terça-feira, março 04, 2008

No Country For Old Men (2007)

de Ethan e Joel Coen


Há uma cena em No Country for old Men, que me agarrou a atenção e me fez lembrar o porquê de os irmãos Coen, terem sido os meus heróis cinematográficos no início dos anos 90. Lewlind Moss, está sozinho no seu quarto de motel. Lá fora parece estar o assassino psicopata que o persegue, desde que Moss descobriu uma mala cheia de dinheiro. Nessa cena, estamos presos ao ponto de vista de Moss, e isso no universo coeniano, implica ficarmos presos num quarto com um personagem, apenas ouvindo os ruídos, e vislumbrando as ténues variações de luz, que emanam da frincha da porta. Em suma, uma sequência plena de suspense e com uma encenação que nos remete para essa obra esquecida e genial que é Barton Fink.

Claro que não vou revelar o desenlace dessa cena, mas ela surge sensivelmente a meio do filme, e fez-me esperar que grandes momentos viriam aí. Enganei-me em parte. Grandes momentos , apenas só ultimos nos 10 minutos de filme, com os Coen a mostrar todo o poder da elipse, de forma simplesmente genial. Até lá, sequência após sequência, os realizadores, acabam por se repetir em universos e situações já por si explorados com muito mais originalidade e mestria, como foi no caso do superior Fargo. Essa repetição de temas e situações parece-me a mim algo esquemática e prejudicou-me o visionamento do filme. O que nuns casos se pode chamar de marca do autôr, em No Country For Old Men, parece-me sinceramente, desinspiração, pois muitas das situações vividas pelos seus ricos personagens, não parecem fazer nem avançar a trama, nem revelar personagens, e como consequência tornam-se maçadores.

Mas não crendo sêr injusto com o filme, há que referir a obra, tem muitíssimos méritos. Sendo de destacar a fotografia de Roger Deakins, a montagem e como é óbvio num filme dos Coen, as grandes interpretações. Incontornável referir em primeiro lugar a composição intensa e perturbada de Javier Bardem, que consegue transmitir com pouquíssimas palavras, toda a loucura e o mal que emanam do seu Anton Chirguh. Realmente um dos personagens mais assustadores dos ultimos tempos. Tommy Lee Jones como sempre vai bem, e Josh Brolin, é uma revelação com a sua personagem a carregar surpreendentemente bem o peso da história.

No Coutry For Old Men, não é o filme do ano. É sim um belíssimo filme negro, e uma tentativa dos seus excelentes autores regressarem à boa forma. Filme do ano, esse foi outro. Um tal de There Will Be blood…

sábado, fevereiro 23, 2008

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Filmes da Minha Vida - VII


"If you want me to keep my mouth shut, it's gonna cost you some dough. I figure a thousand bucks is reasonable, so I want two. "
Tom Reagen


Assinado em 1990 pelos irmãos Coen, este é daqueles filmes que quem viu não esquece. Apostados em homenagear um dos seus autores favoritos, Dashiel Hammet, os Coen, assinam este portentoso trabalho, recheado de referências cinéfilas a vários filmes de gangsters. Envolvido no meio de uma guerra de gangs, Tom Reagen (Gabriel Byrne no papel da sua vida) irá têr de escolher entre a lealdade ao seu patrão (um poderoso Albert Finney) ou à companhia da mulher que o ama (Marcia Gay Harden). Mas será que tudo é o que parece? Como diz a certa altura um dos personagens: “Up is Down. Black is White.”O tom é nilista e extremamente negro, e a violência explosiva não é para todos. Tem um enredo complexo e genial, uma fotografia deslumbrante, uma realização de mestre e interpretações inesquéciveis. E depois para além disso tudo, há aquela música fantasmagórica de Carter Burwell, plena de nostalgia e melancolia. Perfeita neste mundo único que é Millers Crossing. Fracasso de bilheteira na altura da sua estreia, Millers Crossing conquistou o estatuto de filme de culto e destaca-se como um filme fundamental no universo dos Coen, sendo o seu trabalho mais bem conseguido até hoje. Para mim, uma obra-prima apaixonante.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Top Harrison Ford

Nº1: BLADE RUNNER


Nº2 : TRILOGIA INDIANA JONES



Nº3: WITNESS

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Alien (1979)

de Ridley Scott


“No espaço ninguém vos ouvirá gritar”, dizia a inspirada tagline deste clássico de 1979. Nessa frase encontrava-se sintetizada a mescla de géneros que é Alien, o terror e a FC, dois dos mais populares géneros do cinema. E é precisamente nessa mistura, que Alien tem os seus pontos mais fortes. Os ameaçadores corredores da Nostromo, o isolamento dos personagens, a claustrofobia dos espaços e um monstro como até então o cinema não tinha visto, foram elementos fulcrais para aquele que é considerado por muitos, um dos filmes mais assustadores da história.

