terça-feira, novembro 20, 2007
Votação Corrupção - Resultados
segunda-feira, novembro 19, 2007
Filmes da Minha Vida - II
domingo, novembro 18, 2007
War of The Roses (1989)
Mais que um Mr. E Mrs. Smith, aqui a guerra é total. Nesta comédia muito negra vale tudo: da destruição de mobília, à matança de animais de estimação, ou a rega de um peixe para jantar, com um condimento muito duvidoso. Os Rose são implacáveis, e na sua selvagem batalha, não há lugar para prisioneiros. Das situações de discussão do dia a dia, assistimos a uma escalada no conflito que rapidamente entra no reino do puro nonsense, mas nunca caindo no tom de cartoon. Aqui o nonsense é cruel e negro.
Letters From Iwo Jima (2006)
Este prenúncio de morte, está omnipresente na primeira parte, revelando-se com toda a sua crueza na segunda metade do filme. É de louvar a opção de Eastwood, de mergulhar fundo na mentalidade que está por detrás de seres humanos que preferem a morte à desonrra da derrota. E é de seres humanos que o filme de Eastwood se trata. Um pouco à maneira do superior The Thin Red Line, aqui, o realizador mostra o lado do homem por detrás do soldado, recorrendo a flashbacks particularmente eficazes, que criam a empatia necessária com os personagens.
Além da mão segura de Eastwood, ou das excelentes interpretações do elenco, é de destacar a fotografia de Tom Stern, que com as suas imagens esbatidas e praticamente vazias de côr, dão o tom sombrio e fúnebre, perfeitamente adequado à trágica história que contam.
Um filme que obriga a reflectir sobre a natureza e a crueldade da guerra.
quinta-feira, novembro 15, 2007
Scorsese e a Violência
quarta-feira, novembro 14, 2007
Grizzly Man (2005)
É precisamente essa divergência de visões do mundo entre os dois cineastas (sim porque grande parte do filme vive das imagens filmadas por Treadwell), que torna ocasionalmente, Grizzly Man um objecto fascinante como há muito eu não via. Isso e a revelação da perturbada personalidade de Treadwell, que apesar de tentar construir uma personna aventureira e idealista, nas mãos de Herzog, acaba por revelar um lado muito mais negro. Muito mais que o conceito inicial das suas imagens pretendia. Herzog mostra todo o poder da sua montagem, e ao decidir não fazer o corte em momentos aparentemente banais, como Treadwell a encenar para a câmara a conclusão de mais uma época de observação, revela subitamente uma personalidade maníaca e psicótica, mas ao mesmo tempo estranhamente comovente.
Um documentário essencial e inesquécivel.
Fatal Atraction (1987)
Glenn Close e Michael Douglas, incendeiam o ecrã com uma quimica tórrida e cenas de sexo intensas e escaldantes (para a altura). Close vai particularmente bem, conseguindo alternar a loucura latente da sua personagem, com uma fragilidade tocante que vem ao de cima de forma particularmente subtil. Ela é, por mérito seu e do seu realizador, uma das grandes vilãs, da história do cinema, podendo ombrear sem problemas com outros monstros como Hannibal Lecter, ou John Doe. Douglas vai seguro e não compromete, no papel do homem comum que num momento de luxuria, se deixa arrastar para um pesadelo que não estava nos seus planos. Quanto a Anne Archer, no papel de esposa traída, também vai segura, emanando uma beleza, simples e desarmante, conjugada com uma força interior que será fulcral para o final da história.
Um thriller inteligente e provocador, com grandes interpretações e um realizador inspirado. Um clássico a redescobrir.
sexta-feira, novembro 09, 2007
Filmes da Minha Vida - I
quarta-feira, novembro 07, 2007
10 anos de Razzies
1996 Striptease de Andrew Bergman
1997 The Postman de Kevin Costner
1998 An Alan Smithee Film: Burn Hollywood Burn de Alan Smithee
1999 Wild Wild West de Barry Sonnefeld
2000 Batlefield Earth de Roger Christian
2001 Freddy Got Fingered de Tom Green
2002 Swept Away de Guy Ritchie
2003 Gigli de Martin Brest
2004 Catwoman de Pitof
2005 Dirty Love de John Mallory Usher
2006 Basic Instinct 2 de Michael Caton Jones
quarta-feira, outubro 31, 2007
Votação Irmãos Coen - Resultados
Millers Crossing (1990)
The Big Lebowski (1998)
terça-feira, outubro 30, 2007
Top 5 - Cinema de Oliver Stone
4º - Natural Born Killers.
O filme bomba de uma década. Está para os anos 90 como A Clockwork Orange para os anos 70. Inovador, iconoclasta e subversivo, NBK é uma inteligente e bombástica sátira à violência na sociedade e no cinema. Escrito por Tarantino e reescrito por Stone. Genial!
3º - JFK.
O filme polémico. A revista a um dos momentos mais traumáticos da história norte-americana: o assassinato de John F. Kennedy. Visualmente frenético, com uma pulsão imparável, Stone deixa no ar a possibilidade de uma conspiração nas mais altas esferas do governo americano estar por detrás do assassinato do malogrado Kennedy (o que lhe valeu uma injusta fama de maluquinho das conspirações). Independentemente disso, há inteligência e talento q.b., de um genial cineasta que tem em JFK um dos seus mais belos filmes. Destaque para Kevin costner num grande papel.
2º - SALVADOR.
O filme revelação. Mergulho na torturada América Latina, e na guerra civil em El Salvador. James Woods (genia e nomeado para Oscarl) e James Belushi, são o par de escroques, alcoólicos, sexistas e vulgares, que em busca de mulheres fáceis e bebida barata, acabam por se deparar com um verdadeiro genocídio apoiado pelo governo norte-americano de Reagan. Com um humor selvagem e com cenas de uma brutalidade chocante (e por vezes tocante) Salvador, é dos filmes mais emocionais e directos de Stone. Ou seja: um dos seus melhores.
1º - PLATOON.
O filme sucesso. Fortemente autobiográfico, retrato impiedoso, cruel e realista da guerra do Vietname, (onde o próprio Stone combateu). Os soldados de Platoon não são nem bonzinhos nem heróicos. Uns bebem, drogam-se, assassinam e violam. Mas outros também são capazes da amizade, da entreajuda, da compaixão e finalmente da redenção. No final a Guerra a todos muda, e a todos marca. Charlie Sheen num grande papel, assim como Tom Berenger e Willem Dafoe, constituem o potente trio de actores. O filme mais forte, mais dramático, mais corajoso, mais marcante, mais tudo! O Melhor de um cineasta apaixonante, muito pouco reconhecido em Portugal. Ao qual, deixo desde já, esta pequena homenagem.
quinta-feira, outubro 25, 2007
Grande embrulhada
quarta-feira, outubro 24, 2007
terça-feira, outubro 23, 2007
Cinemateca em Marcha
JUVENTUDE EM MARCHA de Pedro Costa
"Pedro Costa volta à comunidade do Bairro das Fontaínhas depois de OSSOS e NO QUARTO DA VANDA: “Em JUVENTUDE EM MARCHA, o bairro está já destruído e segui um dos seus residentes, Ventura. É um filme sobre um homem que carrega um passado, um homem com fantasmas. O filme também lida com a relação filial (…). É uma história de fidelidade ao nascimento de um bairro, e Ventura contribui muito para esta história de fidelidade”. "
Sexta-feira (dia 26) 21:30 Sala Dr. Félix Ribeiro
Com a presença de Pedro Costa
domingo, outubro 21, 2007
Crimson Tide (1995)
Com produção de Jerry Bruckheimer e realizado com mão segura por Tony Scott , Crimson Tide é dos melhores filmes do britânico até à data. A gestão da tensão é feita de forma eficiente e em crescendo. Os habituais exageros estílisticos de Scott, estão quase ausentes, reforçando assim a importância dos personagens e aumentando a claustrofobia do espaço do submarino.
Servido por um argumento, muito bem trabalhado, que consegue dar-nos a entender perfeitamente as motivações tanto de Ramsey, como de Hunter, sendo perfeitamente plausível a escalada de conflito entre os dois homens. O argumentista Michael Schiffer, nunca recorre a saídas fáceis, e opta pelo desenvolvimento dos personagens, em detrimento da pirotecnia de artifícios, a que este tipo de história poderia levar. Como nota curisosa, é de salientar que Tarantino trabalhou no guião a convite de Scott, para reforçar alguns diálogos, como facilmente se percebe na cena do Silver Surfer.
Apesar do leque de actores fortíssimo, onde se incluem Jason Robards, George Dzundza, Viggo Mortenssen ou James Gandolfini (muito antes dos Sopranos) , Crimson Tide, aposta tudo e bem, nos seus principais: uns enormes Gene Hackman e Denzel Washington, que dão uma verdadeira lição da arte de bem representar, apesar dos seus estilos diferentes. São impressionantes as cenas de confronto entre os dois gigantes, tal é a intensidade, a pura força e carisma que ambos emanam, sendo quanto a mim as grandes mais valias deste belíssimo filme.
sexta-feira, outubro 19, 2007
Brava Dança
A não perder! Hoje às 23.30 na TV2
quinta-feira, outubro 18, 2007
Trainspotting (1996)
Recheado de uma galeria de figurões extremamente coloridos e divertidos. Eles são, o protagonista Mark Renton (Ewan Mcgregor), com a sua filosofia de escolher cavalo em vez de escolher a vida. Simon “Sick Boy” (Johnny Lee Miller) o grande teórico de Sean Connery e engatão incorrigível. Spud (Ewen Bremmer, o drogado de bom coração com uma grande apetência para defecar em camas estranhas e para se encher de speeds nas entrevistas de emprego. E finalmente o psicótico e paranóico “Franco” Begbie (Robert Carlyle), perigoso, irrascível e sempre na vertigem da violência. Todos os actores, estão à altura dos papéis, conseguindo dar o toque humano essencial, na composição destas bizarras personagens. Outro ponto fortíssimo, é a adaptação que o argumentista John Hodge fez do livro de Welsh. Hodge combina personagens e situações do livro, mantendo-se sempre fiel ao espírito da obra original. É de salientar que o livro tinha uma estrutura não linear algo complexa, que Hodge escolheu contar de forma mais tradicional e eficaz.
E para final o melhor: a virtuosa realização de Danny Boyle. O realizador parece ter sido possuído pelo mesmo espírito febril dos seus personagens. Personagens esses, que nunca em momento algum são julgados pela câmara de Boyle. A sua realização nunca recorre a saídas fáceis e prefere manter-se do lado dos seus heróis(?) até às ultimas consequências (incluíndo um delírio numa cena de antologia na pior casa de banho da Escócia). A encenação arrojada e destemida, o uso de grandes angulares que distorcem e alienam os personagens, uma montagem frenética e inovadora, a manipulação de sons, conjugada com a pujante banda sonora (Underworld, Iggy Pop, Lou Reed), revelam aqui o melhor momento da carreira de Danny Boyle.
Um dos melhores filmes dos anos 90, e obrigatório para (quase) todos.
sexta-feira, outubro 12, 2007
Isto não é uma crítica
Devo de ir ser bombardeado mas cá vai:
1-Argumento muito mal desenvolvido e personagens estereotipadas
2-Deconexão total entre as três histórias (especialmente a do sec.XVI e sec.XXI)
3-Uma realização académica e repetitiva (aqueles POV picados)de Aranofsky
4-Apagamento de todos os secundários para dar lugar ao par Jackman/Weiz
5- Um final que tem tanto de supostamente místico, como de piroso a tresandar a incenso New Age (aquela pose de meditação espacial desafia o rídiculo)
Filme falhado e desiquilibrado? Parece-me que sim e que nem com revisionamentos melhorará muito.
Quem quiser um filme verdadeiramente romântico com uma pulsão de morte, sugiro-lhe The English Patient
quinta-feira, outubro 11, 2007
Votação Cineasta Europeu - Resultados
1º
LARS VON TRIER (7 votos 31%)
2º - Win Wenders (6 votos 26%)
3º - Nanni Moretti (5 votos 21 %)
4º - Mike Leigh (3 votos 13%)