quinta-feira, junho 28, 2007

João César Monteiro ...Único!

Excerto da mítica entrevista de João César Monteiro, acerca da polémica em redor do seu filme-negro Branca de Neve:

Entrevistadora: Dizem as más linguas...
César Monteiro, com calma e candura: - Eu quero que as más línguas se fodam!
Entrevistadora: - O público Português...
César Monteiro: -Eu quero que o público Português se foda!

Goste-se ou não, concorde-se ou não, este senhor tinha uma coragem e frontalidade de se louvar. No panorama imbecil e pedante do cinema português era o verdadeiro iconoclasta.

Descansa em paz grande César!

quarta-feira, junho 27, 2007

Blade Runner - Special Edition

Finalmente!
A Warner Bros. anunciou que irá lançar este ano a edição especial do melhor filme de FC de sempre! Edição essa que irá estar recheada de extras imperdíveis.
Eu por mim estou oficialmente em pulgas pelo seu lançamento!


Boogie Nights - O dvd desaparecido

Serei só eu a estranhar o facto do magnífico Boogie Nights de Paul Thomas Anderson, ainda não ter saído em dvd aqui em Portugal?

segunda-feira, junho 25, 2007

citação idiota da semana

"The united states government as just aked us to save the world. Anybody wants to say no?"
Bruce Willis in armageddon


- A mim pagaram-me 15 milhões + percentagem, para entrar nesta m&%#@. E a ti?

domingo, junho 24, 2007

A Idade da Inocência (1993)

de Martin Scorsese


À terceira foi de vez. Finalmente atingiu-me em cheio esta obra maior de Martin Scorsese. Estreado em 1993, em pleno apogeu de Scorsese (Goodfellas e Cape Fear sairam quase em simultâneo), A Idade da Inocência é à primeira vista uma mudança de registo radical da obra do seu realizador. Foi exactamente essa mudança que me afastou deste filme, até agora. Porquê, essa mudança é apenas aparente, os temas estão todos lá, a culpa, a paixão, os códigos da sociedade, a atenção obcessiva a todos os rituais, e mais que esses elementos todos, a mágoa romantica dilacerante de um amor perdido que em alguns filmes de Scorsese funciona como subtexto (New York New York, Raging Bull, Life Lessons, Casino).

Mais que um filme sobre uma sociedade nova iorquina do sec XIX, parece-me óbvio que este é um dos filmes mais pessoais da carreira de Scorsese. Técnicamente é como qualquer Scorsese, irresistível e irrepreensivel. Os Push Ins, os Travellings, os blends. São a marca de um autor em máxima força e abordando cada cena com toda a sua paixão e arte.

Recheado de momentos inesquéciveis, A Idade de Inocência, mostra-nos um outro Scorsese, mais melancólico, ponderado, diria mesmo maduro, onde a violência, provem mais das aparências e das regras de uma sociedade implacavelmente conservadora, que destroi os sonhos daqueles que se procuram libertar-se dos seus códigos opressores.

Para finalizar é de destacar um final de partir o coração, em que conseguimos vislumbrar claramente a alma (ou o coração) do seu realizador.

Magnífico!

sábado, junho 23, 2007

Diamante de Sangue (2006)

de Edward Zwick

De Edward Zwick, espero sempre algo de bom. O seu Glory (1989) , é um dos filmes da minha vida. No caso de Blood Diamond, as minhas expectativas não sairam frustradas (como tinha acontecido com o muito académico Last Samurai).

Tal como em Glory, Zwick retrata de forma intensa e realista a loucura e a barbárie da guerra e assina um filme denuncia poderoso e por vezes comovente. Apesar de uma história algo convencional (o bandido oportunista que descobre ter um bom coração e o pai integro que faz tudo para reunir a sua família), o filme aguenta muito bem as suas duas horas de duração. E isso acontece devido à força da denuncia do seu tema, às fortíssimas interpretações de DiCaprio e de Huston, assim como a sublime fotografia do "nosso" Eduardo Serra.

Blood Diamond, não estáo ao nível de Glory, mas é muito superior a Last Samurai, e tem a virtude de denunciar ao mundo, uma situação desumana e trágica, que infelizmente já nem tem espaço nos telejornais.

sexta-feira, junho 22, 2007

Top 100 AFI - 2ª parte

A bold estão os meus favoritos e a itálico aqueles que acho não merecerem estar no top 100.















