quinta-feira, agosto 21, 2008

Documentário sobre Michael Mann (parte 1)

Michael Mann, um dos cineastas que mais aprecio e admiro e que felizmente começa finalmente a ser reconhecido pela crítica, como um dos grandes mestres do cinema moderno. Amanhã segue a 2ª parte.


"Les Réalisateurs" - Michael Mann (1/3)
Colocado por SoWiFo

terça-feira, agosto 19, 2008

Scott, Crowe, DiCaprio.

Felicitazioni Nanni !

Hoje é o aniversário deste senhor. Já lhe deram os parabens? Um mestre do Cinema Europeu como jà há poucos...


segunda-feira, agosto 18, 2008

Mann, poeta da noite americana




Carpenter - II


"In France, I'm an auteur; in Germany, a filmmaker; in Britain; a genre film director; and, in the USA, a bum."

"When somebody who makes movies for a living -- either as an actor, writer, producer or director -- lives to be a certain age, you have to admire them. It is an act of courage to make a film -- a courage for which you are not prepared in the rest of life. It is very hard and very destructive. But we do it because we love it. Regardless of how bitter I was a few years ago because of my experiences at the studios, I'm still making films."

"Monsters in movies are us, always us, one way or the other. They're us with hats on. The zombies in George Romero's movies are us. They're hungry. Monsters are us, the dangerous parts of us. The part that wants to destroy. The part of us with the reptile brain. The part of us that's vicious and cruel. We express these in our stories as these monsters out there."

Bond Song nº19 - For Your Eyes Only

Em pleno boom dos anos 80, Sheena Easton escreveu a meias com o maestro Bill Conti (Rocky ou The Right Stuff), esta Bond Song, mediana, mas que se ouve bem. À excepção do delirante inicio, o filme tambem não é nada de especial.

sábado, agosto 16, 2008

The Man Who Shot Liberty Valance (1962)

de John Ford


“When the legend becomes fact, print the legend”. Esta frase célebre e milhentas vezes citada, vem quase sempre à baila, cada vez que se fala do cinema de John Ford. E foi em The Man Who Shot Liberty Valance, que pela primeira vez a ouvimos. Mais que uma citação, esta frase é uma súmula da atitude do grande cineasta. Ford, sempre preferiu a visão lírica e romântica do velho Oeste. Neste filme, além dessas característas, surge também um amargo desencanto, pela passagem do tempo que tudo muda. De certa forma, pode-se comprovar que esta obra maior, foi uma das influencias, para o sublime Unforgiven. Também aqui a imprensa tem um papel fulcral, na criação de mitos e lendas que pouca correspondência terão com a realidade dos factos.

Então quem será o Homem Que Matou Liberty Valance? Terá sido o civilizado advogado Ransom Stodard (sublime James Stewart), que apesar da sua inabalável crença na Ordem e na Lei, é forçado a assumir uma posição de violência que o força a um duelo final? Ou o outro homem, um ícone do Oeste por excelência, Tom Doniphon (John Wayne num dos seus papeis mais complexos e doridos), homem de princípios igualmente fortes, que acredita na resolução de problemas através da lei das armas. A resposta é dada num flashback, dentro de um flashback (Ford era apesar do classicismo um cineasta ousado). Ao nos ser revelada a verdade, toda a ultima meia-hora ganha uma ressonância trágica e emocional, como poucas vezes se viu.

E apesar de James Stewart, Edmond O’ Brien ( hilariante como o jornalista alcoólico), Vera Milles, ou Lee Marvin (num papel diabólico e cruel), este filme pertence ao Duke. O seu Tom Doniphon, é o Oeste. E tal como ele perdeu a mulher amada, para Stweart, também o Oeste desaparece numa das sequencias mais doridas e explosivas do cinema de Ford. A sequencia em que Wayne incendeia a sua casa, símbolo de um amor impossível, numa clara manifestação de o final de uma era, é simplesmente vibrante e tocante. O homem Que matou Liberty Valence, ao fazê-lo, matou também o velho Oeste e torna-se anacrónico. Sem lugar num mundo civilizado. Após isso, apenas há lugar para a amargura, tristeza e morte. Não é à toa que o filme começa e acaba com um velório. O velório de Tom Doniphon / John Wayne. Ou será o velório do Western/John Ford?