Esse sucesso, deve-se principalmente ao apurado sentido visual de Ridley Scott, que dá uma verdadeira lição em construção de ambiente, para criação de tensão. A sua direcção é sempre precisa e graciosa, alternando essa tensão em crescendo, com momentos-choque (a 1ª aparição do alien na mesa de refeições, e a revelação do androide, são momentos marcantes). Nunca até então se tinha visto algo tão pessimista e desesperante na ficção-científica. Pena é que o guião de Dan O’ Bannon, não acompanhe o requinte de Scott, e por vezes caia por vezes em lugares comnuns da série B (afinal de contas Alien é um Monster Movie).

Marcando a estreia da excelente Sigourney Weaver no cinema, Alien tem direito ainda a um elenco de fantásticos secundários que vão de Harry Dean Stanton a John Hurt (com direito a uma das mortes mais chocantes do cinema). Mas mais que os actores, as verdadeiras estrelas estão do lado dos técnicos. Não como criadores de espectáculo visual de encher o olho (como é a moda agora com o CGI), mas como criadores de uma ilusão que remexe e agita os sentidos do espectador até pontos quase insoportáveis. Nesse campo técnico, além da mestria de Scott, há que dar um grande destaque à banda sonora inquietante de Jerry Goldsmith assim como ao magnífico e criativo trabalho sonoro de Derrick Leather, que contribui e de que maneira para a sensação de terror sempre presente neste verdadeiro marco do cinema moderno.

Um clássico que tem envelhecido bem. A revêr.

Votação Oscars - Resultados

MELHOR FILME: No Country For Old Men


MELHOR REALIZADOR: Paul Thomas Anderson

Votação Melhor FC - Resultados

Blade Runner
6 (46%)

Matrix
4 (30%)
Saga Star Wars
2 (15%)
2001
1 (7%)
Metropolis
0 (0%)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

A harmonia no set com Klaus Kinski

Red Carpet - A passadeira do Cinema

(cliquem na imagem para ir para o site)
Um novo espaço na net, exclusivamente dedicado à 7ª arte. Tem excelentes contéudos, como notícias, críticas, passatempos e uma revista mensal. Passem por lá que vale a pena.

Save Me - Aimee Mann

Realização: Paul Thomas Anderson

domingo, fevereiro 17, 2008

The Kingdom (2007)

de Peter Berg

Um grupo do FBI liderado por um oscarizado Jamie Foxx, chega a Riade com o objectivo de descobrir e capturar os autores de um sangrento atentado que custou a vida de centenas de civis americanos e assim como sauditas. Pelo caminho o grupo americano é acompanhado por um coronel da polícia local (Ashraf Barhom), que os ajudará a encontrar a célula terrorista.

É com esta premissa algo simplista, que o actor tornado realizador Peter Berg, assina esta produção do brilhante Michael Mann. Para que conste, Mann esteve numa fase inicial para realizar este projecto, decidindo mais tarde realizar Miami Vice e entregar os comandos do filme a Peter Berg. Berg tem um estilo “televisivo” de câmara ao ombro que sinceramente não parece funcionar em The Kingdom. O realizador revela uma certa inaptidão para filmar as cenas dramáticas. Isso deve-se ao seu estilo aleatório e sem critério, onde a escala de planos é feita ao calhas e de forma muito atrapalhada. A juntar a esse problema, temos uma montagem igualmente em piloto automático. The Kingdom consegue ter mais cortes por segundo que qualquer filme do trolha Michael Bay. A edição às três pancadas cria um efeito de confusão quando aqui se pretendia dinamismo e tensão.

Mas the Kingdom é um mau filme? Não, não é. E isso deve-se ao excelente último terço de filme. Aí sim, a montagem e o estilo televisivo tão intromissores até aí, revelam-se surpreendentemente adequados, pois o filme entra em alta velocidade a partir daí. Um óbvio destaque à sequência na auto-estrada, em que o realismo, acção e espectacularidade são sinceramente de cortar a respiração. Pena foi Berg, não se ter apercebido que apesar de um filme ter um estilo, isso não implica filmar uma conversa da mesma forma que filma um tiroteio. É a velha questão da forma e do contéudo.

No capítulo dos actores, estes não comprometem, mas também não deslumbram. Isso é mais notório nos casos de Jennifer Garner e Chris Cooper, que defendem como podem as suas personagens subdesenvolvidas. Jamie Foox e Ashraf Barhom (os protagonistas), destacam-se pela química que conseguem atingir, e pela credibilidade das suas actuações.

