COMENTÁRIO EM BREVE
sábado, abril 21, 2007
sexta-feira, abril 20, 2007
Os Filhos do Homem (2006)
Filme apocalíptico, mas com uma mensagem de esperança. Confesso que quando estreou não me cativou especialmente ao ponto de o ir ver em sala, mas após muitos amigos meus, elogiarem com tanta paixão a qualidade da narrativa assim como das proezas técnicas do filme, lá me convenci e fui vê-lo.
Posso desde já dizer, que é um dos filmes mais audaciosos a nível técnico que estrearam nos últimos anos. Cuaron volta à forma que tanto sucesso lhe trouxe com o aclamado e belíssimo E a tua Mãe Também. Ou seja, aos planos sequência, que têm como efeito imediato o arrastamento e a imersão do espectador, nas imagens e na história que se desenrola perante os seus olhos, criando uma sensação de cinema documental, o que é de louvar numa história passada num contexto futurista. Mas nem só de proezas técnicas vive o filme, a história tem um conceito assombroso e original: o fim da humanidade causado pela infertelidade e as suas repercurssões na nossa sociedade. O argumento funciona também como metáfora, para os tempos de intolerância que vivemos, para com os estranhos que vêm de outro países. Também nesse capítulo este Filhos do Homem marca pontos pela sua actualidade.
No capítulo das representações, destque para um Clive Owen que continua com passo seguro rumo ao estrelato na composição do atomentado Theo e um excentrico e hilariante Michael Caine, na pele de um químico com muito humor e bom coração.
Em suma, um dos grandes filmes de 2006 e o regresso de Alfonso Cuaron à boa forma depois dos desapontantes Grandes Esperanças e especialmente o muito fraquinho Harry Potter (brrrrrr).
A Favor: o brilhantismo da realização de Alfonso Cuaron, a fotografia, a história e especialmente a magnífica sequência final que para mim é inesquecível!
Contra: apesar da originalidade da premissa, o argumento arrasta-se um pouco e certas personagens aparecem fugazmente e não trazem nada de novo.
quarta-feira, abril 18, 2007
Lisboetas (2006)
Não é só da América que o cinema documental dá cartas, um pouco por todo mundo o fulgor documental torna-se evidente. E é com muita satisfação que vejo aqui neste nosso Portugal, surgirem trabalhos como este. Dotado de uma pertinência actualíssima, de uma humanidade tocante e de um forte sentido de mensagem, este Lisboetas foi para mim uma revelação, pois além de comovente (sem ser lamechas), têm uma estrutura muito bem montada e abriu-me os olhos para uma realidade que nos escapa a nós portugueses.
Vencedor do Grande prémio do Indie Lisboa, e foi inteiramente merecido. Bravo Seigio Trufaut!
A Favor: a estrutura, os depoimentos dos emigrantes e a simplicidade e elegância da realização de Sérgio Trufaut
Contra: a meio arrasta-se um pouco, mas nada que lhe melindre os muitos méritos que tem.
segunda-feira, abril 09, 2007
segunda-feira, março 26, 2007
domingo, março 25, 2007
sábado, março 17, 2007
sábado, março 10, 2007
À Procura de Bobby Fischer (1993)
Filme de estreia na realização do argumentista Steven Zaillian (A Qualquer Custo), que teve em 93 um ano com sabor a Oscar com o argumento do mítico A Lista de Schindler. À Procura de Bobby Fischer, conta a história de um talento precoce do xadrez, e da sua dificuldade em equilibrar a sua vida de rapaz de 7 anos, com a tremenda exigência de uma carreira de jogador de xadrez profissional ao mais alto nível. No geral é um filme equilibrado, que não deslumbra, mas cativa, devido às magníficas interpretações e à qualidade da escrita. Nas interpretações um grande destaque para Ben Kingsley (que também entrou na já referida Lista de Schindler desse mesmo ano) e para um grande Joe Mantegna, que infelizmente anda desaparecido do grande ecrâ.
