quinta-feira, junho 28, 2007
João César Monteiro ...Único!
quarta-feira, junho 27, 2007
Blade Runner - Special Edition
A Warner Bros. anunciou que irá lançar este ano a edição especial do melhor filme de FC de sempre! Edição essa que irá estar recheada de extras imperdíveis.
Eu por mim estou oficialmente em pulgas pelo seu lançamento!
Boogie Nights - O dvd desaparecido
segunda-feira, junho 25, 2007
citação idiota da semana
- A mim pagaram-me 15 milhões + percentagem, para entrar nesta m&%#@. E a ti?
domingo, junho 24, 2007
A Idade da Inocência (1993)
À terceira foi de vez. Finalmente atingiu-me em cheio esta obra maior de Martin Scorsese. Estreado em 1993, em pleno apogeu de Scorsese (Goodfellas e Cape Fear sairam quase em simultâneo), A Idade da Inocência é à primeira vista uma mudança de registo radical da obra do seu realizador. Foi exactamente essa mudança que me afastou deste filme, até agora. Porquê, essa mudança é apenas aparente, os temas estão todos lá, a culpa, a paixão, os códigos da sociedade, a atenção obcessiva a todos os rituais, e mais que esses elementos todos, a mágoa romantica dilacerante de um amor perdido que em alguns filmes de Scorsese funciona como subtexto (New York New York, Raging Bull, Life Lessons, Casino).
Mais que um filme sobre uma sociedade nova iorquina do sec XIX, parece-me óbvio que este é um dos filmes mais pessoais da carreira de Scorsese. Técnicamente é como qualquer Scorsese, irresistível e irrepreensivel. Os Push Ins, os Travellings, os blends. São a marca de um autor em máxima força e abordando cada cena com toda a sua paixão e arte.
Recheado de momentos inesquéciveis, A Idade de Inocência, mostra-nos um outro Scorsese, mais melancólico, ponderado, diria mesmo maduro, onde a violência, provem mais das aparências e das regras de uma sociedade implacavelmente conservadora, que destroi os sonhos daqueles que se procuram libertar-se dos seus códigos opressores.
Para finalizar é de destacar um final de partir o coração, em que conseguimos vislumbrar claramente a alma (ou o coração) do seu realizador.
Magnífico!
sábado, junho 23, 2007
Diamante de Sangue (2006)
De Edward Zwick, espero sempre algo de bom. O seu Glory (1989) , é um dos filmes da minha vida. No caso de Blood Diamond, as minhas expectativas não sairam frustradas (como tinha acontecido com o muito académico Last Samurai).
Tal como em Glory, Zwick retrata de forma intensa e realista a loucura e a barbárie da guerra e assina um filme denuncia poderoso e por vezes comovente. Apesar de uma história algo convencional (o bandido oportunista que descobre ter um bom coração e o pai integro que faz tudo para reunir a sua família), o filme aguenta muito bem as suas duas horas de duração. E isso acontece devido à força da denuncia do seu tema, às fortíssimas interpretações de DiCaprio e de Huston, assim como a sublime fotografia do "nosso" Eduardo Serra.
Blood Diamond, não estáo ao nível de Glory, mas é muito superior a Last Samurai, e tem a virtude de denunciar ao mundo, uma situação desumana e trágica, que infelizmente já nem tem espaço nos telejornais.
sexta-feira, junho 22, 2007
Top 100 AFI - 2ª parte
1. Citizen Kane (1941)
2. The Godfather (1972)
3. Casablanca (1942)
4. Raging Bull (1980)
5. Singing in the Rain (1952)
6. Gone with the Wind (1939)
7. Lawrence of Arabia (1962)
8. Schindler’s List (1993)
9. Vertigo (1958)
10. Wizard of Oz (1939)
11. City Lights (1931)
12. The Searchers (1956)
13. Star Wars (1977)
14. Psycho (1960)
15. 2001: A Space Odyssey (1968)
16. Sunset Blvd (1950)
17. The Graduate (1967)
18. The General (1927)
19. On the Waterfront (1954)
20. It’s A Wonderful Life (1946)
21. Chinatown (1974)
22. Some Like it Hot (1959)
23. The Grapes of Wrath (1940)
24. E.T. The Extra-Terrestrial (1982)
25. To Kill a Mockingbird (1962)
26. Mr. Smith Goes to Washington (1939)
27. High Noon (1952)
28. All About Eve (1950)
29. Double Indemnity (1944)
30. Apocalypse Now (1979)
31. The Maltese Falcon (1941)
32. The Godfather, Part II (1974)
33. One Flew Over the Cuckoo’s Next (1975)
34. Snow White and the Seven Dwarves (1937)
35. Annie Hall (1977)
36. The Bridge on the River Kwai (1941)
37. The Best Years of Our Lives (1946)
38. The Treasure of the Sierra Madre (1948)
39. Dr. Strangelove (1964)
40. The Sound of Music (1965)
41. King Kong (1933)
42. Bonnie and Clyde (1967)
43. Midnight Cowboy (1969)
44. The Philadelphia Story (1940)
45. Shane (1953)
46. It Happened One Night (1934)
47. A Streetcar Named Desire (1951)
48. Rear Window (1954)
49. Intolerance (1916)
50. The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring (2001)
Top 100 AFI - 1ª parte
terça-feira, junho 19, 2007
Roger Corman em Portugal
domingo, junho 17, 2007
a good screenplay
"I don´t think a good director can make a good film with a bad screenplay, but a bad director can deliver an acceptable film if he has a good screenplay."
