3º SCARFACE
(2 Votos 9%)
“ Como é triste é morrer sem filhos”
As amizades, que Michelle cultivou durante toda a sua vida, encontram-se agora desprovidas de princípios, de valores ou mesmo de moral. Esse naufrágio moral de toda uma geração, a que pertencem Michelle e seus amigos e colegas, é aquilo que desperta a calma raiva que Moretti aplica no seu protagonista.
No final não há lugar para a esperança de uma vida normal, uma vida a dois e quem sabe filhos. A corrupção de valores, de toda uma geração que se rege pela banalidade, pela mentira e pelo superficial, acabam por condenar de vez Michelle, à solidão e à consequente ausência de afectos.
Uma pérola desencantada e belíssima. A descobrir urgentemente por todos os apreciadores deste grande senhor do cinema mundial.
"Fiz piadas sobre a arte ser o catolicismo dos intelectuais, ou seja, uma esperançosa crença na vida após a morte. Melhor do que continuar vivendo nos corações e mentes do público é continuar vivendo no próprio apartamento, é assim que eu vejo. E certamente os filmes de Bergman continuarão a viver e serão vistos em museus e na TV e vendidos em DVDs, mas tendo-o conhecido, isso é apenas uma compensação banal, e tenho certeza de que ele ficaria muito contente em trocar cada um dos seus filmes por mais um ano de vida"Woody Allen
Para lerem na íntegra, esta magnífica e verdadeira homenagem de Allen a Bergman, cliquem na imagem à direita.
Surpresa muito positiva este Man on Fire de Tony Scott. De
certa forma é um regresso para Scott, uma vez que o seu filme a Vingança(1990) já tinha percorrido este caminho, o da vingança sanguinária de um homem numa terra estranha. Curioso é o facto de também a acção de Vingança se localizar no México.
Apesar de um certo exagero estilístico e de efeitos de pós-produção, a história do solitário e decadente agente Creasy e da sua relação emocional com a pequena Pita agarra o mais céptico dos espectadores. Apesar de partir de um conceito algo batido, Scott (ajudado imensamente por Washington e a pequena Dakota Fanning)consegue realizar um filme que oscila entre a crueza e crueldade imensa (a sequência da tortura ao volante do automóvel é exemplo disso) com o lado mais humano e frágil do seu personagem principal. Um filme violento sem dúvida , mas também com um lado emocional que por vezes roça o sublime.
O melhor de Tony Scott? Até agora é! E Tony por este andar, arrisca-se a ultrapassar o seu irmão Ridley.
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A favor:
-Todas as cenas entre Dakota Flanning e Denzel Washington
-Os vários métodos de tortura de Creasy
-O final que fugindo aos finais típicos de hollyood é extremamente belo, poético e agridoce.
-A música de Lisa Gerard e Hans Gresson-Williams
Contra: - a utilização abusiva (por vezes) de um estilo pós-moderno de edição.
- a inócuidade do papel do grande Christopher Walken.
Mann (Heat, Collateral) just barely edged out Bay (The Rock, Armageddon) in this contentious category—no doubt thanks to horror stories from the set of Miami Vice, where the high-strung director threw frequent tantrums and humiliated just about everyone. In addition, he reportedly forced the cast and crew to shoot Miami exteriors during a Hurricane Katrina warning, and caused a frightened Jamie Foxx to flee the Dominican Republic after a moonlighting local soldier he had hired for protection shot a police officer during filming. Disney chief Oren Aviv was so appalled by Mann's rudeness that he has refused to speak to the director since the release of The Insider in 1999. It's one thing to be an asshole when you're raking in Oscar nods, it's another if you're breaking the bank on a feature-film remake of a TV show. After Mann blew up Vice's budget to a rumored $150 million (the pic has grossed only $62 million to date domestically), many Hollywood power players began wondering whether his on-set antics were worth the trouble.
As for Bay? "There's nonstop screaming, changing his mind, and blaming of everyone else for his mistakes," says the head of a film division, adding that these things are made worse by the fact that Bay is hardly as talented as Mann. "He's mean to everybody," says a marketing exec. "He always apologizes afterward, but it's still awful." A fellow director sums it up best: "I could be his brother-in-law and people wouldn't hesitate to overtly tell me, 'I hate that guy.'""Dilemas de Agarrados nº63
Um mar interior. O problema é que este lindo oceano transporta montões de destroços venenosos...este veneno está diluído na água, mas quando a maré vaza, deixa a trampa toda atrás, dentro do meu corpo. Tira-me tudo o que me tinha dado, arrasta para longe as minhas endorfinas, destrói os meus centros de resistência à dor; demoram imenso tempo a recompor-se."
Bem! Mas que livraço!!!
Após o revisionamento do delirante Trainspotting de Danny Boyle, decidi-me a comprar o livro que deu origem ao filme.
Devo-vos dizer que o "devorei" em 3 dias. Irvine Welsh, escreveu provavelmente aquele que será um dos livros mais crus, hilariantes, cruéis e nilistas de todos os tempos. O horror e o humor andam sempre de mão dada nas páginas que se viram a um velocidade vertiginosa. Saliento também a estrutura não linear, e multiplicação de pontos de vista, onde se destacam os narradores Renton, Spud e um dos melhores vilões de sempre (literários e cinematográficos): o monstruoso Francis "Franco" Begbbie!
Resultado: já estou mergulhado noutra obra de Welsh...FILTH! Em breve pensamentos aqui, sobre o mesmo.
Esta história, fez-me lembrar o papel do irmão dele no magnífico The Royal Tennanbauns, que por acaso foi escrito pelo próprio Owen Wilson com Wes Anderson.