Uma obra brilhante.

quinta-feira, agosto 14, 2008

Ford

“Boys; the front office like the rushes. There must be something wrong. We’ll have to keep shooting until we find out what it is…”

"For a director there are commercial rules that it is necessary to obey. In our profession, an artistic failure is nothing; a commercial failure is a sentence. The secret is to make films that please the public and also allow the director to reveal his personality…”

“I didn’t show up at the ceremony to collect any of my first three Oscars. Once I went fishing, another time there was a war on, and on another occasion, I remember, I was suddenly taken drunk…”

“I love making pictures but I don’t like talking about them.”

“When in doubt; make a western…”

terça-feira, agosto 12, 2008

The Bounty (1984)

de Roger Donaldson



Antes de mais esta 3ª versão cinematográfica, da revolta abordo do navio HMS Bounty, é provavelmente a mais realista de todas. Tanto a versão de 1935 como a 1962 são filmes do seu tempo, e optam por um simplismo de personagens, que nesta versão de 1984, é abordada de forma mais complexa e interessante. Tanto Charles Laughton, como Trevor Howard, criaram um Capt. Bligh, cruel, desumano e virtualmente psicótico. O Bligh de Anthony Hopkins, está nos antípodas dessa abordagem. O seu Bligh é leal, sofre, é corajoso, mas no fim é vítima das suas próprias falhas de carácter. É precisamente neste complexo retrato psicológico que reside muita da riqueza deste magnífico filme.

A história por demais conhecida e simples. Em 1787 a Bounty dirige-se às ilhas do Taiti numa longa e perigosa viagem. No regresso a tripulação liderada pelo imediato Roger Christian, amotina-se contra o progressivamente tirânico capitão William Bligh. Enquanto nas outras versões, Bligh e Christian, são inimigos quase de imediato, em The Bounty, descobrimos que há uma amizade que os une. Essa amizade irá progressivamente deteriorar-se com consequencias dramáticas. A causa é o paraíso selvagem e o amor que Christian descobre na Ilha. Bligh cada vez mais incapaz de liderar e controlar os seus homens, enlouquece aos poucos, revelando uma faceta sádica e brutal. Isto causa a revolta liderada por Christian. Bligh é então abondonado à deriva em mar alto. Por fim consegue regressar a Inglaterra, graças a uma grande persistência e pericia marítima. Christian e os seu homens acabam por se refugiar numas ilhas desconhecidas dos mapas.

A direcção de Roger Donaldson ( No Way Out e 13 Days) é eficaz e muito segura. Apesar dos cenários poderem fazer com que caísse na tentação do filme bilhete postal, Donaldson concentra-se nas suas personagens. Os seus dilemas e conflitos, são o cerne do filme. Mel Gibson aguenta muito bem a sua representação, apesar do enorme actor que é Hopkins, lhe roubar quase todas as cenas. O Christian de Gibson é contemplativo e sereno, mas com uma revolta interior latente, que acaba finalmente por explodir, no momento climático do motim. Quanto a Hopkins, que dizer desse Enorme actor, provalmente já na altura um dos melhores do mundo. O seu Bligh oscila entre a simpatia e a crueldade de forma muito humana e verosimil, num trabalho digno de Oscar. Nos secundários, temos um dos melhores casts de sempre, pois alem de Gibson e Hopkins, brilham e destacam-se Laurence Olivier, Edward Fox, Bernard Hill e muito especialmente Liam Neeson e Daniel Day-Lewis em registos que viriam a comprovar o seu enorme talento. Destaque ainda para a magnífica fotografia, a inspirada banda sonora de Vangelis e para os diálogos brilhantes de Robert Bolt (como curiosidade, Bolt era o guionista de eleição do mestre David Lean, que esteve para realizar este filme).

Um filme de aventuras esquecido a redescobrir, por todos aqueles que gostem de vêr enormes actores ao serviço de uma história bem contada.

Carpenter


"I have come here to chew bubblegum and kick ass... and I'm all out of bubblegum."

segunda-feira, julho 21, 2008

Para aqueles que "viveram" os anos 80.

