quinta-feira, maio 01, 2008
Earthlings
quarta-feira, abril 30, 2008
Nomeados Cinema Globos de Ouro 2007
A Outra Margem, de Luís Filipe Rocha
Belle Toujours, de Manoel de Oliveira
Call Girl, de António-Pedro Vasconcelos
O Capacete Dourado, de Jorge Cramez
MELHOR ACTOR:
Eduardo Frazão, em O Capacete Dourado
Filipe Duarte, em A Outra Margem
Ivo Canelas, Call Girl e Mistério da Estrada de Sintra
Nicolau Breyner, em Corrupção
MELHOR ACTRIZ:
Ana Moreira, O Capacete Dourado
Margarida Vila-Nova, em Corrupção
Maria d'Aires, em A Outra Margem
Soraia Chaves, em Call Girl
Os meus favoritos:
Melhor Actor: Ivo Canelas/Mistério da Estrada de Sintra
Melhor Actriz: Ana Moreira / Capacete Dourado
Amor ao primeiro som...
Deixo-vos aqui uma amostra da sua magia...
terça-feira, abril 29, 2008
The Brave One (2007)
As consequências, são o diluir das fronteiras, entre “bons” e “maus”.Terrence Howard, no papel do detective que tal como Jodie, está farto de vêr os criminosos fugirem à Justiça, é fulcral para perceber a personagem de Foster. O irlandês Neil Jordan, revela um talento inesperado na direcção de um blockbuster de acção, imprimindo-lhe um carácter bastante intimista. O realizador filma com a sua habital elegância técnica e mestria narrativa. A haver pontos negativos, serão algumas cenas mais inverosímeis, ou a sensação que se poderia ir mais longe num tema tão delicado como este. Mas quando o filme parecia começar a descambar lá para o final, acontece um brilhante volte face, que foge aos clichés deste género de fitas, e apresenta-nos a única conclusão possivel de forma surpreendente.
segunda-feira, abril 28, 2008
THE END - Parte 1
domingo, abril 27, 2008
Filmes da Minha Vida - IX
sábado, abril 26, 2008
Bond Song nº20
quinta-feira, abril 24, 2008
A estreia do Mês!
quarta-feira, abril 23, 2008
Bond Song nº21
"I've abandoned my child"
domingo, abril 20, 2008
quinta-feira, abril 17, 2008
quarta-feira, abril 16, 2008
terça-feira, abril 15, 2008
"Reles e ridículo"
Reles e rídiculo? Se a crítica se refere à estética utilizada, talvez na sua próxima análise a um Lynch ou a um Von Trier, se lembre de utilizar os mesmo adjectivos.
E já agora, eu gosto de filmes pessoais e egoístas! Mas não creio que esse seja o caso deste filme. Além do mais, a obra em questão foi feita sem necessitar de "mendigar subsídios ao ministério"!
Uma sugestão: que tal para a próxima, investigar um pouco mais, antes de se começar a bater no que é nosso.
O filme em questão é o belíssimo The Lovebirds.
Uma das mortes mais "belas" do cinema
* As lágrimas de Heston são verdadeiras, uma vez que o seu amigo de longa data Edward G. Robinson, encontrava-se já muito doente, acabando por falecer 9 dias depois desta cena.
domingo, abril 13, 2008
Mr. Brooks (2007)
A carreira de Kevin Costner, é um caso que sempre me intrigou. A sua ascenção meteórica com obras únicas e marcantes como The Untouchables, Revenge, JFK ou The Perfect World, valeu-lhe comparações com James Stweart ou Gary Cooper. Além do mais revelava um enorme talento na realização, com o lírico e belíssimo Dances With Wolves (pelo qual recebeu dois Oscars). Mas de repente, Costner eclipsou-se. A partir de Waterworld, iniciou uma espiral em queda livre, com desastres comerciais e artísticos uns após os outros. Bons (ou maus) exemplos são, For The Love of The Game, The Postman, ou 300 Milles to Graceland, tudo maus demais para sêr verdade. Costner, apercebendo-se disso, tentou dar a volta a essa situação.
Este Mr. Brooks, é uma dessas tentativas em que Costner procura recuperar a credibilidade perdida. Numa clara aposta de desconstruir (ou destruir) a sua imagem de bom rapaz, Costner assume a interpretação de um personagem complexo e arriscado. Justamente um serial Killer com dupla personalidade. Mas os resultados deixam muito a desejar. Costner apesar do seu óbvio star power, não é adequado neste tipo de papéis (em Perfect World foi muito muito melhor). O seu Mr. Brooks, nunca assusta, e sente-se o pouco à vontade de Costner, numa personagem tão psicótica e negra como esta. A sua inadequação, torna-se quase embaraçosa, cada vez que William Hurt (o seu alter ego), surge no ecrã e rouba-lhe descaradamente, todas as cenas em que surge.
