
quarta-feira, novembro 28, 2007
Filmes da Minha Vida - IV

sexta-feira, novembro 23, 2007
quinta-feira, novembro 22, 2007
Filmes da Minha Vida - III
quarta-feira, novembro 21, 2007
As bandas sonoras favoritas de 8 ilustres senhores
- "With not a second of hesitation David Mansfield's music for Heaven's Gate (1980). Its the one movie soundtrack that I can listen to on its own. And then it's also the very soul of this film. Somehow it embodies everything the movie is reaching for, especially a heartbreaking sense of time passing. I remember the catch line on the poster, it went something like (I'm not sure of the precise wording) what one loves in life is things that fade. Usually this is stuff to make fun of, in this case it was pure poetry to me. And exactly what Mansfield's soundtrack is about.”
- "The Thief of Baghdad (1940), also, Spellbound (1945)- - the same composer, actually. They are just memorable, seemed to catch the essence of the film. But there are many great ones. I thought the recent work of John Williams on Catch Me If You Can (2002), was a great score, wonderful orchestration...really helped the film work very well."
- "A film called The Big Silence (1968), directed by Sergio Corbucci with music by Ennio Morricone. It's completely different from everything else that he did."
- "The music for The Godfather and The Godfather Part II (1972, 1974). Aside from the brilliant casting of actors we fall in love with, nothing provided a source of identification with the characters more than the score. Music should always reflect something that is not present in the rest of the movie. Here, the score provided a heartfelt loss of innocence, a yearning for a simpler yet more desperate time for that family. It kept the family's unspoken wish for itself alive."
- "I find Paul Thomas Anderson's way of using music in his films extraordinary. Usually he doesn't cut the music in to pieces; he uses the entire piece, and mixes it with the dialogs in a loud level. I don't know any other director who has the courage to do this. It works very well. The soundtrack I like best, from all of his films, is the one from Punch-drunk Love (2002)."
- "In recent times I liked Clint Mansell's score for Requiem for a Dream (2000), which still hangs in my head. It's haunting and powerful as it subliminally tweaks at your nerve-ends - viscerally ratcheting up the emotional stakes from bar to bar and shot to shot."
- "A big question. There are so many, and they all work so differently – from a big, beautiful score for full orchestra like Jerome Moross' for Wyler's The Big Country (1958) or David Raksin's for Force of Evil (1948), to a more modern score with very spare instrumentation, like Giovanni Fusco's for L'Avventura (1960) or Hans Werner Henze's for Resnais' Muriel (1963). I suppose that if I were hard-pressed to answer this question – and I suppose I am – I'd have to say Bernard Herrmann's score for Vertigo (1958). Hitchcock's film is about obsession, which means that it's about circling back to the same moment, again and again. Which is probably why there are so many spirals and circles in the imagery – Stewart following Novak in the car, the staircase at the tower, the way Novak's hair is styled, the camera movement that circles around Stewart and Novak after she's completed her transformation in the hotel room, not to mention Saul Bass' brilliant opening credits, or that amazing animated dream sequence. And the music is also built around spirals and circles, fulfilment and despair. Herrmann really understood what Hitchcock was going for – he wanted to penetrate to the heart of obsession."
- "My all-time favourite soundtrack is Miles Davis' score to Louis Malle's 1958 masterpiece Lift to the Scaffold. What I like(d) so much about it, was its spontaneity. Miles Davis apparently just stood in front of the screen and played along to the film. Utterly cool."
Estas são as deles. A minha provavelmente será Dances With Wolves de John Barry. E vocês?
terça-feira, novembro 20, 2007
Inveja de cineasta ?
"He's making movies because he needs to make a certain amount of money because he has a big family and many previous wives."
Será que sou só eu, ou o senhor Coppola está com uma grande dose de dôr de corno? Tendo em conta que Scorsese foi dos poucos a manifestar-se contra Youth Without Youth, é fácil deduzir de onde vêm esta palavras...
Votação Corrupção - Resultados
segunda-feira, novembro 19, 2007
Filmes da Minha Vida - II

domingo, novembro 18, 2007
War of The Roses (1989)
Oliver (Michael Douglas) e Barbara Rose (Kathleen Turner), tinham tudo para ser felizes. Dinheiro, sucesso profissional, dois filhos que prometem seguir as pisadas e uma casa de sonho. Mas no dia em que Oliver tem um suposto ataque cardíaco, Barbara confessa-lhe que já não o ama e pede-lhe o divórcio, exigindo-lhe apenas ficar com a casa em troca. Oliver recusa e a guerra começa.Mais que um Mr. E Mrs. Smith, aqui a guerra é total. Nesta comédia muito negra vale tudo: da destruição de mobília, à matança de animais de estimação, ou a rega de um peixe para jantar, com um condimento muito duvidoso. Os Rose são implacáveis, e na sua selvagem batalha, não há lugar para prisioneiros. Das situações de discussão do dia a dia, assistimos a uma escalada no conflito que rapidamente entra no reino do puro nonsense, mas nunca caindo no tom de cartoon. Aqui o nonsense é cruel e negro.

Letters From Iwo Jima (2006)
O segundo filme de Clint Eastwood sobre a batalha de Iwo Jima. Desta vez abordando o lado derrotado do conflito, o japonês. Letters From Iwo Jima, é um filme de guerra, mas mais que isso, é um filme sobre a derrota. Os soldados nipónicos, pressentem logo de início que aquela, será uma batalha perdida à partida, mas o seu código de honra e a sua dedicação à mãe pátria impele-os a ficar e enfrentar a morte.Este prenúncio de morte, está omnipresente na primeira parte, revelando-se com toda a sua crueza na segunda metade do filme. É de louvar a opção de Eastwood, de mergulhar fundo na mentalidade que está por detrás de seres humanos que preferem a morte à desonrra da derrota. E é de seres humanos que o filme de Eastwood se trata. Um pouco à maneira do superior The Thin Red Line, aqui, o realizador mostra o lado do homem por detrás do soldado, recorrendo a flashbacks particularmente eficazes, que criam a empatia necessária com os personagens.

Além da mão segura de Eastwood, ou das excelentes interpretações do elenco, é de destacar a fotografia de Tom Stern, que com as suas imagens esbatidas e praticamente vazias de côr, dão o tom sombrio e fúnebre, perfeitamente adequado à trágica história que contam.
Um filme que obriga a reflectir sobre a natureza e a crueldade da guerra.
quinta-feira, novembro 15, 2007
Scorsese e a Violência
quarta-feira, novembro 14, 2007
Grizzly Man (2005)

É precisamente essa divergência de visões do mundo entre os dois cineastas (sim porque grande parte do filme vive das imagens filmadas por Treadwell), que torna ocasionalmente, Grizzly Man um objecto fascinante como há muito eu não via. Isso e a revelação da perturbada personalidade de Treadwell, que apesar de tentar construir uma personna aventureira e idealista, nas mãos de Herzog, acaba por revelar um lado muito mais negro. Muito mais que o conceito inicial das suas imagens pretendia. Herzog mostra todo o poder da sua montagem, e ao decidir não fazer o corte em momentos aparentemente banais, como Treadwell a encenar para a câmara a conclusão de mais uma época de observação, revela subitamente uma personalidade maníaca e psicótica, mas ao mesmo tempo estranhamente comovente.

Um documentário essencial e inesquécivel.
Fatal Atraction (1987)
Glenn Close e Michael Douglas, incendeiam o ecrã com uma quimica tórrida e cenas de sexo intensas e escaldantes (para a altura). Close vai particularmente bem, conseguindo alternar a loucura latente da sua personagem, com uma fragilidade tocante que vem ao de cima de forma particularmente subtil. Ela é, por mérito seu e do seu realizador, uma das grandes vilãs, da história do cinema, podendo ombrear sem problemas com outros monstros como Hannibal Lecter, ou John Doe. Douglas vai seguro e não compromete, no papel do homem comum que num momento de luxuria, se deixa arrastar para um pesadelo que não estava nos seus planos. Quanto a Anne Archer, no papel de esposa traída, também vai segura, emanando uma beleza, simples e desarmante, conjugada com uma força interior que será fulcral para o final da história.

Um thriller inteligente e provocador, com grandes interpretações e um realizador inspirado. Um clássico a redescobrir.

sexta-feira, novembro 09, 2007
Filmes da Minha Vida - I

quarta-feira, novembro 07, 2007
10 anos de Razzies
1996 Striptease de Andrew Bergman
1997 The Postman de Kevin Costner
1998 An Alan Smithee Film: Burn Hollywood Burn de Alan Smithee
1999 Wild Wild West de Barry Sonnefeld
2000 Batlefield Earth de Roger Christian
2001 Freddy Got Fingered de Tom Green
2002 Swept Away de Guy Ritchie
2003 Gigli de Martin Brest
2004 Catwoman de Pitof
2005 Dirty Love de John Mallory Usher
2006 Basic Instinct 2 de Michael Caton Jones
quarta-feira, outubro 31, 2007
Votação Irmãos Coen - Resultados
Millers Crossing (1990)
The Big Lebowski (1998)
terça-feira, outubro 30, 2007
Top 5 - Cinema de Oliver Stone

4º - Natural Born Killers.

O filme bomba de uma década. Está para os anos 90 como A Clockwork Orange para os anos 70. Inovador, iconoclasta e subversivo, NBK é uma inteligente e bombástica sátira à violência na sociedade e no cinema. Escrito por Tarantino e reescrito por Stone. Genial!
3º - JFK.

O filme polémico. A revista a um dos momentos mais traumáticos da história norte-americana: o assassinato de John F. Kennedy. Visualmente frenético, com uma pulsão imparável, Stone deixa no ar a possibilidade de uma conspiração nas mais altas esferas do governo americano estar por detrás do assassinato do malogrado Kennedy (o que lhe valeu uma injusta fama de maluquinho das conspirações). Independentemente disso, há inteligência e talento q.b., de um genial cineasta que tem em JFK um dos seus mais belos filmes. Destaque para Kevin costner num grande papel.
2º - SALVADOR.

O filme revelação. Mergulho na torturada América Latina, e na guerra civil em El Salvador. James Woods (genia e nomeado para Oscarl) e James Belushi, são o par de escroques, alcoólicos, sexistas e vulgares, que em busca de mulheres fáceis e bebida barata, acabam por se deparar com um verdadeiro genocídio apoiado pelo governo norte-americano de Reagan. Com um humor selvagem e com cenas de uma brutalidade chocante (e por vezes tocante) Salvador, é dos filmes mais emocionais e directos de Stone. Ou seja: um dos seus melhores.
1º - PLATOON.

O filme sucesso. Fortemente autobiográfico, retrato impiedoso, cruel e realista da guerra do Vietname, (onde o próprio Stone combateu). Os soldados de Platoon não são nem bonzinhos nem heróicos. Uns bebem, drogam-se, assassinam e violam. Mas outros também são capazes da amizade, da entreajuda, da compaixão e finalmente da redenção. No final a Guerra a todos muda, e a todos marca. Charlie Sheen num grande papel, assim como Tom Berenger e Willem Dafoe, constituem o potente trio de actores. O filme mais forte, mais dramático, mais corajoso, mais marcante, mais tudo! O Melhor de um cineasta apaixonante, muito pouco reconhecido em Portugal. Ao qual, deixo desde já, esta pequena homenagem.








