seu torturado protagonista, potenciado pela invulgar paisagem que o rodeia. Apesar de todos estes pontos fortes, o final é resolvido a martelo (ou a tiro se preferirem), e no fim apesar dos esforços do realizador, ficamos com uma sensação de deja vu. Mesmo assim é um belo filme a descobrir.

sábado, outubro 04, 2008
Prémios Dardos
Aceitando o desafio, e agradecendo desde já aos blogueiros que escolheram o Grandes Planos para o Prémio Dardos, aqui segue a lista dos 15 blogues que sigo diariamente. O desafio fica passado a eles.Touro Enraivecido
Paraíso do Gelado
Cinema is my Life
Ante Cinema
Paixões e Desejos
Cinefolia
terça-feira, setembro 30, 2008
domingo, setembro 28, 2008
domingo, setembro 21, 2008
Titanic (1997)

Essas falhas começam num claro desequilíbrio de tom, entre a primeira e a segunda parte. E se nessa primeira parte, Cameron pretendia mostrar-nos algum desenvolvimento dos personagens, o seu objectivo é algo falhado, pois elas não são mais que estereótipos básicos. No entanto James Cameron é muito bom, na sua atenção obsessiva aos detalhes da direcção artística, no prodígio técnico que é a recriação do Titanic, e no tom de desespero e morte, que consegue implantar na ultima hora e meia de filme. Tal como nos seus filmes anteriores, o tema é o final de um mundo, causado pela arrogância tecnológica do homem. Mas o que Titanic tem em relação aos Terminators, Aliens, ou o The Abyss, é um sopro trágico e claustrofóbico, que deixa o espectador aterrorizado e comovido, com o destino dos tripulantes do infame navio.
E depois temos Kate Winslet, belíssima, forte e tocante, conseguindo dar carne e alma, a uma personagem que no papel sofria de muitas “armadilhas melodramáticas”. A sua Rose, não destoa absolutamente nada, ao lado de outras heroínas do cinema de Cameron, tais como Sarah Connor e Ellen Ripley. Kate tem um dos papéis da sua vida. E se relativamente à parte tecnica, Titanic é um prodígio, artisticamente é um deleite para os sentidos. Seja na fotografia evocatória de Russel Carpenter, ou na montagem e nos morphings de Cameron e Conrad Buff, assim como na romântica e melancólica banda sonora, que o sempre prodigioso James Horner, compôs para o filme(muita da força emocional da fita, passa pela sua música).
Além do mais, há que valorizar o risco que cineasta correu com este filme, que na altura foi o mais caro da história. Muito tiveram que engolir as suas previsões de desgraça, ao constatar o sucesso incomprável deste belo espectáculo.Titanic é ainda hoje, o filme com mais box-office na história do cinema. E isso deve-se a um sonhador visionário, chamado James Cameron, que apesar de tudo, assinou um filme inesquécivel. Que volte em breve com o seu Avatar.

A Arte de Roubar - teaser
quinta-feira, setembro 18, 2008
Red Carpet - O site

quarta-feira, setembro 17, 2008
The Jericho Mile (1979)

Este Jericho Mile é um retrato duro e violento, contra-balançado por momento líricos belíssimos. O filme conta a história do prisioneiro Murphy, que encarcerado para o resto da vida (por ter morto o seu pai), tenta qualificar-se para os Jogos Olímpicos, lutando contra o sistema penal, assim como contra vários gangs da prisão. As corridas de Murphy (Peter Strauss nunca esteve tão convincente e intenso como aqui) ao som de Sympathy For The Devil, têm um carácter quase transcendente, e revelam de forma sublime, o esforço e a integridade do seu torturado personagem. Além de Peter Strauss, temos boas respresentações de Brian Dennehy e Geofrey Lewis, e de uma vasta gama de coloridos secundários, que reforçam o realismo, uma vez que se tratam de presos reais. Rodado integralmente na prisão de Folsom, esta foi a obra que chamou a atenção do mundo do cinema, para um realizador, que se viria a revelar, um dos mais talentosos cineastas do final do sec. XX.
Neste filme a integridade artística de Michael Mann está bem evidente, assim como a sua coragem de levar o realismo a um extremo nunca visto. Isso combinado com o seu óbvio talento para a escrita e para uma direcção de actores perfeita, fazem deste belíssimo Jericho Mile, o cartão de visita ideal, para a obra de um cineasta essencial.
O Pai (1987)

O Pai (1994)
A Mãe (1995)

O Pai (2008)