Oliver Stone
terça-feira, junho 12, 2007
Orfeu (2005)
Realização: Luís Alves e Armanda Claro
Elenco: Ivo Canelas, Albano Jerónimo e Neuza
Duração: 5 min
Orfeu
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segunda-feira, junho 11, 2007
sexta-feira, junho 08, 2007
TOP 5 Cop Shows
E já agora uma proposta: que tal colocarem aqui o vosso TOP 5 pessoal?
Um Abraço para todos os que visitam este espaço.
Nº 1
MIAMI VICE – Série de Michael Mann.
A minha favorita de todos os tempos. O estilo, a música, as histórias, os personagens, a montagem. Tudo se conjuga de forma sublime, numa das mais revolucionárias séries de tv de sempre, responsável por subverter muitas convenções das séries policiais da altura. Apesar de criticada por ter muito estilo e pouco conteúdo, basta ver-mos meia –duzia de episódios, para nos aperceber-mos da falsidade dessa acusação. Miami Vice tem um estilo MTV é verdade, mas nunca abdica do seu conteúdo em favor desse estilo. Muitos são os episódios em que um magnífico Crockett (inesquecível Don Johnson), acaba devastado em freeze frame, após um final negríssimo. A luz de Miami é perfeitamente balançada com o negrume do certos episódios. Destaque para o poderio cinemático desta obra-prima, em que muitos episódios são autênticos filmes por si só. Genial e inesquécivel.
(em breve um artigo mais aprofundado dedicado a esta série)
Nº2
HILL STREET BLUES – Série de David Bocho.
Nº3
CRIME STORY – Série de Michael Mann.
Nº4
NTPD BLUE - série de David Bocho
Nº5
X- Files – Série de Chris Cárter.
Robert De Niro em Portugal
terça-feira, junho 05, 2007
segunda-feira, junho 04, 2007
Eu Carolina - The Movie
Tem estreia prevista para o fim do ano. Até lá fiquem com a apresentação dos actores principais, que quanto a mim, estão muito bem escolhidos.
quarta-feira, maio 30, 2007
TOP 10 de Michael Mann
Realizador
Argumentista
Produtor
Apocalypse Now (Coppola)
Coppola made the ephemeral dynamics of the mass psyche's celebratory nihilism, its self-destructive urges and transience, concrete and operatic. A fabulous picture.
Battleship Potemkin (Eisenstein)
Eisenstein invented not just film form, but a dialectical theory of the construction of cinematic narrative. He laid the theoretical foundation in 1924 and embodied it in cinema's greatest classic. Its influence in British, Weimar and American cinema is extraordinary.
Citizen Kane (Welles)
A watershed that perceives and expresses content in a grand way, never done before.
Dr. Strangelove (Kubrick)
The whole picture is a third act. It codifies and presents as outrageous satire the totality of American foreign and nuclear policy and political/military culture from 1948 to 1964. And it's more effective for being wicked ridicule than any number of cautionary fables.
Faust (Murnau)
Invented what had never been done before and delivered magic in both its human pathos and visual effects. (My selection is based on having viewed an excellent 35mm print.)
Last Year at Marienbad (Resnais)
A defining film. It's almost the end of modernism when counterposed against Godard.
My Darling Clementine (Ford)Possibly the finest drama in the classic Western genre, with a stunningly subjective Wyatt Earp (Henry Fonda). And it achieves near-perfection as cinematic narrative in its editing and shooting.
The Passion of Joan of Arc (Dreyer)
Human experience conveyed out of the abstract elements of the human face and pure compositions. No one else has shot and realised human beings quite like Dreyer in this film.
Raging Bull (Scorsese)
We are so sucked into the failing and besotted life of La Motta and his need for and pursuit of redemption. The humanity of the picture is as extraordinary as Marty's execution, with its near-perfection in the economy, staging, blocking and compositions.
The Wild Bunch (Peckinpah)
No other picture captures the poignancy of 'the last of', a fin-de-siècle sense of the West, of ageing, of the pathos of twilight.
segunda-feira, maio 28, 2007
Elephant (2003)
Não é fácil escrever sobre Elephant, o grande vencedor do festival de Cannes 2003. Não é fácil porque não existe propriamente uma história, mas sim uma colecção de momentos mundanos na vida de vários personagens ao longo de um dia, que vão lenta e impiedosamente caminhando lentamente para um final brutal. Não é fácil porque a originalidade por detrás do olhar do realizador é simplesmente sublime. Não é fácil, porque Elephant, faz pensar e sentir de uma forma avassaladora.
A grande mais valia deste filme perturbante, é a câmara poética, e ao mesmo tempo distante, de Gus Van Sant. Em Elephant, a imagem tem o seu tempo respira e contempla, criando a ilusão do real. Mas esse tempo por vezes, é distorcido a belo prazer pelo cineasta, com constantes flashforwards que trocam as voltas ao especatdor, mas que nunca o confundem, e sim surpreendem pela audácia. Uma palavra também para os pontos de vista dos personagens, que são fulcrais à construção da tensão, esbarrando uns nos outros e ao mesmo tempo complementando-se.
Passa por este grande filme, uma lufada de ar fresco estético como há muito não sentia num filme. Seja pelos virtuosos (e arrrebatadores) planos sequencia, pelo uso inspiradíssimo do foque/desfoque ou pela magnífica fotografia. É de salientar que Gus Van Sant não utilizou um guião, mas sim um outline para que os não-actores podessem ter a liberdade de aplicar as suas próprias personnas nos personagens.
Elephant...como disse atrás, não é fácil escrever sobre este filme, portanto quem não viu, que veja, quem viu, reveja, pois de certeza que esta será uma das obras-primas do cinema do século XXI.