Um blog dedicado exclusivamente, a uma década gloriosa.
Filho dos 80's

"Gary Vicious"

Filme de culto datado de 1985. Sid & Nancy, foi assinado pelo cineasta maldito Alex Cox. Gary Oldman brilha em alta voltagem, num dos seus maiores papéis, na pele de nem mais nem menos, que o baixista dos Sex Pistols, o irrascivel Sid Vicious. Reparem bem na energia visceral deste clip. Brutal! Um filme de culto a (re)descobrir.

domingo, julho 13, 2008

007-Quantum of Solace

Trailer com muito bom aspecto. E pelas imagens, o tom negro e pessimista do anterior, chegou para ficar.

Braveheart (1995)

de Mel Gibson


O épico que pôs o nome de Mel Gibson na lista dos realizadores de sucesso de Hollywood. Gráfico e cru,e ao mesmo tempo romântico e lírico, esta produção de 1995, destaca-se pela imensa paixão que emana do ecrã. O empenho de Mel Gibson em contar a história de William Wallace, o grande herói (a início reluntante) da independência escocesa, é simplesmente notável. O seu personagem emana uma raiva que vem de um interior torturado e amargurado (um pouco como em Mad Max ou Lethal Weapon), onde a única esperança, é um idealismo aguerrido e uma insana fuga para a frente, até libertar a Escócia do seu invasor inglês. Curioso é o facto de as marcas do cineasta já lá estarem todas. Tal como em Passion of The Christ, ou em Apocalypto, as imagens de Braveheart são viscerais, o esquematismo dos vilões é algo básico (especialmente Edward Longshanks) e o herói é um mártir impoluto. Curiosas são também as imagens na terrível sequencia de tortura, onde um plano picado permite uma alusão à cruxificação de Cristo (a que Gibson iria regressar mais tarde noutro filme e de forma muito polémica). É de assinalar a magnifica fotografia de John Toll e a deslumbrante banda sonora de James Horner, sendo o complemento perfeito à visão do realizador. Ou seja, apesar dos seus excessos, Braveheart, é um dos mais conseguidos trabalhos de Mel Gibson, pois a sua paixão pela história e o intenso envolvimento emocional que consegue da parte do espectador, fazem deste filme, um dos mais amados dos últimos 15 anos.

segunda-feira, julho 07, 2008

Relíquia

My Best Friend's Birthday. Que é nem mais nem menos que o primeiríssimo filme de Quentin Tarantino. Interpretado, escrito e realizado pelo próprio. Apesar de algo pobre técnicamente, destacam-se aquele espírito e diálogos Tarantinescos que os seus fãs adoram. 6 anos antes de Reservoir Dogs.

segunda-feira, junho 30, 2008

Filmes da Minha Vida - XI


O ínicio da ascensão de Eastwood ao reino dos autores. Bem, não é bem um ínicio, mas sim uma confirmação. Pois antes tinha havido o tão esquecido Honkytonk Man, que recordo como um dos seus filmes mais luminosos e ao mesmo tempo amargurados. Mas Unforgiven, merece todo o culto que tem à sua volta. Nunca o western foi tão desencantado, poético e seco. É simplesmente um dos retratos mais cruéis da história do cinema. Um caracter studie sem redenção. Aqui o arco do personagem é um arco fatalista, onde a morte é a única verdade na vida de William Munny. E depois Unforgiven está recheado de momentos antológicos. Como aquele diálogo existencialista (mas tão simples) junto a uma árvore. Ou aquela sequência do assassinato de um dos vaqueiros, onde assistimos à dificuldade inerente a tirar uma vida. Ou então, simplesmente aquele olhar do anjo da morte, em que William Munny se tornou, num dos mais terríficos showdowns de qualquer western do cinema. Cru, realista e muito profundo. Um dos filmes maiores de um grande,grande,cineasta.

sábado, junho 21, 2008

Matiné de Sábado

Já lá vão 20 anos, mas este filme tem cojones como mais nenhum! Selvagem, anárquico, cómico, trágico, arrebatador. Salvador, deixa qualquer mariquice feita hoje, a milhas de distancia.

sexta-feira, junho 06, 2008

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