Podem ler a versão integral, desta reveladora entrevista a Pedro Costa, no excelente The Last Picture Show
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Honestidade cinematográfica
Podem ler a versão integral, desta reveladora entrevista a Pedro Costa, no excelente The Last Picture Show
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Juventude em Marcha vence prémio dos críticos de L.A.
Filmes da Minha Vida - V
domingo, dezembro 09, 2007
Groundhog Day (1993)
Imagine que acordava todos os dias à mesma hora, com a mesma música no rádio, no mesmo local e no mesmo dia do ano, vendo sempre as mesmas pessoas envolvidas exatamente nas mesmas situações dia após dia. A início a situação leva-o à incredulidade, depois ao desespero que o conduzem às tentativas de suicídio. Mais tarde à ocorre-lhe manipular os outros à sua volta, mas por fim acaba por descobrir sentimentos que desconhecia: a compaixão e finalmente, o amor.
A partir desta original permissa, Harold Ramis (o Egon dos Ghostbusters), assina uma das mais inventivas e brilhantes comédias dos anos 90. A sua realização discreta mas eficaz q.b., potencializa ao máximo e em igual medida, os elementos cómicos e dramáticos da inverosímil situação do protagonista. A mão de Ramis, nunca treme, contando a história de uma forma tão dinâmica e suave que o espectador é agarrado desde o primeiro segundo, nas história que se desenrola. A culpa é tambem repartida pelo magnífico guião, que de uma trama única, cria uma série de conflitos (interiores e exteriores) ora cómicos ora dramáticos ao personagem do magnífico Bill Murray.
Muito antes de Wes Anderson, ou Sofia Coppola, descobrirem a sua faceta mais dramática, foi neste Groundhog Day, que Murray começou a revelar o seu lado mais melancólico. É extramente credível a angústia existencial que o seu papel transmite sem recurso a tiques ou excessos, mas sim de uma forma subtil e talentosa.
Em suma, um dos filmes mais originais que sairam de Hollywood, e que com o tempo acabou por ganhar um merecido estatuto de filme de culto.
Momento Sublime
Um grande momento de Moretti
quinta-feira, dezembro 06, 2007
domingo, dezembro 02, 2007
Votação Nova Vaga Americana - resultados
Aqui fica um exemplo do génio e mestria deste cineasta brilhante. Esta é uma das minhas cenas favoritas do magnífico Boogie Nights. Plena de uma tensão desconcertante, de um humor delirante e de um desespero latente no excelente Mark Walberg.
Espero que gostem!
quarta-feira, novembro 28, 2007
Filmes da Minha Vida - IV
sexta-feira, novembro 23, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
Filmes da Minha Vida - III
quarta-feira, novembro 21, 2007
As bandas sonoras favoritas de 8 ilustres senhores
- "With not a second of hesitation David Mansfield's music for Heaven's Gate (1980). Its the one movie soundtrack that I can listen to on its own. And then it's also the very soul of this film. Somehow it embodies everything the movie is reaching for, especially a heartbreaking sense of time passing. I remember the catch line on the poster, it went something like (I'm not sure of the precise wording) what one loves in life is things that fade. Usually this is stuff to make fun of, in this case it was pure poetry to me. And exactly what Mansfield's soundtrack is about.”
- "The Thief of Baghdad (1940), also, Spellbound (1945)- - the same composer, actually. They are just memorable, seemed to catch the essence of the film. But there are many great ones. I thought the recent work of John Williams on Catch Me If You Can (2002), was a great score, wonderful orchestration...really helped the film work very well."
- "A film called The Big Silence (1968), directed by Sergio Corbucci with music by Ennio Morricone. It's completely different from everything else that he did."
- "The music for The Godfather and The Godfather Part II (1972, 1974). Aside from the brilliant casting of actors we fall in love with, nothing provided a source of identification with the characters more than the score. Music should always reflect something that is not present in the rest of the movie. Here, the score provided a heartfelt loss of innocence, a yearning for a simpler yet more desperate time for that family. It kept the family's unspoken wish for itself alive."