Em suma, The Kingdom é um filme desequilibrado e prejudicado por uma primeira metade servida por uma realização e edição trapalhonas. Salvando-se na segunda parte em que essa realização acerta o seu rumo e nos presenteia com algumas das mais fulgurantes sequências de acção dos últimos anos. Sinceramente fiquei com a sensação de se ter perdido a oportunidade de se fazer um grande filme.

Uma nota ainda para o brilhante final, que sintetiza na perfeição, toda a ambiguidade moral que está inerente à natureza de qualquer guerra.

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O trailer do ano!

Não Haverá Sangue na Margem Sul


O épico que está a ser considerado o melhor filme do ano um pouco por todo lado. Um dos grandes candidatos aos Oscars, com 8 nomeações. O regresso triunfal do genial Paul Thomas Anderson. A confirmação do talento desmesurado de Daniel Day-Lewis. Enfim o filme pelo qual espero há perto de um ano ... não tem direito a estreia em cinema na Margem Sul do Tejo. É curioso que os multiuplex's Forum Almada, Rio Sul e Freeport Alcochete que na sua totalidade perfazem mais de 30 salas não tenham nem uma para There Will Be Blood. E o mesmo se aplica às restantes salas do distrito de Setúbal. Será que é a forma das distribuidoras dizerem que bom cinema só na capital. Nós grunhos (ou será camelos?) da Margem sul, só gostamos mesmo é de Jumpers, Rambos e Cloverfields. É nestas alturas que penso nas palavras do nosso ministro Mário Lino. Querem vêr que ele tem razão? Ou será que os camelos estão nas distribuidoras? Resta-me pagar a portagem ...vemo-nos no Monumental!

ps- Fiquei curioso com esta situação e fui investigar se era mal apenas aqui do deserto. E o que descobri foi: There Will Be Blood está em 13 salas a nível nacional. A distribuição é a seguinte: 8 cópias em Lisboa, 4 no Porto e 1 em Coimbra. Os restantes cinéfilos que se fod...

A violência no cinema

"People love seeing violence and horrible things. The human being is bad and he can't stand more than five minutes of happiness. Put him in a dark theater and ask him to look at two hours of happiness and he'd walk out or fall asleep"
Paul Verhoeven

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Recordando Roy Scheider

O adeus à vida de Roy Scheider, pela mão do genial Bob Fosse, num filme verdadeiramente único. A melhor e mais sincera despedida que qualquer artista poderia deixar. Neste caso Fosse e Scheider. Paz para ambos. No cinema são imortais.

Bye Bye Roy

R.I.P
Roy Scheider
1932-2008

Mas que raio é que se está a passar neste ínicio de ano? Agora foi um dos actores favoritos da minha adolescência. Roy Scheider faleceu ontem vítima de doença prolongada O corajoso chefe Brody de Jaws, o estoico Frank Murphy de Blue Thunder, ou o genial e auto-destrutivo Joe Gidion de All That Jazz. So long Roy...

domingo, fevereiro 10, 2008

In The Valley of Ellah (2007)

de Paul Haggis

Esta película pertinente e actual, marca o regresso de Paul Haggis à realização, após os oscars e o sucesso de Crash. Tommy Lee Jones num registo dorido e em subtil underacting, tem um forte papel no personagem do ex-militar que procura descobrir o que aconteceu ao seu filho recem chegado do Iraque. Durante a sua investigação, irá ser auxiliado por uma civil, interpretada por Charlize Theron. Os dois irão descobrir uma verdade inesperada e assustadora que irá pôr em causa todas as suas convicções.

A inicio, In The Valley of Elah, parece situar-se em terrenos semelhantes ao magnífico Missing (o execelente thriller político assinado em 82 por Costa-Gavras). Más após a primeira parte, já sabemos o que aconteceu ao militar desaparecido. A questão torna-se descobrir o que causou aquela tragédia. E é nesse processo de descoberta, que se encontra a riqueza deste filme. Se de início, há insinuações de um possível “cover-up” por parte dos militares, o inteligentíssimo guião de Paul Haggis, acaba por renegar esse lugar-comum e começa a trocar as voltas ao espectador, habituado aos clichés típicos neste género de filme. Haggis encontra-se muito mais interessado numa humanização (ou desumanização) dos seus personagens. O mistério que realmente lhe interessa, é descobrir o porquê das consequências que as guerras têm nos seus intervenientes. Esse é o verdadeiro mistério, deste filme algo surpreendente.