O casting de Demi Moore no papel de uma polícia, é algo estranho e sente-se que o único motivo para tal, é a necessidade de grandes estrelas para chamar o público. As culpas da fraqueza deste projecto, podem também ser repartidas, por um guião demasiado esquematizado e algo trapalhão, e que se perde em narrativas paralelas que em nada fazem avançar a história e apenas distraiem e quebram o tom da fita. Bruce A. Evans com uma realização certinha, bem que se esforça para levar o filme a bom porto, mas o guião (da sua co-autoria) não dá para muito mais. Um factor interessante e original, é a relação de Mr. Brooks com a sua filha, que possivelmente, herdou do seu pai, mais do que este esperava.
Mas em suma, Mr. Brooks, é um filme com alguns bons momentos, mas que no seu todo, transmite uma sensação de desperdício ( especialmente de bons actores ) e que ainda não foi aquele regresso às boas graças do público, que Kevin Costner tanto esperava.
Under Capricorn (1949)
Esta história ambientada na Austrália do século XIX, aborda temas como amor, adultério e culpa, ou seja as obcessões recorrentes na obra de Hitchcock. Mas apesar disso, trata-se de uma obra atípica na carreira do mestre, uma vez que se trata de um filme de época. Nas palavras do seu realizador, este foi um filme que apenas aceitou fazer, devido ao seu deslumbramento pela maior estrela feminina da altura, a deslumbrante Ingrid Bergman.
Filmado com algumas das técnicas utilizadas em Rope (os planos sequência), Under Capricorn, falha no seu todo. E essa falha deve-se a um guião anémico, que apenas faz engrenar a história, após passar-mos a primeira hora de filme. Até lá, Hitch delicia-se (e delicia-nos) com a sua actriz principal, e intriga-nos com o tom de mistério que envolve a relação de Bergman com o muito seguro Joseph Cotten. Mas todo esse jogo, sabe a muito pouco.
Apesar de sêr uma obra menor na carreira do mestre do suspense, Under Capricorn, vale o visionamento. Nem que seja pela destreza técnica e narrativa do seu realizador, assim como pelo carisma e talento dos seus actores principais.
sábado, abril 12, 2008
Hitchcock & Truffaut - A entrevista
quinta-feira, abril 10, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
Genialmente irreverente
segunda-feira, abril 07, 2008
R.I.P. Charton Heston
terça-feira, abril 01, 2008
RED CARPET - Abril
segunda-feira, março 31, 2008
Saving Private Ryan (1998)
Os seus primeiros 30 minutos (a batalha da Normandia) foram apelidados na altura da sua estreia, como os 30 minutos mais violentos da história do cinema. Exagero? Não. Realmente o realismo da violência do desembarque das tropas aliadas, possuiu uma carga tão visceral (em certas cenas literalmente), que é difícil, ficar indiferente ao que passa à frente dos nossos olhos. Um após outro, vários são os momentos, em que nessa sequência de abertura, somos chocados com a loucura e a brutalidade do que é a guerra realmente. A violência surge de forma animalesca, completamente aleatória e igualmente implacável para ambos os lados do conflito. Spielberg mostra-nos essa questão fundamental, de forma clara. Especialmente na forma como filma toda a acção como se de um documentário se tratasse. O efeito é o arrastamento do espectador para o centro da batalha. Seja através de longos planos sem montagem, captando toda a acção à sua volta com um hiper-realismo dantesco, ou através de outra ferramenta essencial para a imersão do espectador, o impressionante trabalho sonoro. Nunca o som das balas, dos tiros de canhão, da carne a ser dilacerada, foi tão autêntico e presente. Spielberg sabiamente, opta por não utilizar música durante as cenas de batalha. Nelas a banda sonora é o som da morte que envolve os seus personagens.
domingo, março 30, 2008
sexta-feira, março 28, 2008
terça-feira, março 25, 2008
Filmes da Minha Vida - VIII
Adulto, desencantado, provocador, subversivo, arriscado, polémico. Munich é isso e muito muito mais. E é por isso mesmo que adoro este filme. Uma obra maior, incompreendida e inesperada, de um dos maiores nomes de Hollywood. Com um casting perfeito (enorme Eric Banna), uma equipe no auge (destaque para Janus Kaminski e John Williams)e um realizador apostado em usar o seu enorme poder, para chegar de forma justa e sem concessões, ao âmago de algumas das mais pertinentes questões éticas, morais e humanas alguma vez abordadas em filme. O facto de vir de Hollywood, só valoriza este obra única na carreira de Spielberg. Um filme de uma profundidade tocante que assombra o espectador muito após a saída do cinema. E aquele plano final...
quinta-feira, março 20, 2008
quarta-feira, março 19, 2008
A minha cena romântica favorita
Em memória de Anthony Minguella.
terça-feira, março 18, 2008
Anthony Minguella ...