Ganda maluco!
Antes demais, este Lord Of War, é um dos filmes mais arrojados e provocadores do ano de 2006. Seja a nível narrativo, visual ou temático. Numa altura em que os filmes, sentimentais, cerebrais ou simplesmente banais, inundam as salas dos cinemas desses multiplexes e videoclubes de todo mundo, sabe bem ser surpreendido por mais uma belíssima realização de Andrew Nicoll (autor entre outros do guião de The Truman Show e da realização do muito substimado Simone), que foge desses adjectivos como do Diabo da Cruz.
O tom de comédia que percorre este filme muito negro é perfeitamente adequado, pois foge de todos os clichés de fitas do género (especialmente na composição ambígua e perturbadora de Nicholas Cage), como também consegue fazer passar a sua forte mensagem de forma mais eficaz, sem nunca caír num registo demagógico.

Sem dúvida alguma, o humor é o elemento crucial nesta história muito séria e inspirada em factos verídicos, percorrendo um período de 20 anos da história recente. Começando nos EUA, o país vendedor de armas por excelência e líder de vendas a nível mundial, passando pela Ex-União Soviética e acabando nesse continente tão esquecido e flagelado chamado África. O herói(?) é Iuri Orlov, e assistimos à sua ascenção ao topo do mundo dos traficantes de armas, que forncem o armamento indispensável para os genocídios generalizados que infelizmente ainda são muito actuais no século XXI.
A forte e inspirada escrita de Andrew Nicholl é bem sustentada por uma forte carga visual, que demonstra uma apuradíssima sintonia entre imagem e texto. Destaco um momento particularmente bem conseguido a nível cinemático: o momento em que um fundamentalista islâmico dispara tiros de uma uzi. Nesse momento nós ouvimos o som de uma caixa registadora em vez do barulho das balas. Nada mais que um ponto de vista extremamente subjectivo do personagem principal. Um dos vários momentos brilhantes.
Lord Of War, é implacável no retrato que faz do personagem de Nicholas Cage (o senhor da guerra do título). O seu personagem é o pólo magnetizador da história, ele é simpático, charmoso, mas também completamente desprovido de escrúpulos, muitíssimo ambicioso e no fim, imoral e repugnante. O seu personagem acredita que o produto que disponibiliza aos seus “clientes” (armas e munições de todo o tipo) é menos prejudicial que o alcóol ou o tabaco, crença que será testada a meio do filme e que um final extremamente negro e amargo revelará como falsa e oca.
Os pontos mais fracos, serão os restantes personagens que pecam por serem demasido esquematizados, mas nada que perturbe a excelente prestação de Cage, assim como da magnífica realização de Andrew Nicoll, que tem neste Lord Of War o seu melhor filme até à data.



Num momento em que foram anunciados os nomeados dos Emmys 2007, é com grande satisfação que vejo os Sopranos á frente na lista das séries mais nomeadas. Na coluna direita, estão abertas duas votações: uma na categoria Comédia e outra em Drama. Votem nos vossos favoritos!Datado de 1991 e com assinatura de Kathryn Bigellow, posso desde já dizer que para mim, Ruptura explosiva é um dos melhores filmes de acção dos anos 90.
A premissa é muito simples, Johnny Hutah (Keanu reeves) é um agente do FBI que tem como missão apanhar um grupo de assaltantes conhecidos como os ex-presidentes. O problema é que os ex-presidentes são na realidade surfistas e Johnny após infiltrar-se no seu fechado grupo, irá ter de escolher entre a lei ou um estilo de vida que na realidade é o seu.
A catchline do filme é 100% adrenalina. Acreditem que é isso mesmo que Ruptura Explosiva dá ao espectador. Desde as belíssima cenas de surf, passando por uma perseguição verdadeiramente alucinante, uma cena de tiroteio explosiva (com a banda Red Hot Chilli Peper como traficantes de droga) ou uma impressionante sequência em queda livre, todo o filme tem um espírito radical e chega mesmo por vezes a desafiar as convenções do género em que se insere. Isso deve-se especialmente ao poderoso trabalho da realizadora Kathryn Bigellow (Near Dark, Estranhos Prazeres), que se revela o ás de trunfo desta produção, com uma encenação e movimentos de câmara virtuosos (como viria a ser a sua marca) uma forte direcção de actores e um sentido narrativo irrepreensível. Bigellow prova que há grandes realizadoras em Hollywood.
Uma palavra para os actores, que no geral vão todos muito bem, especialmente Patrick Swayze no papel do carismático e espiritual Bohdi. Keanu Reeves, não compromete e até tem os seus momentos, mas que infelizmente não são muitos. Isso nota-se ainda mais quando um senhor chamado Gary Busey (era o senhor Joshua no 1º Lethal Weapon, lembram-se? ) entra em cena e acaba por roubar o show a Keanu. A presença de Busey acaba por funcionar como um piscar de olhos a outro filme de surf, chamado The Big Wednesday e realizado pelo “desaparecido” John Millius.
Em suma Ruptura Explosiva é o Summer Movie perfeito de qualquer Verão (ou Inverno já agora), em que há uma clara aposta na acção, nos personagens e num certo tom lírico que perfuma o filme. Uma excelente alternativa para desenjoar dos robots que andam aí na moda.
... senhor Paul Verhoeven.Um cineasta único!
Nº 1 - Stanley White
Nº2 - "Dirty" Harry Callahan
Nº3 - Max Rockatansky
Nº4 - Popeye Doyle
Nº5 - Richard Chance