A fotografia de Roger Deakins (este ano com duas nomeações) valoriza bastante o trabalho de Haggis, com composições originais e eficazes, que reforçam o tom de justeza da narrativa. Haggis dirige com mão segura os belíssimos actores ao seu dispor. A haver reticicencias nesse capítulo, elas cairiam no papel algo superficial de Charlize Theron, que peca por ser um pouco sub-desenvolvido. Mas no geral não é nada que prejudique esta inteligente longa-metragem com tons anti-belicistas, que acaba por levantar mais perguntas, que respostas.

Em suma In The Valley of Elah vem comprovar o talento imenso de dois senhores: o primeiro de seu nome Paul Haggis como um dos mais talentosos e originais guionistas de Hollywood. O segundo de seu nome Tommy Lee Jones, comprova o porquê de sêr simplesmente um dos maiores actores da actualidade.

Wall Street (1987)

de Oliver Stone

Em 1987, Oliver Stone, carregado com o prestígio alcançado com o sucesso e os Oscars de Platoon, passou das selvas do Vietname, para as selvas urbanas da alta finança de Wall Street. Nas palavras do realizador, essa foi a continuação natural de um antigo guião seu, o já mítico Scarface. Se nesse clássico o sub-texto da narrativa era impulsionado pelo consumismo implacável e desenfreado do início dos anos 80, em Wall Street a crítica torna-se mais acutilante e de certa forma realista. Aqui os gangsters dão lugar aos iupies da alta finança, sedentos de poder financeiro e desprovidos de valores éticos e morais. Essa filosofia é sintetizada de forma brilhante no célebre discurso proferido pelo personagem de Michael Douglas: “greed is good”.

No casting, Stone é brilhante como sempre. Resgatando de novo o seu alter ego da altura, o “desaparecido” Charlie Sheen, como o idealista Bud Fox, que lentamente se deixa corromper pelo maquiavélico Gordon Gekko. Gekko é interpretado por Douglas, com um sentido de timing e uma aura implacável que tornam este personagem um dos grandes vilões do cinema. Douglas ganharia um merecido Oscar com o seu papel. Outra jogada de casting brilhante, é a escolha do sempre seguro Martin Sheen, para o papel do íntegro pai de Fox, nem mais nem menos que o seu pai na vida real.

Stone com a sua dinâmica realização, consegue tornar um filme, que por tendência natural tenderia para o palavroso, em algo com bastante entretenimento e que nunca aborrece o espectador. Filmado quase como um documentário (utilizando por vezes takes longuíssimos sem cortes), Wall Street, tem aquele tipo de energia nervosa, que mais tarde explodiria nos trabalhos seguintes de Oliver Stone.

Em suma, um dos grandes filmes dos anos 80, e um belo conto moral, que funciona a vários níveis, criticando fortemente o espírito que reinava na altura: “Money never sleeps pal!”


quinta-feira, fevereiro 07, 2008

O 1º post do Blog de Hank Moody

Hell-A Magazin Blog Number 1:
Hank hates you all. A few things I've learned in my travel through this crazy little thing called life.One: A morning of awkwardness is far better than a night of loneliness.Two: I probably won't go down in history, but I will go down on your sister.And three: While I'm down there it might be nice to see a hint of pubis. I'm not talking about a huge seventies playboy bush or anything, just something that reminds me that I'm performing cunnilingus on an adult. But I guess the larger question is: Why is the city of angels so hellbent on destroying its female population?

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Manoel de Oliveira: O Documentário e a Arte em geral

Apesar de não ser fã dos seus ultimos filmes, é admirável a sabedoria das suas palavras e a sua lucidez nesta excelente entrevista.

Californication - 1ª season

série de Tom Kapinos

“You can't snort a line of coke off a woman’s ass and not wonder about her hopes and dreams, it's not gentlemanly.”

Hank Moody

Hank Moody é um escritor em plena crise: com "writers block" (que nas suas palavras é algo que não dá muito jeito) , alcoólico, sarcástico e viciado em sexo. A sua vida gira em torno de encontros sexuais, com mulheres fáceis e perturbadas que encontra em bares, stands de automóveis ou livrarias. Mas apesar desse lado depravado, há algo muito mais profundo em Hank, que funciona como catalizador para este comportamento: as suas recorrentes tentativas de regresso para a sua ex-mulher que o abandonou e está prestes a casar com outro homem. A filha adolescente de Hank funciona como único pólo de equilíbrio, na sua depravada existência.

Está achada uma das melhores séries de 2007. Com um humor políticamente incorrecto e recheada de sexo, alcoól e palavrões, esta série mesmo assim contem uma inesperada e tocante profundidade. David Duchovny no papel da sua vida (que lhe valeu um Globo de Ouro) está surpreendente na sua composição de escritor frustrado e desiludido com o rumo que a sua vida levou. Quem o viu como Mulder nos X-Files, terá uma valente surpresa com a sua magoada composição de Hank Moody.