segunda-feira, março 17, 2008
The Lovebirds (2007)
Curioso, mas ao mesmo tempo óbvio, que tenha sido um realizador radicado há quase 20 anos em Nova Iorque, a conseguir o “milagre” de contornar as contingências de mercado e de lobby, que são necessárias para fazer cinema em Portugal. Para tal “milagre”, Bruno de Almeida teve o apoio imprescendivel de um magnífico leque de actores (lusos e norte-americanos) e o suporte digital como grande “arma” de cinema. É precisamente com a liberdade desse digital, que Bruno de Almeida, bate aos pontos muita produção faustosa e inconsequente, que infelizmente se faz por cá. E se já há pouco referia paradoxos, não resisto a salientar, que com a câmara solta e próxima dos personagens, The Lovebirds transmite uma liberdade e um intimismo, que me arrisco a classificar de poético. Duvido que com as contingências de uma grande produção, essa expontaniedade fosse possível de alcançar. Alguém falou em Cassavetes, como referência espiritual para este filme, e a referência parece-me fazer todo o sentido. A sua sombra paira em todo o filme, quer na técnica cinematográfica, quer na abordagem solta e de improviso na direcção de actores.
A narrativa em mosaico com multíplas personagens, muito ao jeito de Magnólia, ou Short Cuts, funciona em pleno. Especialmente em três segmentos. O primeiro é o tocante episódio de um cineasta que faz o seu último filme (Fernando Lopes numa evocação cinéfila ao seu Belarmino). O segundo é a cruel história de um taxista que comete um acto chocante, para no final atingir uma inesperada redenção. E no terceiro assistimos à terna e por vezes hilariante (genial a cena do chouriço) relação entre o americano (grande Michael Imperioli) e a empregada de mesa de Alfama (uma surpreendente Ana Padrão). As outras história paralelas não me parecem funcionar tão bem, apesar do segmento protagonizado por Joaquim De Almeida, ser verdadeiramente hilariante. E apesar de algumas insuficiências na montagem, o filme possuiu um espírito tão honesto e despretensioso, que só apetece revê-lo mais uma vez.
Um refrescante e surpreendente filme, que pode contribuir para uma mudança de mentalidades no cinema português.
quarta-feira, março 12, 2008
segunda-feira, março 10, 2008
domingo, março 09, 2008
Shadow of a Doubt (1943)
A abordagem de Hicthcock é no mínimo ambígua, pois o realizador parece simpatizar na mesma medida com a sua protagonista e com o seu antagonista. E Hitch vai mais longe ainda, criando uma forte identificação com o tio e a sua sobrinha, tal como Theresa Whright diz a certa altura, “ mais que o meu tio, ele é o meu gémeo”. Essa ligação entre personagens, é estabelecida formalmente através de composições que funcionam como espelhos entre os dois protagonistas. Mas não é de gémeos que aqui estamos a falar, pois claramente há aqui um subtexto, com uma sugestão de uma possível atracção incestuosa. Mas Hitch, devido ao código Hays, nunca leva demasiado longe essa sugestão. E ainda bem, pois o filme não é nenhum drama psico-sexual, é sim um belíssimo thriller, onde a sugestão é muitíssimo mais eficaz no espectador, do que qualquer visualização. Quase até ao final, o brilhante cineasta não abre o jogo, deixando todas as leituras possíveis. Somente quando chegamos ao climático final, é que a verdade é revelada e a monstruosa face do mal emerge de forma perturbante.
Outro ponto curioso, é o local onde decorre a história. Uma pacata cidade do interior. Hitch, ao situar o clima de suspeita nos habitantes desse ambiente, parece sugerir que o mal não conhece fronteiras, pois até em zonas perfeitas e idílicas, o mal pode surgir a qualquer momento e assumir a forma de um terrível pesadelo. E isto tudo 43 anos antes de Blue Velvet. Um filme a descobrir por todos os fãs do mestre do suspense.
sexta-feira, março 07, 2008
Poesia Pictórica
Anti-establishment
quarta-feira, março 05, 2008
terça-feira, março 04, 2008
No Country For Old Men (2007)
Claro que não vou revelar o desenlace dessa cena, mas ela surge sensivelmente a meio do filme, e fez-me esperar que grandes momentos viriam aí. Enganei-me em parte. Grandes momentos , apenas só ultimos nos 10 minutos de filme, com os Coen a mostrar todo o poder da elipse, de forma simplesmente genial. Até lá, sequência após sequência, os realizadores, acabam por se repetir em universos e situações já por si explorados com muito mais originalidade e mestria, como foi no caso do superior Fargo. Essa repetição de temas e situações parece-me a mim algo esquemática e prejudicou-me o visionamento do filme. O que nuns casos se pode chamar de marca do autôr, em No Country For Old Men, parece-me sinceramente, desinspiração, pois muitas das situações vividas pelos seus ricos personagens, não parecem fazer nem avançar a trama, nem revelar personagens, e como consequência tornam-se maçadores.
No Coutry For Old Men, não é o filme do ano. É sim um belíssimo filme negro, e uma tentativa dos seus excelentes autores regressarem à boa forma. Filme do ano, esse foi outro. Um tal de There Will Be blood…
sábado, fevereiro 23, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Filmes da Minha Vida - VII
"If you want me to keep my mouth shut, it's gonna cost you some dough. I figure a thousand bucks is reasonable, so I want two. "