domingo, março 25, 2007

Terra Sangrenta (1984)

de Rolland Joffé

sábado, março 17, 2007

Perto Demais (2004)

de Mike Nichols

sábado, março 10, 2007

À Procura de Bobby Fischer (1993)

de Steven Zaillian

Filme de estreia na realização do argumentista Steven Zaillian (A Qualquer Custo), que teve em 93 um ano com sabor a Oscar com o argumento do mítico A Lista de Schindler. À Procura de Bobby Fischer, conta a história de um talento precoce do xadrez, e da sua dificuldade em equilibrar a sua vida de rapaz de 7 anos, com a tremenda exigência de uma carreira de jogador de xadrez profissional ao mais alto nível. No geral é um filme equilibrado, que não deslumbra, mas cativa, devido às magníficas interpretações e à qualidade da escrita. Nas interpretações um grande destaque para Ben Kingsley (que também entrou na já referida Lista de Schindler desse mesmo ano) e para um grande Joe Mantegna, que infelizmente anda desaparecido do grande ecrâ.

A Favor: Joe Mantegna, Ben Kingsley, A fantástica fotografia do mestre Conrad L. Hall e a qualidade do argumento

Contra: Uma realização algo académica e certinha (no mau sentido)

segunda-feira, março 05, 2007

O Último Rei da Escócia (2006)

de Kevin Macdonald

Filme duro e chocante por vezes, O Último Rei da Escócia, narra a ascenção e o começo da queda do ditador ugandês, o brutal Idi Amin, pelos olhos do seu médico pessoal.

O Último rei da Escócia, faz por vezes lembrar uma tragédia Shakesperiana, uma vez que acompanhamos a progressiva loucura de um rei (Amin), e a progressiva perda de valores morais do seu mais próximo conselheiro (o médico). A realização em estilo documental de Kevin Mcdonald, é segura. O argumento por vezes arrasta-se um pouco, especialmente a meio do filme. A fotografia de Anthony Dod Mantle, colaborador habitual do génio-louco Von Trier, é dinâmica e atenta aos pormenores. No campo dos actores, destaque para uma Gillian Anderson, longe dos tempos de X-Filles e com muito pouco tempo de antena, e de um consistente James McAvoy que aguenta bem os choques com o gigante Forrest Whitaker.

Este último, sem dúvida o grande às de trunfo desta produção, uma vez que a sua representação, magnética, assustadora, insana e trágica, incendeia por completo o ecrã, deixando o espectador completamente rendido à melhor interpretação de 2006.

A favor: Forrest Whitaker, Forrest Whitaker, a banda sonora e Forrest Whitaker

Contra: um argumento arrastado a meio do filme e um fraco desenvolvimento da personagem de Gillian Anderson (sem culpas para esta).

quinta-feira, março 01, 2007

Dr. T e as Mulheres (2000)

de Robert Altman

Datado de 2000, esta refrescante comédia dramática, aborda a vida louca de um ginecologista e das mulheres que o rodeiam. Altman aqui no seu pico de forma, gere de forma soberba as muitas personagens deste belo filme. Destaque para Richard Gere num underacting algo surpreendente mas completamente adequado. Equilibrando realismo e surrealismo, Dr. T e as mulheres é um dos últimos bons filmes desse grande senhor do cinema americano chamado Robert Altman.

A favor: Richard Gere, Farraw Fawcett e a realização de Robert Altman

Contra: uma banda sonora insoportável, e uma irritante Kate Hudson

The Keep (1983)

de Michael Mann

Mas que grande, grande desilusão. De Michael Mann, genial realizador de Heat, Ladrão Profissional, Collateral, criador das míticas séries de TV Miami Vice e Crime Story, como é possível este filme ter a sua assinatura (no argumento também)?
Filme supostamente de terror, mas aqui o terror causado é involuntário, pois deve-se ao rídículo de algumas cenas altamente estilizadas e completamente inadequadas num filme deste género (o acordar de Molasar é um bom exemplo), em que até o mais generoso dos fãs de Michael Mann (que é o meu caso) não consegue deixar de se contorcer perante o horror cinematográfico que está a ver.
Com uma premissa original q.b. mas muito mal desenvolvida pelo realizador, uma vez que este preferiu fazer um comentário político à situação da altura e uma homenagem ao cinema expressionista (com muito nevoeiro à mistura)
Em suma, Michael Mann, assina um filme muito arty, e muito, muito pretencioso. Não admira portanto que após o seu fracasso o próprio Mann, tenha esconjurado o seu prórprio filme.
A favor: Jurgen Prochnow e a fotografia.
Contra: tudo o resto, especialmente a realização de Michael Mann, a péssima chinfralheira que os Tangerine Dream compuseram, os rídiculos efeitos visuais, Scott Glenn, Alberta Watson ...

domingo, fevereiro 25, 2007

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Cleopatra (1963)

de Joseph L. Mankiewicz

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Sideways (2004)

de Alexander Payne


Infiltrado (2006)

de Spike Lee

terça-feira, janeiro 16, 2007

quinta-feira, janeiro 04, 2007

A Máscara de Zorro (1998)

de Martin Campbell

Filme de aventuras leve, com acção vertiginosa e muito humor. O dedo do todo poderoso produtor executivo Steven Spielberg, faz-se sentir em toda a narrativa assim como nos gags visuais, ofuscando o trabalho do competente Martin Campbell.