Com uma escrita acutilante e inspiradíssima, esta série de Tom Kapinos vêm mais uma vez provar a pujança da actual produção televisiva norte-americana. Por vezes cómicas, outras vezes trágicas, as desventuras de Hank são um reflexo da sociedade em que vivemos, onde a ausência de valores, o desnorte emocional, a não comunicação e as famílias destruídas, são cada vez mais frequentes. A melancolia e as magníficas tiradas que Hank dispara contra todas as direcções desta sociedade à deriva, contribuem para analisarmos e reflectirmos o nosso lugar no mundo.

Poderá ser considerada uma série nilista e excessiva, mas o tom hilariante e por vezes trágico, dão-lhe um intenso sabor a verdade. Isso e a ausência de tabus ou clichés, fazem de Californication uma das melhores e mais arrojadas séries do ano! Um must.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

terça-feira, janeiro 22, 2008

Choque!

HEATH LEDGER
1979 - 2008
R.I.P

Um dos mais promissores e talentosos actores de Hollywood, foi encontrado morto no seu apartamento. Uma grande perda para o mundo da representação e do cinema. Tinha apenas 28 anos. A triste notícia encontra-se aqui.


Aproveito, e em jeito de homenagem, deixo aqui um dos finais mais tristes da história do cinema. O olhar sofrido deste grande actor, transmite toda a dôr e desgosto do seu personagem, de forma, sublime. So long Heath...

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Hitch Blonds

Nº3
Tippi Hedren


Nº2
Grace Kelly


Nº 1
Kim Novak

5 injustiças

Filmes nomeados para melhor realização pelos Academy Awards:

Psycho (1960)
Rear Window (1954)
Spellbound (1945)
Lifeboat (1944)
Rebecca (1940)

O realizador em questão, apesar das nomeações, acabou sempre de mãos a abanar. Justiça em prémios? Não em Hollywood!

sexta-feira, janeiro 18, 2008

Rope (1948)

de Alfred Hitchcock

A premissa simples e inspirada em factos verídicos, gira em torno de dois amigos que cometem um assassinato apenas para provar a sua superioridade intelectual. Para cúmulo decidem convidar todos os amigos do falecido para uma festa em que a mesa de comes e bebes é é uma arca que no seu interior contém …o morto. Mas entre os convidados está o seu antigo professôr (James Stewart), que no decorrer da festa começa a desconfiar que algo está errado.

O brilhantismo deste filme, pouco referido na obra do mestre do suspense (o seu 1º a cores), é algo que deve ser destacado de imediato. Filmado como se fosse um enorme plano sequência, só não o é devído às limitações técnicas da altura (as bobines só levavam 10 minutos de fita), mas que Hitchcock, consegue camuflar escondendo os cortes no escuro das costas dos personagens em momentos chave. Além desse desafio temporal, há o desafio espacial uma vez que todo o filme decorre num único local, um apartamento. Mais tarde outros filmes do mestre partilhariam esta característica, Dial M For Murder e a obra-prima Rear Window.

A encenação e virtuosismo visual, que com movimentos de câmara precisos e enquadramentos únicos, consegue criar um enorme clima de suspense ( a cena da criada a arrumar a mesa), assim como escapar à limitação do espaço, criando cinema e não teatro filmado. O que é admirável na forma como Hitch filma, é a sua capacidade para virar o jogo, tornando o espectador cumplíce do que se está a passar em todos os momentos, ficando os personagens muitas vezes para trás. Nesse capítulo, o realizador dava cartas como nínguem.

Além do virtuosismo técnico, há o tom deliciosamente cómico e macabro que caracteriza os melhores filmes do mestre. A forma como os dois assassinos jogam com a situação que criaram e a maneira como Hitch filma essa situação, faz com que personagens e realizador, partilhem do mesmo gozo de estar um passo à frente do jogo. As interpretações são todas sólidas, destando-se um seguro James Stewart (a sua 1ª de muitas colaborações com Hitch) , que no final leva uma grande lição de vida (ou será de morte?) e um maquiavélico John Dahll, sempre com tiradas de um humor negro inspiradíssimo. De salientar também a magnífica galeria de personagens secundários, que acabam por humanizar e contextualizar o personagem que se encontra morto na arca

Em suma, Rope é um filme pura e simplesmente brilhante! Sendo provavelmente aquele mais experimental e formalmente ousado, na obra desse grande génio, a quem tantos cineastas devem (e cinéfilos já agora), de seu nome Alfred Hitchcock.

A propósito de Colombo...

... o Melhor!

quinta-feira, janeiro 17, 2008

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Estreia mundial

Meu Querido Portugal

Vencedores dos Golden Globes

Destaque para Johnny Depp, Daniel Day-Lewis e os fantásticos irmãos Coen.


