segunda-feira, maio 14, 2007

3X Spike Lee - 3 Grandes Filmes numa semana


Findada a marotona Spike Lee da semana passada, aqui vão uns pensamentos sobre os filmes visionados.

Do The Right Thing (1988)
Sem dúvida a obra maxima de Lee. Narra o dia num bairro de Nova Iorque, onde as tensões raciais, escalam até proporções chocantes num final inesquecível. O segredo deste filme, é a justiça da abordagem de Lee, uma vez que percebemos claramente as motivações de todos os personagens. Tenso, divertido, inteligente, selvagem, realista, pertinente, trágico: uma obra-prima. Talvez o melhor filme feito sobre o racismo e todas as consequências que este causa na sociedade. Fight The Power!

Malcolm X (1992)
Biopic sobre um dos grandes líderes negros dos EUA. Denzel Washington no papel da sua vida e Spike Lee no filme da sua vida. A perspectiva de Lee, não tomba na abordagem referencial, e consegue mostrar as contradições de Malcolm X. Sem a alta voltagem de Do The Right Thing, mas mesmo assim com grandes momentos (destaque para a sequência que antecede o assassinato de Malcolm X) .

Summer of Sam (1999)
Um dos poucos filmes “brancos” de Spike Lee ( a par de A Última Hora (2003) e de O Infiltrado (2006) ), que segue um grupo de personagens ítalo-americanas no dia mais quente de Nova Iorque (tal como em Do The Right Thing), e onde a paranóia sobe tão alto quanto a temperatura, graça a um assassino psicopata à solta. Lee interessa-se mais pelos personagens e as suas relações/tensões, que propriamente no assassino à solta. Excelente ritmo, banda sonora e realização que se conjugam, em mais uma explosão, num final surpreendente. A par de Fight Club foi para mim, o filme do ano de 99

DO THE RIGHT THING - insultos

O Mistério da Estrada de Sintra (2007)

de Jorge Paixão da Costa

Produção nacional com excelentes valores. O Mistério da Estrada de Sintra tem como grandes mais valias, o sentido narrativo de Jorge Paixão da Costa ( a mistura entre o folhetim e o processo de escrita do mesmo ) e a magnífica interpretação de Ivo Canelas ( o grande actor português da sua geração ) numa composição absolutamente “magnética” como Eça de Queirós.
O Mistério da Estrada de Sintra é sem dúvida, um passo em frente na reabilitação do cinema português aos olhos do grande público.

terça-feira, maio 08, 2007

O Mistério da Estrada de Sintra - O Blog

http://omisteriodaestradadesintra.blogspot.com/


Caríssimos e caríssimas, não tenho por hábito "postar" links de outros blogs, mas neste caso não resisto. O blog em questão é da autoria do meu caro Jorge Paixão da Costa. Nele ele aborda as agruras e alegrias do processo de concepção, escrita e produção do recentícissmo filme da sua autoria. Recheado de um humor hilariante que só o JPC tem, este blog é também uma excelente janela para a realidade, do processo de criação no cinema português.
Ah, e vi o filme ontem e ele não está nada mau! Nada mau mesmo! Mas isso é uma história que vai ter que ficar para outro post porque hoje o tempo não dá para mais.
Em baixo está um excerto do Blog.

"E finalmente de já ter tentado ele próprio adaptar para o cinema o Misterio da Estrada de Sintra, convenceu-me de que eu era a pessoa indicada para levar para a frente qualquer coisa do género "ninguém consegue fazer este filme como deve ser, se calhar nem tu!". Pensamento imediato; E se fosses à merda... Será que ele foi? Ou será que fui eu?"

sexta-feira, maio 04, 2007

Destaque da semana: Sam Raimi


O que é feito do Sam Raimi? Autor de Darkman, e da trilogia Evil Dead que são apenas dos mais delirantes e inventivos filmes dos anos 80/90. Fica aqui a foto. Cuidado que anda aí um tipo que dizem ser o realizador do Spiderman, e que anda a assinar com o nome dele.

Spiderman 3 (2007)

de Sam Raimi

Terceiro capítulo da saga do aracnídeo, é ao mesmo tempo o mais fiel à BD e o mais fraco da trilogia. Motivos? Spiderman 3 está recheado de clichés e de várias incongruências.

O problema deste elefante de 250 milhões de dólares, é a história: não existe! Apenas uma reciclagem de situações entre Peter Parker, Mary Jane e Harry Osbourne, directamente importadas dos filmes anteriores (que já de si não eram nada de especial). Compreende-se o facto de este ser um filme que obrigatoriamente tem fazer muito dinheiro (pelo menos 250 milhões de dólares), mas com a breca, era preciso ser tão bajulador com o público??? Não há espaço para a imaginação do espectador em Spiderman pois a trama mesmo para quem não conhecia a BD é demasiado previsível e estereotipada e os personagens estão quanto a mim muito mal desenvolvidos. Apenas consegui sentir algum interesse pelo Sandman de Thomas Hayden Church, mas mesmo esse só tem tempo de antena no início, para reaparecer “a martelo”na cena final.

Mas nem tudo é mau. Este é um blockbuster, e um dos filmes mais caros da história, e isso vê-se em cada imagem. Destaque enorme para equipe de efeitos visuais, que me parece ter atingido um nível de perfeição nunca vista na saga. Essa perfeição permite que vejamos acrobacias, situações e combates directamente saídos das vinhetas da BD, com uma fidelidade impressionante. A história de Venon, é das poucas que está boa uma vez que é fiel à BD e não inventa muito.
Em suma Spiderman 3 não é um bom filme, longe disso, mas é um espectáculo visual impressionante devido à mestria dos efeitos visuais.
A Favor: Os impressionantes efeitos visuais, coreografia dos combates e claro o Venon!
Contra: Personagens adolescentes e algo ridículos, abundância de estereotipos, açucar a mais nas cenas do trio Peter Parker, Mary Jane e a Tia May e a confirmação que o grande Sam Raimi de Evil Dead e de Darkman desapareceu de vez.

quinta-feira, maio 03, 2007

2XSpike Lee


















Depois de dois serões dedicados ao senhor Spike Lee. Aqui vão os pensamentos deste blogueiro sobre estes dois filmes muito díspares.

Spike Lee, sempre foi um provocador, desde o explosivo Do the Right Thing (1988), ao instigador Malcom X (1991) ou o incendiário Summer Of Sam (2001). E provocação é o que não falta em She Hate Me, história algo inverosímil de um executivo demitido, que agora ganha a vida com um trabalho no mínimo invulgar: engravidador de lésbicas.

O conceito que a inicio parecia prometedor na primeira metade do filme, acaba por descaír para um moralismo bacoco e completamente desadequado que me surpreendeu muito pela negativa. O Problema de She Hate Me é querer ser muita coisa ao mesmo tempo, filme de corporações, comédia sexual, drama familiar. É como se várias peças de um puzle que não encaixam, fossem juntas à força com um martelo. Apesar dos bons desempenhos, foi uma desilusão.


Mas o visionamento deste She Hate Me, trouxe algo de positivo, fiquei com vontade de rever um Spike Lee à séria, aquele dos bons velhos tempos, que agitas as consciências, e toca em feridas dolorosas mas que não podemos (ou não devíamos) ignorar. E o sorteado foi este Clockers. Projecto inicialmente destinado à dupla Scorsese/De Niro que entretanto preferiram filmar o sublime Casino (1995), fiquando Scorsese como produtor deste filme.

Desde o magnífico genérico com imagens reais de mortos em tiroteios relacionados com o tráfico de droga, ficamos com a sensação que esta viagem vai ser dura, E essa dureza (ou rudeza) de Spike Lee, é que o que melhor funciona como grande trunfo na sua carreira. O olhar de Lee, nunca desvia, pelo contrário ele mergulha, e as ideias preconcebidas que temos (neste caso do tráfico de droga e segregação social e racial) vão pela janela fora.

Todos os personagens aqui têm uma humanidade latente, apesar de uns serem maus e os outros mais maus ainda. Uma sequência particularmente cruel apesar de recheada de humor negro, é aquela em que os polícias (magníficos Harvey Keitell e John Turturro) revistam um cadáver e gozam com a situação falando directamente para o morto. A desumanidade nessa cena é desarmante. Mas Clockers, não é um filme sem esperança, apesar da tragédia sempre eminente, o final é luminoso e com uma luz de esperança.

Bravo Spike Lee! Apesar de alguns She Hate Me’s pelo percurso, todos os Clockers, 25th Hour ou Summer of Sam, revelam-nos que estamos na presença de um dos maiores cineastas do cinema norte-americano contemporâneo.

quarta-feira, maio 02, 2007

Como fazer um filme

de Claude Chabrol

Leitura leve mas interessantíssima. Cheia de humor e sarcasmo, este é um bom livro para quem quizer aprender com a experiencia de Chabrol, sobre as dificuldades, alegrias e frustrações de fazer um filme. Passando da escrita do guião, pela rodagem até à fase da distribuição, Chabrol, tem sempre uma palavra de conselho ao leitor e algum humor à mistura.

Aconselho a todos que estejam ou queiram entrar no ramo do cinema.

terça-feira, maio 01, 2007

Alexander (2004)

de Oliver Stone


Épico e intimista, este mágnifico filme de Oliver Stone, carece de urgente reavaliação. Na altura da sua estreia foi atacado um pouco por toda a parte, devido às cenas gay, o penteado do Colin Farrel ou o sotaque da Angelina Jolie.

Se bem que esses fait divers pode ser algo distractivos, o que é verdade é que Alexander é um regresso de Oliver Stone à sua máxima forma ( após um algo falhado Any given Sunday ). Nota-se que Stone tme uma paixão imensa pelo assunto retratado, e a sua realização é de louvar. Com batalhas imponentes, choques representativos electrizantes, cenas inesquéciveis e uma inspiradíssima banda sonora de Vangelis que dá muita força ao tom épico do filme.

Alexander como já disse carece de uma reavaliação que apenas o tempo trará. Eu quanto a mim foi a terceira vez que o vi e o sacana do filme parece que melhora a cada vez que o vejo, basta pôr de lado os fait divers.

Alexandre realmente é grande! No TOP 10 de 2004

A Favor: Oliver Stone realizador e argumentista, Colin Farrel, Angelina Jolie, Val Kilmer, Vangelis e a Batalha de Guagamella.

Contra: as cenas gay, o cabelo do Collin Farrel e um Jared Leto que parece que se enganou no filme em que entrou.

sábado, abril 28, 2007

Miami Vice + Dire Straits = Pop Transcendental

Aqui está o final de um dos episódios da magnífica e deslumbrante Miami Vice. Este final devastador, deixou-me marcas e nunca o esqueci. Reparem na conjugação perfeita entre música, imagem e som, criando o que um crítico chamou de Pop Transcendental.
Um dos momentos mais sublimes da história da TV. Obrigado Michael Mann e obrigado Dire Straits.

segunda-feira, abril 23, 2007

Quem é o maior realizador da actualidade?

Aqui vai um desafio inspirado pelo Knoxville do Cinema Notebook.


Spielberg

Lynch


Scorsese


Tarantino

Mann

Para mim é o senhor Scorsese, e o filme que escolheria seria o meu filme favorito de todos os tempos: Tudo Bons Rapazes! E vocês?

sábado, abril 21, 2007

Little Miss Sunshine (2006)

de Jonathan Dayton e Valerie Faris

COMENTÁRIO EM BREVE

sexta-feira, abril 20, 2007

Os Filhos do Homem (2006)

de Alfonso Cuaron

Filme apocalíptico, mas com uma mensagem de esperança. Confesso que quando estreou não me cativou especialmente ao ponto de o ir ver em sala, mas após muitos amigos meus, elogiarem com tanta paixão a qualidade da narrativa assim como das proezas técnicas do filme, lá me convenci e fui vê-lo.

Posso desde já dizer, que é um dos filmes mais audaciosos a nível técnico que estrearam nos últimos anos. Cuaron volta à forma que tanto sucesso lhe trouxe com o aclamado e belíssimo E a tua Mãe Também. Ou seja, aos planos sequência, que têm como efeito imediato o arrastamento e a imersão do espectador, nas imagens e na história que se desenrola perante os seus olhos, criando uma sensação de cinema documental, o que é de louvar numa história passada num contexto futurista. Mas nem só de proezas técnicas vive o filme, a história tem um conceito assombroso e original: o fim da humanidade causado pela infertelidade e as suas repercurssões na nossa sociedade. O argumento funciona também como metáfora, para os tempos de intolerância que vivemos, para com os estranhos que vêm de outro países. Também nesse capítulo este Filhos do Homem marca pontos pela sua actualidade.

No capítulo das representações, destque para um Clive Owen que continua com passo seguro rumo ao estrelato na composição do atomentado Theo e um excentrico e hilariante Michael Caine, na pele de um químico com muito humor e bom coração.

Em suma, um dos grandes filmes de 2006 e o regresso de Alfonso Cuaron à boa forma depois dos desapontantes Grandes Esperanças e especialmente o muito fraquinho Harry Potter (brrrrrr).

A Favor: o brilhantismo da realização de Alfonso Cuaron, a fotografia, a história e especialmente a magnífica sequência final que para mim é inesquecível!

Contra: apesar da originalidade da premissa, o argumento arrasta-se um pouco e certas personagens aparecem fugazmente e não trazem nada de novo.

quarta-feira, abril 18, 2007

Lisboetas (2006)

de Sérgio Trufaut

Não é só da América que o cinema documental dá cartas, um pouco por todo mundo o fulgor documental torna-se evidente. E é com muita satisfação que vejo aqui neste nosso Portugal, surgirem trabalhos como este. Dotado de uma pertinência actualíssima, de uma humanidade tocante e de um forte sentido de mensagem, este Lisboetas foi para mim uma revelação, pois além de comovente (sem ser lamechas), têm uma estrutura muito bem montada e abriu-me os olhos para uma realidade que nos escapa a nós portugueses.

Vencedor do Grande prémio do Indie Lisboa, e foi inteiramente merecido. Bravo Seigio Trufaut!

A Favor: a estrutura, os depoimentos dos emigrantes e a simplicidade e elegância da realização de Sérgio Trufaut

Contra: a meio arrasta-se um pouco, mas nada que lhe melindre os muitos méritos que tem.

segunda-feira, abril 09, 2007

segunda-feira, março 26, 2007

No Direction Home (2005)

de Martin Scorsese


domingo, março 25, 2007

sábado, março 17, 2007

Perto Demais (2004)

de Mike Nichols

sábado, março 10, 2007

À Procura de Bobby Fischer (1993)

de Steven Zaillian

Filme de estreia na realização do argumentista Steven Zaillian (A Qualquer Custo), que teve em 93 um ano com sabor a Oscar com o argumento do mítico A Lista de Schindler. À Procura de Bobby Fischer, conta a história de um talento precoce do xadrez, e da sua dificuldade em equilibrar a sua vida de rapaz de 7 anos, com a tremenda exigência de uma carreira de jogador de xadrez profissional ao mais alto nível. No geral é um filme equilibrado, que não deslumbra, mas cativa, devido às magníficas interpretações e à qualidade da escrita. Nas interpretações um grande destaque para Ben Kingsley (que também entrou na já referida Lista de Schindler desse mesmo ano) e para um grande Joe Mantegna, que infelizmente anda desaparecido do grande ecrâ.

A Favor: Joe Mantegna, Ben Kingsley, A fantástica fotografia do mestre Conrad L. Hall e a qualidade do argumento

Contra: Uma realização algo académica e certinha (no mau sentido)

segunda-feira, março 05, 2007

O Último Rei da Escócia (2006)

de Kevin Macdonald

Filme duro e chocante por vezes, O Último Rei da Escócia, narra a ascenção e o começo da queda do ditador ugandês, o brutal Idi Amin, pelos olhos do seu médico pessoal.

O Último rei da Escócia, faz por vezes lembrar uma tragédia Shakesperiana, uma vez que acompanhamos a progressiva loucura de um rei (Amin), e a progressiva perda de valores morais do seu mais próximo conselheiro (o médico). A realização em estilo documental de Kevin Mcdonald, é segura. O argumento por vezes arrasta-se um pouco, especialmente a meio do filme. A fotografia de Anthony Dod Mantle, colaborador habitual do génio-louco Von Trier, é dinâmica e atenta aos pormenores. No campo dos actores, destaque para uma Gillian Anderson, longe dos tempos de X-Filles e com muito pouco tempo de antena, e de um consistente James McAvoy que aguenta bem os choques com o gigante Forrest Whitaker.

Este último, sem dúvida o grande às de trunfo desta produção, uma vez que a sua representação, magnética, assustadora, insana e trágica, incendeia por completo o ecrã, deixando o espectador completamente rendido à melhor interpretação de 2006.

A favor: Forrest Whitaker, Forrest Whitaker, a banda sonora e Forrest Whitaker

Contra: um argumento arrastado a meio do filme e um fraco desenvolvimento da personagem de Gillian Anderson (sem culpas para esta).

quinta-feira, março 01, 2007

Dr. T e as Mulheres (2000)

de Robert Altman

Datado de 2000, esta refrescante comédia dramática, aborda a vida louca de um ginecologista e das mulheres que o rodeiam. Altman aqui no seu pico de forma, gere de forma soberba as muitas personagens deste belo filme. Destaque para Richard Gere num underacting algo surpreendente mas completamente adequado. Equilibrando realismo e surrealismo, Dr. T e as mulheres é um dos últimos bons filmes desse grande senhor do cinema americano chamado Robert Altman.

A favor: Richard Gere, Farraw Fawcett e a realização de Robert Altman

Contra: uma banda sonora insoportável, e uma irritante Kate Hudson

The Keep (1983)

de Michael Mann

Mas que grande, grande desilusão. De Michael Mann, genial realizador de Heat, Ladrão Profissional, Collateral, criador das míticas séries de TV Miami Vice e Crime Story, como é possível este filme ter a sua assinatura (no argumento também)?
Filme supostamente de terror, mas aqui o terror causado é involuntário, pois deve-se ao rídículo de algumas cenas altamente estilizadas e completamente inadequadas num filme deste género (o acordar de Molasar é um bom exemplo), em que até o mais generoso dos fãs de Michael Mann (que é o meu caso) não consegue deixar de se contorcer perante o horror cinematográfico que está a ver.
Com uma premissa original q.b. mas muito mal desenvolvida pelo realizador, uma vez que este preferiu fazer um comentário político à situação da altura e uma homenagem ao cinema expressionista (com muito nevoeiro à mistura)
Em suma, Michael Mann, assina um filme muito arty, e muito, muito pretencioso. Não admira portanto que após o seu fracasso o próprio Mann, tenha esconjurado o seu prórprio filme.
A favor: Jurgen Prochnow e a fotografia.
Contra: tudo o resto, especialmente a realização de Michael Mann, a péssima chinfralheira que os Tangerine Dream compuseram, os rídiculos efeitos visuais, Scott Glenn, Alberta Watson ...

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