1. Citizen Kane (1941)
2. The Godfather (1972)
3. Casablanca (1942)
4. Raging Bull (1980)
5. Singing in the Rain (1952)
6. Gone with the Wind (1939)
7. Lawrence of Arabia (1962)
8. Schindler’s List (1993)
9. Vertigo (1958)
10. Wizard of Oz (1939)
11. City Lights (1931)
12. The Searchers (1956)
13. Star Wars (1977)
14. Psycho (1960)
15. 2001: A Space Odyssey (1968)
16. Sunset Blvd (1950)
17. The Graduate (1967)
18. The General (1927)
19. On the Waterfront (1954)
20. It’s A Wonderful Life (1946)
21. Chinatown (1974)
22. Some Like it Hot (1959)
23. The Grapes of Wrath (1940)
24. E.T. The Extra-Terrestrial (1982)
25. To Kill a Mockingbird (1962)
26. Mr. Smith Goes to Washington (1939)
27. High Noon (1952)
28. All About Eve (1950)
29. Double Indemnity (1944)
30. Apocalypse Now (1979)
31. The Maltese Falcon (1941)
32. The Godfather, Part II (1974)
33. One Flew Over the Cuckoo’s Next (1975)
34. Snow White and the Seven Dwarves (1937)
35. Annie Hall (1977)
36. The Bridge on the River Kwai (1941)
37. The Best Years of Our Lives (1946)
38. The Treasure of the Sierra Madre (1948)
39. Dr. Strangelove (1964)
40. The Sound of Music (1965)
41. King Kong (1933)
42. Bonnie and Clyde (1967)
43. Midnight Cowboy (1969)
44. The Philadelphia Story (1940)
45. Shane (1953)
46. It Happened One Night (1934)
47. A Streetcar Named Desire (1951)
48. Rear Window (1954)
49. Intolerance (1916)
50. The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001)

Top 100 AFI - 1ª parte

A bold estão os meus favoritos e a itálico aqueles que acho não merecerem estar no top 100.












51. West Side Story (1961)
52. Taxi Driver (1976)
53. The Deer Hunter (1978)
54. M*A*S*H* (1970)
55. North By Northwest (1959)
56. Jaws (1975)
57. Rocky (1976)
58. The Gold Rush (1925)
59. Nashville (1975)
60. Duck Soup (1933)
61. Sullivan’s Travels (1941)
62. American Graffiti (1973)
63. Cabaret (1972)
64. Network (1976)
65. The African Queen (1951)
66. Raiders of the Lost Ark (1981)
67. Who’s Afraid of Virginia Woolf (1966)
68. Unforgiven (1992)
69. Tootsie (1982)
70. A Clockwork Orange (1971)
71. Saving Private Ryan (1998)
72. The Shawshank Redemption (1994)
73. Butch Cassidy and the Sundance Kid (1969)
74. Silence of the Lambs (1991)
75. In the Heat of the Night (1967)
76. Forest Gump (1994)
77. All the President’s Men (1976)
78. Modern Times (1936)
79. The Wild Bunch (1969)
80. The Apartment (1960)
81. Spartacus (1960)
82. Sunrise (1927)
83. Titanic (1997)
84. Easy Rider (1969)
85. A Night at the Opera (1935)
86. Platoon (1986)
87. 12 Angry Men (1957)
88. Bringing Up Baby (1938)
89. The Sixth Sense (1999)
90. Swing Time (1936)
91. Sophie’s Choice (1982)
92. Goodfellas (1990)
93. The French Connection(1971)
94. Pulp Fiction (1994)
95. The Last Picture Show (1971)
96. Do the Right Thing (1989)
97. Blade Runner (1982)
98. Yankee Doodle Dandy (1942)
99. Toy Story (1995)
100. Ben-Hur (1959)

terça-feira, junho 19, 2007

Roger Corman em Portugal

Um dos mais importantes produtores/realizadores norte-americanos, estará em Portugal a convite da Cinemateca, para a inauguração do ciclo de cinema em sua honra. De destacar que Corman, foi o responsável pelo aparecimento de jovens cineastas como: Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Peter Bogdonovich, John Milius, Joe Dante, Jonathan Demme...e isto só para citar alguns.

domingo, junho 17, 2007

aula de cinema

Entrevista da BBC dividida em 7 partes.
Nela, Scorsese fala da sua carreira e dos filmes da sua vida, com um entusiasmo apaixonante e inspirador.

Uma verdadeira lição de cinema, nas palavras e imagens de um mestre.
















Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4
Parte 5 Parte 6 Parte 7

a good screenplay

Numa altura que ando a relêr o excelente Oliver Stone Interviews, da já obrigatória série Conversations with Filmmakers, deixo aqui uma citação neste domingo dedicado ao trabalho de escrita.

"I don´t think a good director can make a good film with a bad screenplay, but a bad director can deliver an acceptable film if he has a good screenplay."

Oliver Stone

terça-feira, junho 12, 2007

Orfeu (2005)

História de um amor que supera a própria morte.
Realização: Luís Alves e Armanda Claro
Elenco: Ivo Canelas, Albano Jerónimo e Neuza
Duração: 5 min
Orfeu

Add to My Profile More Videos

segunda-feira, junho 11, 2007

Happy Birthday ...

... Mr. Hugh Laurie ...aka Doctor House

sexta-feira, junho 08, 2007

TOP 5 Cop Shows

Aqui vai a lista de séries policiais, que considero serem as melhores que já vi até hoje em televisão.
E já agora uma proposta: que tal colocarem aqui o vosso TOP 5 pessoal?
Um Abraço para todos os que visitam este espaço.

Nº 1
MIAMI VICESérie de Michael Mann.
A minha favorita de todos os tempos. O estilo, a música, as histórias, os personagens, a montagem. Tudo se conjuga de forma sublime, numa das mais revolucionárias séries de tv de sempre, responsável por subverter muitas convenções das séries policiais da altura. Apesar de criticada por ter muito estilo e pouco conteúdo, basta ver-mos meia –duzia de episódios, para nos aperceber-mos da falsidade dessa acusação. Miami Vice tem um estilo MTV é verdade, mas nunca abdica do seu conteúdo em favor desse estilo. Muitos são os episódios em que um magnífico Crockett (inesquecível Don Johnson), acaba devastado em freeze frame, após um final negríssimo. A luz de Miami é perfeitamente balançada com o negrume do certos episódios. Destaque para o poderio cinemático desta obra-prima, em que muitos episódios são autênticos filmes por si só. Genial e inesquécivel.
(em breve um artigo mais aprofundado dedicado a esta série)

Nº2
HILL STREET BLUES
Série de David Bocho.
O inesquecível Capitão Furillo e seus companheiros, deram-nos esta verdadeira jóia que ficou no coração de todos quantos assistiam religiosamente às suas aventurase desventuras. Antecedeu a balada de Nova Iorque, com um realismo das ruas, assim como excelentes personagens escritas por David Bocho e magnificamente interpretadas por todo o elenco. O marco da policial , puro e duro por excelência.


Nº3
CRIME STORY
Série de Michael Mann.
Em pleno apogeu do sucesso de Miami Vice, Michael Mann, produziu esta abordagem policial em tom épico, da luta incessante do obcecado Tenente Torelli ( magnífico Dennis Farina ) contra o impiedosos Ray Luca. A particularidade desta série, é que por vezes os polícias são tão implacáveis quantos os criminosos, diluindo assim as fronteiras entre os dois (a grande marca do cinema de Mann). Magnífica reconstituição de época e fantástica banda-sonora com óbvio destaque para o tema de abertura, Runaway de Del Shannon.

Nº4
NTPD BLUE
- série de David Bocho
Levando ainda mais longe o conceito apresentado em Hill Street Blues, David Bocho produziu e escreveu esta série avassaladora. Deniz Franz, David Caruso e posteriormente Jimmy Smiths, têm excelentes desempenhos numa série que marcou novas fronteiras na violencia em TV , e que foi a grande percursora tanto do realismo televisivo que agora está tão em voga, como estilisticamente é a grande responsável dos estilo "guerrilha" de câmara ao ombro que agora é tão utilizado em grande parte das séries de hoje.

Nº5
X- Files Série de Chris Cárter.
Ok, não é 100% policial, mas a sua narrativa consistia numa investigações que cruzavam o policial com a FC. Magníficos episódios, superiormente escritos e com um mistérios constante bem suportado pela excelente dupla de protagonistas David Duchovny e Gillian Anderson. Alguns episódios são assustadoramente inesquecíveis. A versão cinematográfica também não é nada de deitar fora.

Robert De Niro em Portugal

Convidado de Honra do Lisbon Village Festival, Robert De Niro inaugurou hoje, no palácio das Galveias, a exposição de pintura dedicada à obra de do seu pai Robert De Niro Sr.

Esta coisa já enjoa...e muito!