- "I find Paul Thomas Anderson's way of using music in his films extraordinary. Usually he doesn't cut the music in to pieces; he uses the entire piece, and mixes it with the dialogs in a loud level. I don't know any other director who has the courage to do this. It works very well. The soundtrack I like best, from all of his films, is the one from Punch-drunk Love (2002)."
- "In recent times I liked Clint Mansell's score for Requiem for a Dream (2000), which still hangs in my head. It's haunting and powerful as it subliminally tweaks at your nerve-ends - viscerally ratcheting up the emotional stakes from bar to bar and shot to shot."
- "A big question. There are so many, and they all work so differently – from a big, beautiful score for full orchestra like Jerome Moross' for Wyler's The Big Country (1958) or David Raksin's for Force of Evil (1948), to a more modern score with very spare instrumentation, like Giovanni Fusco's for L'Avventura (1960) or Hans Werner Henze's for Resnais' Muriel (1963). I suppose that if I were hard-pressed to answer this question – and I suppose I am – I'd have to say Bernard Herrmann's score for Vertigo (1958). Hitchcock's film is about obsession, which means that it's about circling back to the same moment, again and again. Which is probably why there are so many spirals and circles in the imagery – Stewart following Novak in the car, the staircase at the tower, the way Novak's hair is styled, the camera movement that circles around Stewart and Novak after she's completed her transformation in the hotel room, not to mention Saul Bass' brilliant opening credits, or that amazing animated dream sequence. And the music is also built around spirals and circles, fulfilment and despair. Herrmann really understood what Hitchcock was going for – he wanted to penetrate to the heart of obsession."
- "My all-time favourite soundtrack is Miles Davis' score to Louis Malle's 1958 masterpiece Lift to the Scaffold. What I like(d) so much about it, was its spontaneity. Miles Davis apparently just stood in front of the screen and played along to the film. Utterly cool."
Estas são as deles. A minha provavelmente será Dances With Wolves de John Barry. E vocês?
terça-feira, novembro 20, 2007
Inveja de cineasta ?
"He's making movies because he needs to make a certain amount of money because he has a big family and many previous wives."
Será que sou só eu, ou o senhor Coppola está com uma grande dose de dôr de corno? Tendo em conta que Scorsese foi dos poucos a manifestar-se contra Youth Without Youth, é fácil deduzir de onde vêm esta palavras...
Votação Corrupção - Resultados
segunda-feira, novembro 19, 2007
Filmes da Minha Vida - II
domingo, novembro 18, 2007
War of The Roses (1989)
Mais que um Mr. E Mrs. Smith, aqui a guerra é total. Nesta comédia muito negra vale tudo: da destruição de mobília, à matança de animais de estimação, ou a rega de um peixe para jantar, com um condimento muito duvidoso. Os Rose são implacáveis, e na sua selvagem batalha, não há lugar para prisioneiros. Das situações de discussão do dia a dia, assistimos a uma escalada no conflito que rapidamente entra no reino do puro nonsense, mas nunca caindo no tom de cartoon. Aqui o nonsense é cruel e negro.
Letters From Iwo Jima (2006)
Este prenúncio de morte, está omnipresente na primeira parte, revelando-se com toda a sua crueza na segunda metade do filme. É de louvar a opção de Eastwood, de mergulhar fundo na mentalidade que está por detrás de seres humanos que preferem a morte à desonrra da derrota. E é de seres humanos que o filme de Eastwood se trata. Um pouco à maneira do superior The Thin Red Line, aqui, o realizador mostra o lado do homem por detrás do soldado, recorrendo a flashbacks particularmente eficazes, que criam a empatia necessária com os personagens.
Além da mão segura de Eastwood, ou das excelentes interpretações do elenco, é de destacar a fotografia de Tom Stern, que com as suas imagens esbatidas e praticamente vazias de côr, dão o tom sombrio e fúnebre, perfeitamente adequado à trágica história que contam.
Um filme que obriga a reflectir sobre a natureza e a crueldade da guerra.