Anthony Hopkins espalha a sua imensa classe, Catherine Zeta-Jones emana sensualidade e beleza, Stuart Wilson vai muito bem como político aproveitador, mas a grande estrela da companhia é um António Banderas que parece ter nascido para o papel de Zorro, tal é o à vontade que encara as situações cómicas como nas cenas de acção (e são muitas!).

Destaque ainda para a exótica e belíssima banda sonora do grande James Horner.

A favor: Os actores, o humor, as acrobacias e Spielberg
Contra: Apesar do bom trabalho dos actores as personagens são caricaturas

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Babel (2006)

de Alejandro Iñarritu

Mundo Babel

De Alejandro Inañarritu, o autor dos sublimes Amor-Cão e 21 Gramas, chega-nos este vendaval de cinema realista e ao mesmo tempo poético, em que 4 histórias convergem para uma alegoria sobre a não comunicação e a fatalidade do destino na sociedade do Sec.XXI.
Um destaque muito grande para as interpretações, para uma fotografia arrebatadora e para uma realização inspíradíssima. Um dos grandes filmes deste ano que finda!

terça-feira, dezembro 26, 2006

O Trono de Sangue (1957)

de Akira Kurosawa


Um Crime Real (1999)

de Clint Eastwood


A carreira de Clint Eastwood enquanto realizador, tem se caracterizado por duas vertentes: a claramente comercial (Dirty Harry, Firefox, Rookie) e outra com pretensões claramente mais pessoais e artísticas (Honkytonk Man, Imperdoável, Um Mundo Perfeito, Million Dollar Baby).

Em Um Crime Real Clint funde essas duas vertentes, que apesar de não funcionarem a 100%, devido a algumas sequências algo arrastadas e claramente a mais, acabam por dar luz a um filme fascinante do ponto de vista humanístico. Para Clint Eastwood, o humano com as suas virtudes e (muitas) falhas são o que há de mais fascionante nas suas histórias. O seu torturado Steve Everett é exemplo máximo disso mesmo, juntando-se a outros (anti?)heróis da galeria Eastwood. A sua corrida contra o tempo para salvar a vida de um condenado à morte (magnífico Isaha Washington) é essencialmente uma corrida para Everet salvar a sua alma e encontrar a redenção tão desejada.




Um destaque muito grande para a magnífica mise-en-sene de Eastwood, fugindo a vários clichés (o momento em que Everet e Bitchum se reencontram no final é um marco de contenção e emoção onde todo um subtexto pode ser visto no olhar dos dois actores sem trocarem uma única palavra), assim como vários actores, destacando a sempre luminosa Diane Venora.

A Favor : Clint Eastwood realizador, Clint Eastwood actor, a economia do argumento.

Contra : Um James Woods excessivamente cabotino e algumas sequências desnecessárias

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Greystoke - A Lenda de Tarzan (1984)

de Hugh Hudson


Adaptação algo supreendente da história de Tarzan, realizada com mão segura pelo anémico Hugh Hudson (Momentos de Glória, Revolução). A surpresa é tal, que até o geralmente canastrão Chistopher Lambert (Highlander), aguenta bem o papel do homem-macaco.

Com uma bela fotografia, uma belíssima partitura (John Scott) e um bom ritmo narrativo, Greystoke é mais um filme a redescobrir no báu cinematográfico dos anos 80.




A Favor: A fidelidade ao livro original de Edgar R. Borroghus e os actores Christopher Lambert, Ian Holm e Sir Ralph Richardson

Contra : A péssima dobragem feita à personagem de Andie Mcdowell

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Galipoli (1981)

de Peter Weir


O épico que Peter Weir filmou em homenagem ao famosos Anzacs. Manifesto anti-guerra que com a sua abordagem lírica mas por vezes brutal é um dos grandes momentos na carreira deste realizador australiano.

Cheio de momentos inesquecíveis (a travessia do deserto australiano, as corridas de mulas no Cairo, a esfinge, a morte nas trincheiras), este filme é um dos grandes momentos de cinema vindo da Austrália, onde um muito jovem Mel Gibson e um desparecido Mark Henry brilham a grande altura na figura dos dois amigos corredores que encontrarm a loucura da guerra nas trincheiras de Galippoli.

Um filme inesquecível com um plano final aterradoramente belo.

A Favor: a realização de Peter Weir, a música de Jean-Michel Jarre e a magnífica fotografia.
Contra: a 1ª metade do filme é algo lenta (no mau sentido) mas nada que prejudique este magnífico filme

quinta-feira, novembro 30, 2006

Os Homens do Presidente (1976)

de Alan J. Pakula


Uma surpresa este verdadeiro clássico dos anos 70. Com duas estrelas de 1ª grandeza (Robert Redford e Dustin Hoffman), um realizador muito inspirado quer a nível visual quer na direcção dos actores, e especialmente um argumento muitíssimo bem construído. Uma história de paranóia e conspiração a que anos mais tarde Michael Mann, foi buscar muita da inspiração para o magnífico O INFORMADOR.

Destaque ainda para o papel de Jason Robards, numa verdadeira lição de underacting, que lhe valeu o Oscar da Academia pelo seu magnífico papel.

Fuga à Meia-Noite (1988)

de Martin Brest

terça-feira, novembro 14, 2006

Um Eléctrico Chamado Desejo (1950)

de Elia Kazan


Esta obra polémica dirigida com mão de mestre por Elia Kazan, que revelou o “monstro” Marlon Brando, é uma adaptação da peça de Tenessee Williams, que tinha sido encenada pelo mesmo Elia Kazan. É um filme algo desconcertante, uma vez que apesar de se confinar a praticamente um só cenário, a direcção de Kazan e a intensidade das representações de Marlon Brando e Vivien Leigh , tornam esta obra altamente cinemática. Filme com muitas alusões eróticas, assim como provocações aos códigos da moral e da censura da altura, Um Eléctrico Chamado Desejo é um clássico a ver e rever por todo espectador que quiser ver um grande espectáculo da arte de bem representar e apreciar a direcção genial de um dos grandes mestres do cinema norte-americano da década de 50 e 60, de seu nome, Elia Kazan.

The Departed - Entre Inimigos (2006)

de Martin Scorsese


Regresso muito aguardado ao tema de sempre do cinema de Scorsese: A máfia , ou o desespero moral a que as suas personagens são obrigadas a abraçar uma vez que a sociedade (e por vezes eles próprios) rejeita e aliena-os devido à sua especificidade cultural e sociológica. Foi assim em Mean Streets, foi assim em Taxi Driver, foi assim em Raging Bull, foi assim em Goodfellas, foi assim em Casino e é assim em The Departed. Exemplo dessa ideia é a fortíssima cena em que um magnífico Leonardo Di Caprio, é confrontado com a falta de futuro na força policial onde se formou, a não ser que se torne um bufo/rato/infiltrado. Essa cena quanto a mim, revela mais que 30 cenas de exposição juntas, porque de uma acentada só, é revelada a complexa personalidade do personagem de Di Caprio e todas as motivações que o impelem a aceitar uma missão no mínimo suicida.

Os actores, estão todos excelentes, com destaque para o já referido Di Caprio, o aterrorizante Jack Nicholson, o imoral Matt Damon, o escatológico Mark Whalberg, ou mesmo a luminosa Vera Farmiga.

Falar da excelente montagem de Thelma Schoonmaker ( colaboradora essencial de Scorsese desde o inesquecível Raging Bull) , é praticamente uma redundância, mas obrigatório mesmo assim. Porque o ritmo diabólico que é impregnado na narrativa deve muitíssimo às excelentes cargas de energia que os cortes precisos e bastante reveladores que a magnífica dupla Scorsese/Schoonmaker aplica de forma sublime.

Agora um pequeno aparte, não sou daqueles que esconjuram Gangs Of New York, ou o Aviador. Quanto a mim, apesar de claras falhas, Gangs, foi claramente um filme com uma mensagem fortíssima e uma carga visual visceral (e não esquecer o estrondoso Billy the Butcher). Já em relação ao Aviador, apesar de ter ficado bastante desiludido num primeiro visionamento (coisa que não me aconteceu com os Gangs), o filme ganhou quanto a mim muitíssimo numa segunda leitura, uma vez que apesar do seu classicismo formal, a personagem do torturado Howard Hughes é quanto a mim uma das mais fortes de todos os filmes de Scorsese, fazendo lembrar recorrentemente essa figura trágica maior do universo Scorsesiano, o igualmente assombrado (e assombroso) Jake La Motta (do monstro De Niro).

Espero que me perdoem esta divagação pelos ultímos trabalhos do mestre Marty, mas creio que The Departed, é um magnífico filme. Excelente argumento, visceral, implacável, duro, comovente… mas … mas… falta qualquer coisa. Talvez falte uma sequência final como a magnífica paranóia de Ray Liotta na sequência final de GoodFellas, ou uma espiral auto destrutiva como a de Nicholas Cage em Bringing Out the Dead.

Talvez falte aquela pincelada de génio a que o Scorsese nos habituou. Mas seja como for Scorsese é dos geniais turcos dos anos 70, aquele que se mantém irredutível à sua crença e ela é o CINEMA.

Quanto a Oscars, se temos os filmes, para quê os Oscars? Scorsese não precisa deles para ser o maior realizador do mundo (e para mim já o é há 28 anos).

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