A Favor: Joe Mantegna, Ben Kingsley, A fantástica fotografia do mestre Conrad L. Hall e a qualidade do argumento
Contra: Uma realização algo académica e certinha (no mau sentido)
segunda-feira, março 05, 2007
O Último Rei da Escócia (2006)
Filme duro e chocante por vezes, O Último Rei da Escócia, narra a ascenção e o começo da queda do ditador ugandês, o brutal Idi Amin, pelos olhos do seu médico pessoal.
O Último rei da Escócia, faz por vezes lembrar uma tragédia Shakesperiana, uma vez que acompanhamos a progressiva loucura de um rei (Amin), e a progressiva perda de valores morais do seu mais próximo conselheiro (o médico). A realização em estilo documental de Kevin Mcdonald, é segura. O argumento por vezes arrasta-se um pouco, especialmente a meio do filme. A fotografia de Anthony Dod Mantle, colaborador habitual do génio-louco Von Trier, é dinâmica e atenta aos pormenores. No campo dos actores, destaque para uma Gillian Anderson, longe dos tempos de X-Filles e com muito pouco tempo de antena, e de um consistente James McAvoy que aguenta bem os choques com o gigante Forrest Whitaker.
Este último, sem dúvida o grande às de trunfo desta produção, uma vez que a sua representação, magnética, assustadora, insana e trágica, incendeia por completo o ecrã, deixando o espectador completamente rendido à melhor interpretação de 2006.
A favor: Forrest Whitaker, Forrest Whitaker, a banda sonora e Forrest Whitaker
Contra: um argumento arrastado a meio do filme e um fraco desenvolvimento da personagem de Gillian Anderson (sem culpas para esta).
quinta-feira, março 01, 2007
Dr. T e as Mulheres (2000)
Datado de 2000, esta refrescante comédia dramática, aborda a vida louca de um ginecologista e das mulheres que o rodeiam. Altman aqui no seu pico de forma, gere de forma soberba as muitas personagens deste belo filme. Destaque para Richard Gere num underacting algo surpreendente mas completamente adequado. Equilibrando realismo e surrealismo, Dr. T e as mulheres é um dos últimos bons filmes desse grande senhor do cinema americano chamado Robert Altman.
A favor: Richard Gere, Farraw Fawcett e a realização de Robert Altman
Contra: uma banda sonora insoportável, e uma irritante Kate Hudson
The Keep (1983)
domingo, fevereiro 25, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
segunda-feira, janeiro 29, 2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
quinta-feira, janeiro 04, 2007
A Máscara de Zorro (1998)
Filme de aventuras leve, com acção vertiginosa e muito humor. O dedo do todo poderoso produtor executivo Steven Spielberg, faz-se sentir em toda a narrativa assim como nos gags visuais, ofuscando o trabalho do competente Martin Campbell.
Anthony Hopkins espalha a sua imensa classe, Catherine Zeta-Jones emana sensualidade e beleza, Stuart Wilson vai muito bem como político aproveitador, mas a grande estrela da companhia é um António Banderas que parece ter nascido para o papel de Zorro, tal é o à vontade que encara as situações cómicas como nas cenas de acção (e são muitas!).
Destaque ainda para a exótica e belíssima banda sonora do grande James Horner.
A favor: Os actores, o humor, as acrobacias e Spielberg
Contra: Apesar do bom trabalho dos actores as personagens são caricaturas
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Babel (2006)

De Alejandro Inañarritu, o autor dos sublimes Amor-Cão e 21 Gramas, chega-nos este vendaval de cinema realista e ao mesmo tempo poético, em que 4 histórias convergem para uma alegoria sobre a não comunicação e a fatalidade do destino na sociedade do Sec.XXI.
Um destaque muito grande para as interpretações, para uma fotografia arrebatadora e para uma realização inspíradíssima. Um dos grandes filmes deste ano que finda!