BEST MOTION PICTURE – DRAMA
ATONEMENT
Working Title Films Limited; Focus Features

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE – DRAMA
JULIE CHRISTIE
Away From Her

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE – DRAMA
DANIEL DAY-LEWIS
There Will Be Blood

BEST MOTION PICTURE – COMEDY OR MUSICAL
SWEENEY TODD: THE DEMON BARBER OF FLEET STREET

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A MOTION PICTURE – COMEDY OR MUSICAL
MARION COTILLARD
La Vie En Rose

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A MOTION PICTURE – COMEDY OR MUSICAL
JOHNNY DEPP
Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street

BEST ANIMATED FEATURE FILM
RATATOUILLE

BEST FOREIGN LANGUAGE FILM
THE DIVING BELL AND THE BUTTERFLY – FRANCE AND USA

BEST PERFORMANCE BY AN ACTRESS IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE CATE BLANCHETT
I’m Not There

BEST PERFORMANCE BY AN ACTOR IN A SUPPORTING ROLE IN A MOTION PICTURE
JAVIER BARDEM
No Country for Old Men

BEST DIRECTOR – MOTION PICTURE
JULIAN SCHNABEL
The Diving Bell and the Butterfly

BEST SCREENPLAY – MOTION PICTURE
ETHAN COEN & JOEL COEN
No Country for Old Men

BEST ORIGINAL SCORE – MOTION PICTURE
DARIO MARIANELLI
Atonement

BEST ORIGINAL SONG – MOTION PICTURE
“GUARANTEED” — INTO THE WILD
Music & Lyrics by: Eddie Vedder

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Clint + Kevin = Um filme perfeito

E a belíssima música que ouvimos é também do senhor Eastwood himself!

terça-feira, janeiro 08, 2008

Juventude continua a marchar!

Um total de 106 (!!!) críticos de cinema de publicações prestigiadas como a «Film Comment», «New Yorker», «Variety» e «The New York Times» participou na iniciativa promovida, pelo segundo ano consecutivo, pela revista online Indiewire.

O filme foi distinguido pela crítica norte-americana nas categorias de:
Melhor Filme
Melhor Realizador
Melhor Actriz Secundária (Vanda Duarte)
Melhor Fotografia.

Mais um merecido reconhecimento para o grande Pedro Costa! Uma prova que ainda há esperança para o cinema em Portugal...

Timothy Treadwell e a insanidade

Excerto do fantástico documentário de Werner Herzog.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

O estado do nosso Cinema

Sinopse de Corrupção
Um Presidente, interpretado por Nicolau Breyner, deixa-se caír nas malhas da corrupção. Um inspector da Judiciária e uma prostituta de luxo, unem esforços para arranjar as provas que incriminem o corrupto Presidente...

Sinopse de Call Girl
Um Presidente, interpretado por Nicolau Breyner, deixa-se caír nas malhas da corrupção. Um inspector da Judiciária e uma prostituta de luxo, unem esforços para arranjar as provas que incriminem o corrupto Presidente...

domingo, janeiro 06, 2008

Filmes da Minha Vida - VI

A pérola na filmografia de Spielberg. A par do recente Munique, é o seu filme mais realista, pertinente e pessoal. Aquando da sua estreia vi-o pelo menos 3 vezes em sala. As interpretações são únicas: o magnetismo assombroso de Liam Neeson e a malovolência que Ralph Fiennes emana. A fotografia é um achado: a primeira colaboração entre o cineasta e o brilhante Janus Kaminski, transmite toda a melancolia e tristeza que a história conta. A montagem de Michael Kahan é original e francamente virtuosa, conseguindo com o simples poder de um corte entre dois planos, falar mais que mil palavras. A banda sonora é imortal: aqueles acordes de Itzhak Perlman e John Williams, arrepiam sempre que os oiço. E por fim a realização, o verdadeiro ás de trunfo desta magnífica obra de arte, que é do mais cinematográfico e inspirado que Spielberg alguma vez conseguiu, com inúmeros momentos transcendentes que levam o espectador numa viagem com tanto de horrível, como de sublime.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

quarta-feira, dezembro 26, 2007

CineBalanço 2007

Extremamente subjectiva como são todas as listas, mas mesmo assim creio ser um apanhado justo das alegrias e desilusões dos filmes que descobri neste ano que finda.
OS 10 MAIS:

Palombella Rossa (1989) Nanni Moretti
Sátira inspirada e delirante, com o surreal de moretti a vir ao de cima, num jogo de polo intervalado por lunáticos políticos, canções de Bruce Springsteen e o Doutor Zhivago. Brilhante!