Só consigo escrever uma coisa: Não vi e não gostei!


terça-feira, junho 05, 2007

A beleza pictórica do HD em Miami Vice

O que eu gosto destes planos ...


segunda-feira, junho 04, 2007

Eu Carolina - The Movie

Escrito e realizado pelo casal Leonor Pinhão e João Botelho, baseado no polémico livro Eu Carolina. Este filme promete fazer correr muita, muita tinta...
Tem estreia prevista para o fim do ano. Até lá fiquem com a apresentação dos actores principais, que quanto a mim, estão muito bem escolhidos.

Nicolau Breyner
Pinto da Costa

Margarida Vila Nova
Carolina Salgado

quarta-feira, maio 30, 2007

TOP 10 de Michael Mann

Uma lista que junta senhores tão distintos como Scorsese, Ford, Eisenstein, Coppola ou Murnau. Nas palavras do próprio Michael Mann, aqui vai o TOP 10 dos filmes da sua vida.

Michael Mann

Realizador
Argumentista
Produtor





Apocalypse Now (Coppola)
Coppola made the ephemeral dynamics of the mass psyche's celebratory nihilism, its self-destructive urges and transience, concrete and operatic. A fabulous picture.

Battleship Potemkin (Eisenstein)
Eisenstein invented not just film form, but a dialectical theory of the construction of cinematic narrative. He laid the theoretical foundation in 1924 and embodied it in cinema's greatest classic. Its influence in British, Weimar and American cinema is extraordinary.

Citizen Kane (Welles)
A watershed that perceives and expresses content in a grand way, never done before.

Dr. Strangelove (Kubrick)
The whole picture is a third act. It codifies and presents as outrageous satire the totality of American foreign and nuclear policy and political/military culture from 1948 to 1964. And it's more effective for being wicked ridicule than any number of cautionary fables.

Faust (Murnau)
Invented what had never been done before and delivered magic in both its human pathos and visual effects. (My selection is based on having viewed an excellent 35mm print.)

Last Year at Marienbad (Resnais)
A defining film. It's almost the end of modernism when counterposed against Godard.


My Darling Clementine (Ford)Possibly the finest drama in the classic Western genre, with a stunningly subjective Wyatt Earp (Henry Fonda). And it achieves near-perfection as cinematic narrative in its editing and shooting.

The Passion of Joan of Arc (Dreyer)
Human experience conveyed out of the abstract elements of the human face and pure compositions. No one else has shot and realised human beings quite like Dreyer in this film.

Raging Bull (Scorsese)
We are so sucked into the failing and besotted life of La Motta and his need for and pursuit of redemption. The humanity of the picture is as extraordinary as Marty's execution, with its near-perfection in the economy, staging, blocking and compositions.

The Wild Bunch (Peckinpah)
No other picture captures the poignancy of 'the last of', a fin-de-siècle sense of the West, of ageing, of the pathos of twilight.

segunda-feira, maio 28, 2007

Elephant (2003)

de Gus Van Sant



Não é fácil escrever sobre Elephant, o grande vencedor do festival de Cannes 2003. Não é fácil porque não existe propriamente uma história, mas sim uma colecção de momentos mundanos na vida de vários personagens ao longo de um dia, que vão lenta e impiedosamente caminhando lentamente para um final brutal. Não é fácil porque a originalidade por detrás do olhar do realizador é simplesmente sublime. Não é fácil, porque Elephant, faz pensar e sentir de uma forma avassaladora.

A grande mais valia deste filme perturbante, é a câmara poética, e ao mesmo tempo distante, de Gus Van Sant. Em Elephant, a imagem tem o seu tempo respira e contempla, criando a ilusão do real. Mas esse tempo por vezes, é distorcido a belo prazer pelo cineasta, com constantes flashforwards que trocam as voltas ao especatdor, mas que nunca o confundem, e sim surpreendem pela audácia. Uma palavra também para os pontos de vista dos personagens, que são fulcrais à construção da tensão, esbarrando uns nos outros e ao mesmo tempo complementando-se.

Passa por este grande filme, uma lufada de ar fresco estético como há muito não sentia num filme. Seja pelos virtuosos (e arrrebatadores) planos sequencia, pelo uso inspiradíssimo do foque/desfoque ou pela magnífica fotografia. É de salientar que Gus Van Sant não utilizou um guião, mas sim um outline para que os não-actores podessem ter a liberdade de aplicar as suas próprias personnas nos personagens.

Elephant...como disse atrás, não é fácil escrever sobre este filme, portanto quem não viu, que veja, quem viu, reveja, pois de certeza que esta será uma das obras-primas do cinema do século XXI.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails