segunda-feira, julho 21, 2008

Para aqueles que "viveram" os anos 80.

Um blog dedicado exclusivamente, a uma década gloriosa.
Filho dos 80's

"Gary Vicious"

Filme de culto datado de 1985. Sid & Nancy, foi assinado pelo cineasta maldito Alex Cox. Gary Oldman brilha em alta voltagem, num dos seus maiores papéis, na pele de nem mais nem menos, que o baixista dos Sex Pistols, o irrascivel Sid Vicious. Reparem bem na energia visceral deste clip. Brutal! Um filme de culto a (re)descobrir.

domingo, julho 13, 2008

007-Quantum of Solace

Trailer com muito bom aspecto. E pelas imagens, o tom negro e pessimista do anterior, chegou para ficar.

Braveheart (1995)

de Mel Gibson


O épico que pôs o nome de Mel Gibson na lista dos realizadores de sucesso de Hollywood. Gráfico e cru,e ao mesmo tempo romântico e lírico, esta produção de 1995, destaca-se pela imensa paixão que emana do ecrã. O empenho de Mel Gibson em contar a história de William Wallace, o grande herói (a início reluntante) da independência escocesa, é simplesmente notável. O seu personagem emana uma raiva que vem de um interior torturado e amargurado (um pouco como em Mad Max ou Lethal Weapon), onde a única esperança, é um idealismo aguerrido e uma insana fuga para a frente, até libertar a Escócia do seu invasor inglês. Curioso é o facto de as marcas do cineasta já lá estarem todas. Tal como em Passion of The Christ, ou em Apocalypto, as imagens de Braveheart são viscerais, o esquematismo dos vilões é algo básico (especialmente Edward Longshanks) e o herói é um mártir impoluto. Curiosas são também as imagens na terrível sequencia de tortura, onde um plano picado permite uma alusão à cruxificação de Cristo (a que Gibson iria regressar mais tarde noutro filme e de forma muito polémica). É de assinalar a magnifica fotografia de John Toll e a deslumbrante banda sonora de James Horner, sendo o complemento perfeito à visão do realizador. Ou seja, apesar dos seus excessos, Braveheart, é um dos mais conseguidos trabalhos de Mel Gibson, pois a sua paixão pela história e o intenso envolvimento emocional que consegue da parte do espectador, fazem deste filme, um dos mais amados dos últimos 15 anos.

segunda-feira, julho 07, 2008

Relíquia

My Best Friend's Birthday. Que é nem mais nem menos que o primeiríssimo filme de Quentin Tarantino. Interpretado, escrito e realizado pelo próprio. Apesar de algo pobre técnicamente, destacam-se aquele espírito e diálogos Tarantinescos que os seus fãs adoram. 6 anos antes de Reservoir Dogs.

segunda-feira, junho 30, 2008

Filmes da Minha Vida - XI


O ínicio da ascensão de Eastwood ao reino dos autores. Bem, não é bem um ínicio, mas sim uma confirmação. Pois antes tinha havido o tão esquecido Honkytonk Man, que recordo como um dos seus filmes mais luminosos e ao mesmo tempo amargurados. Mas Unforgiven, merece todo o culto que tem à sua volta. Nunca o western foi tão desencantado, poético e seco. É simplesmente um dos retratos mais cruéis da história do cinema. Um caracter studie sem redenção. Aqui o arco do personagem é um arco fatalista, onde a morte é a única verdade na vida de William Munny. E depois Unforgiven está recheado de momentos antológicos. Como aquele diálogo existencialista (mas tão simples) junto a uma árvore. Ou aquela sequência do assassinato de um dos vaqueiros, onde assistimos à dificuldade inerente a tirar uma vida. Ou então, simplesmente aquele olhar do anjo da morte, em que William Munny se tornou, num dos mais terríficos showdowns de qualquer western do cinema. Cru, realista e muito profundo. Um dos filmes maiores de um grande,grande,cineasta.

sábado, junho 21, 2008

Matiné de Sábado

Já lá vão 20 anos, mas este filme tem cojones como mais nenhum! Selvagem, anárquico, cómico, trágico, arrebatador. Salvador, deixa qualquer mariquice feita hoje, a milhas de distancia.

sexta-feira, junho 06, 2008

quarta-feira, maio 28, 2008

Filmes da Minha Vida - X

Este drama sobre o veterano da guerra do Vietname, Ron Kovic, é um dos filmes mais trágicos de sempre e um dos trabalhos maiores de Oliver Stone. Começando na juventude de Kovic, seguindo sem concessões a sua queda, e finalmente assistindo ao seu renascimento como activista político. A sombra da tragédia está omnipresente em todo o filme, mas com um volte face final de alguma esperança. A realização hiper-realista de Stone é surpreendente e visceral. Quanto ao actor principal, não hesito em dizer, que a par de Magnolia, esta é para mim, a maior interpretação da carreira de Tom Cruise. A sua composição de Kovic, é de um rigor, dor e intensidade, como raramente se assistiu em cinema. Uma entrega total, merecedora do Oscar que lhe foi recusado. E finalmente uma palavra de apreço para uma das melhores bandas sonoras do mestre John Williams. Um dos melhores e mais dramáticos filmes a que ja pude assistir. Este é o Oliver Stone que me faz amar o cinema: agitando consciencias, revolvendo os nossos sentimentos e fazendo-nos deslumbrar com o poder da 7ª arte.

terça-feira, maio 27, 2008

R.I.P. Sidney Pollack

1934-2008
Não era nenhum génio, mas os seus filmes traziam sempre a sua marca autoral e o seu gosto por histórias simples e bem contadas. Dando preferencia a narrativas mais intimistas, ambientadas geralmente nos territórios do thriller (Random Hearts ou The Interpreter), assinou ainda o oscarizado Out Of Africa e o emocionante 3 Days of The Condor. Ultimamente brilhou como actor em Eyes Wide Shut ou em Michael Clayton. Mais um dos grandes nomes do cinema americano, que se junta à triste lista negra dos que nos deixaram neste 2008

sábado, maio 24, 2008

THE END - Parte 2

O final de um dos filmes mais amados da história do cinema. Actuações sublimes e com uma carga emocional comovente. Nunca uma praia foi tão bela como naquelas imagens finais ...

terça-feira, maio 20, 2008

WTF ???