Grizzly Man (2006) Werner Herzog
Documentário sui generis, (re)construído a partir dos vídeos de um personagem-limite como só Herzog consegue mostrar. Arrepiante e comovente ao mesmo tempo.

Elephant (2003) Gus Van Sant
A justeza e o distanciamento da câmara de Van Sant, fazem deste, um dos filmes essenciais do cinema moderno. Manipulação do tempo, espaço e pontos de vista, executados de forma magistral.

Tarde Demais (2000) José Nascimento
Um filme atípico no pasmante panorama nacional. Servido por 4 grandes interpretações, com uma fotografia deslumbrante e um realismo que marca e fere. Um filme injustamente esquecido!

Lisboetas (2005) Sergio Trefaut
Documentário com uma abordagem única a um tema actual e pertinente. Nunca recorrendo a sentimentalismos fáceis, tem um dos grandes finais a que já pude assistir num filme.

Death Proof (2007) Quentin Tarantino
Regresso do génio louco ao território da série B. Tarantino divertiu-nos (e divertiu-se) na desconstrução de todos os clichés do género, numa abordagem cartoonesca completamente delirante.

Children of Men (2006) Alfonso Cuaron
Os seus planos-sequência irão concerteza ficar na história do cinema. Mais que o guião ou os actores, a realização de Cuaron é a estrela do filme, numa abordagem com tanto de díficil, como de brilhante. Hitchcock teria orgulho.

La Messa é Finita (1985) Nanni Moretti
O lado mais negro e dramático de Moretti, que mais tarde voltaria com La Stanza Del Figlio. Apesar de alguma comédia ligeira lá estar, este é um dos seus filmes mais incómodos e magoados. Portanto um dos seus melhores!

Bianca (1983) Nanni Moretti
Outro filme brilhante do génio italiano. Fusão entre policial e comédia dramática, é um dos seus filmes mais acessíveis e ao mesmo tempo mais desconcertantes.

American Psycho (2000) Marry Harron
Frio, distanciado e implacável. A revelação que foi a monstruosa interpretação de Christian Bale numa sátira inspirada, que critíca ferozmente o consumismo e artificialismo dos 80's. Um filme choque e marcante.

Destaque também para as grandes desilusões que foram:
OS 3 MENOS:

O Caimão (2007) Nanni Moretti
Comédia dramática excessivamente politizada, que parece ter sido realizada por um qualquer realizador mediano. O filme mais anémico da carreira de Moretti.

The Fountain (2007) Daren Aranofsky
Uma grande confusão de temas aliada a pretensões metafísicas que sinceramente não me convenceram. Safa-se um Hugh Jackman fenomenal, mas após o brilhante Requiem for a Dream, sabe a muito pouco.

World Trade Center (2006) Oliver Stone
Um filme conformista, patriótico (no mau sentido) e aborrecido. Podia ter sido realizado por um tarefeiro de telefilmes, que o resultado seria o mesmo. Para mim a desilusão do ano.

sábado, dezembro 22, 2007

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Finalmente!


Este é o presente de natal que este ano ofereço a mim mesmo.
Com 3 comentários áudio e um documentário sobre a feitura do filme (com a duração de 3horas!).
Portanto fãs desta obra-prima, agarrem nos 19.95€ e tudo a correr para a FNAC.
Aproveito para desejar um feliz Natal (recheado de prendas deste calibre) a todos os visitantes e amigos blogueiros.

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Globos de Ouro 2007

Best Motion Picture - Drama
American Gangster
Atonement
Eastern Promises
The Great Debaters
Michael Clayton
No Country For Old Men
There Will Be Blood

Best Director - Motion Picture
Tim Burton – Sweeney Todd
Ethan Coen, Joel Coen – No Country For Old Men
Julian Schnabel – The Diving Bell And The Butterfly
Ridley Scott – American Gangster
Joe Wright – Atonement

Best Screenplay - Motion Picture
Atonement
Written by Christopher Hampton
Charlie Wilson's War
Written by Aaron Sorkin
The Diving Bell And The Butterfly
Written by Ronald Harwood
Juno
Written by Diablo Cody
No Country For Old Men
Written by Ethan Coen, Joel Coen

Best Performance by an Actress in a Motion Picture - Drama
Cate Blanchett – Elizabeth: The Golden Age
Julie Christie – Away From Her
Jodie Foster – The Brave One
Angelina Jolie – A Mighty Heart
Keira Knightley – Atonement

Best Performance by an Actor in a Motion Picture - Drama
George Clooney – Michael Clayton
Daniel Day-Lewis – There Will Be Blood
James McAvoy – Atonement
Viggo Mortensen – Eastern Promises
Denzel Washington – American Gangster

Best Motion Picture - Musical Or Comedy
Across The Universe
Charlie Wilson's War
Hairspray
Juno
Sweeney Todd


Best Performance by an Actress in a Motion Picture - Musical or Comedy
Amy Adams – Enchanted
Nikki Blonsky – Hairspray
Helena Bonham Carter – Sweeney Todd
Marion Cotillard – La Vie En Rose
Ellen Page – Juno

Best Performance by an Actor in a Motion Picture - Musical Or Comedy
Johnny Depp – Sweeney Todd
Ryan Gosling – Lars and the Real Girl
Tom Hanks – Charlie Wilson's War
Philip Seymour Hoffman – The Savages
John C. Reilly – Walk Hard: The Dewey Cox Story

Best Performance by an Actress In A Supporting Role in a Motion Picture
Cate Blanchett – I'm Not There
Julia Roberts – Charlie Wilson's War
Saoirse Ronan – Atonement
Amy Ryan – Gone Baby Gone
Tilda Swinton – Michael Clayton

Best Performance by an Actor In A Supporting Role in a Motion Picture
Casey Affleck – The Assassination Of Jesse James By The Coward Robert Ford
Javier Bardem – No Country For Old Men
Philip Seymour Hoffman – Charlie Wilson's War
John Travolta – Hairspray
Tom Wilkinson – Michael Clayton

Best Original Score - Motion Picture
Grace Is Gone
Composed by Clint Eastwood
The Kite Runner
Composed by Alberto Iglesias
Atonement
Composed by Dario Marianelli
Eastern Promises
Composed by Howard Shore
Into The Wild
Composed by Eddie Vedder, Michael Brook, Kaki King

The Good Old Vice

Episódio: To Have And To Hold (5ªtemporada)
Memórias das oportunidades perdidas, com uma grande faixa de Chris de Burgh a acompanhar.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Honestidade cinematográfica

"Haverá sempre, como nesse filme com o Ventura, um oceano entre eu e ele, eu não poderei jamais passar para o lado dele, eu não saberia atravessar esse oceano para passar para o lado dele, e nem quero, acho que é mais interessante contar com esse abismo, esse silêncio, de uma pessoa de uma outra classe social que a minha, eu não nasci naquela classe, não tive a mesma vida que ele...Ventura dizia isso todos os dias, quase sem dizer : “nós estamos aqui fazendo um filme sobre mim, sobre o meu passado, mas você nunca saberá o que eu sofri”.E eu não posso sequer imaginar o que ele sofreu. Eu não posso representar o que ele sofreu, ou lutou, e ganhou. Eu nunca poderei ser ele. Portanto, essa distância no cinema é visível, sempre foi, para o bem e para o mal."

Podem ler a versão integral, desta reveladora entrevista a Pedro Costa, no excelente The Last Picture Show

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Juventude em Marcha vence prémio dos críticos de L.A.

Foi premiado esta noite com o prestigiante prémio de melhor filme independente/experiental a obra Juventude em Marcha, de Pedro Costa. Além do prestígio que traz, este prémio representa a merecida consagração do seu talentoso realizador. Muitos Parabéns!

Filmes da Minha Vida - V

Autoretrato narcisista para alguns. Obra de arte corajosa, original e única para outros. No meu caso revejo-me na 2ª posição. Dívidido em 3 segmentos (Vespa, Ilhas e Médicos) Caro Diario é um retrato fascinante e surpreendente ao lado pessoal, emocional e intelectual de um dos maiores nomes do cinema mundial. O 1º segmento está cheio de referências incontornáveis na memória deste cinéfilo. Os passeios de Moretti por uma Roma deserta ao som de Leonard Cohen, ou a visita a um desolado monumento dedicado a Pier Paolo Pasolini ao som de Keith Jarret. Vespa é o capítulo mais sensorial. O 2º segmento é uma sátira à sociedade italiana, abordando um tema recorrente na obra de Nanni Moretti, a incomunicabilidade (magníficamente representada pelas ilhas em questão) Ilhas é o capítulo cómico e satírico. A 3º e último segmento, é o meu favorito dos 3. Médicos, é um retrato cómico e ao mesmo tempo comovente, da odisseia que Moretti viveu na realidade, ao tentar descobrir a origem de uma misteriosa doença que o afligiu durante um ano. Neste segmento temos uma 1ª cena em que Moretti se filma numa situação real e em que partilha directamente com o espectador um momento verdadeiramente doloroso. Médicos é o capítulo mais pertinente e emocional. Uma obra hilariante, dramática, sensível e poética. Um filme que revejo vezes sem fim e que é uma verdadeira fonte de inspiração.

Passagem de testemunho

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