No novo (velho) Indy, Harrison Ford enfrenta Comunistas e Aliens(???).
Será que li bem a crítica do Eurico de Barros?

Se o CGI já me deixava de pé atrás, então esta premissa foleira deixa-me realmente apreensivo. Espero que Spielberg não desiluda.


domingo, maio 18, 2008

Youth Without Youth (2007)

de Francis Ford Coppola


Francis Ford Coppola foi em tempos, o mais brilhante e irreverente, dos jovens turcos da Nova Hollyood. Os seus filmes eram sucessos esmagadores tanto de bilheteira como de crítica, sendo os Padrinhos e Apocalypse Now, exemplos perfeitos da sua mestria cinematográfica. Mas Coppola sempre foi um megalómano. E foi essa megalomania, que quase o arruína com flops como Do Fundo do Coração ou Cotton Club. Financeiramente ferido, o cineasta tenta reconstruir a sua carreira com filmes, mais ligeiros como Peggy Sue Casou-se, Jack ou The Rainmaker. E acontece então uma pausa. Pausa que dura 10 anos, precisamente até este Segunda Juventude.

Esta é a história de Dominic Matei, que atingido por um raio começa a rejuvenescer, e a descobrir que possui estranhos poderes. Os nazis apercebendo-se disso, procuram-no e Dominic é obrigado a exilar-se. Conhece então uma rapariga que parece sêr a reencarnação de um amor antigo. Com temas como a juventude eterna, ou a transmigração das almas o filme sofre de excesso de ambição, e a história é por vezes algo inverosímil. Se a inicio Coppola está fascinado com a incrível situação do seu protagonista, a meio do filme, parece mudar de ideias e dedica-se exclusivamente à história de amor, lembrando-se a 10 minutos do fim, de voltar a martelo ao tema do rejuvenescimento. Supostamente inesperados, esses 10 minutos finais, são involuntariamente previsíveis e maçadores. Em verdade, o ponto forte de Segunda Juventude, é mesmo a história de amor eterno. Aí Coppola, brilha e mostra todo o seu imenso talento. Seja na direcção de actores, seja na encenação. Um destaque para Tim Roth, que vai muito bem no papel de Dominic, e aguenta o peso de uma personagem complexa.

Francis F. Coppola continua talentoso e disposto a correr riscos. E só isso já é de saudar. Mas neste filme parece ter havido um caso de “mais olhos que barriga.” Ou se preferirem de megalomania.

sexta-feira, maio 16, 2008

Memorável

Silvio Dante: "A lot of top guys have dark moods. That Winston Churchill drank a quart of brandy before breakfast. Napoleon, he was a moody fuck, too. "

Bobby Baccalieri: "To the victor belongs the spoils."
Tony Soprano: "Why don't you get the fuck out of here before I shove your quotation book up your fat fucking ass."

Paulie Walnuts: He had two ass holes when they buried him...

Ralphie Ciferetto: Look at Kirk Douglas’ fucking hair? They did not have flattops in enchant Rome!

Carmella Soprano: You know, Tony, it's a multiple choice thing with you. 'Cause I can't tell if you're old-fashioned, you're paranoid, or just a fucking asshole.

Christopher Moltisanti: This ain't negotiation time. This is Scarface, final scene, fuckin' bazookas under each arm.

Uncle Junior: My father told me to never get old, I should of listened to him

Tony Soprano: "I didn't just meet you, I've known you my whole fucking life!"

terça-feira, maio 13, 2008

Absolutamente de acordo!

"In our culture of hype, the currency of praise has been so de-valued that no one credits it, even when deserved. The truth is, The Sopranos, whether in one-hour shots, 13-hour seasonal chunks, or the 86-hour long-form marathon—however you want to take it—is one of the masterpieces of American popular culture, on a par with the first two Godfathers, Mean Streets, and GoodFellas—the classics of Mob cinema—or even European epics such as Luchino Visconti's The Leopard, Bernardo Bertolucci's Novecento, or, as the late New York Times critic Vincent Canby first claimed, Rainer Werner Fassbinder's monumental 15½-hour Berlin Alexanderplatz, all of which The Sopranos dwarfs in terms of length, if not scope. New York's Museum of Modern Art honored The Sopranos in February 2001, when the senior film curator, Laurence Kardish, showed the first two seasons, along with a couple of films that influenced the show—including a Laurel and Hardy picture, Saps at Sea. This was the first time an American dramatic series for television had been shown at the museum. Kardish calls the show "an extraordinary blend of great psychological insight and social cartography, zany as well as poignant and resonant." No less an authority than Norman Mailer recently gave The Sopranos high praise indeed when he favorably compared the depth of its characterizations to that achieved in novels."
In Vanity Fair

domingo, maio 04, 2008

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