

Num momento em que foram anunciados os nomeados dos Emmys 2007, é com grande satisfação que vejo os Sopranos á frente na lista das séries mais nomeadas. Na coluna direita, estão abertas duas votações: uma na categoria Comédia e outra em Drama. Votem nos vossos favoritos!Datado de 1991 e com assinatura de Kathryn Bigellow, posso desde já dizer que para mim, Ruptura explosiva é um dos melhores filmes de acção dos anos 90.
A premissa é muito simples, Johnny Hutah (Keanu reeves) é um agente do FBI que tem como missão apanhar um grupo de assaltantes conhecidos como os ex-presidentes. O problema é que os ex-presidentes são na realidade surfistas e Johnny após infiltrar-se no seu fechado grupo, irá ter de escolher entre a lei ou um estilo de vida que na realidade é o seu.
A catchline do filme é 100% adrenalina. Acreditem que é isso mesmo que Ruptura Explosiva dá ao espectador. Desde as belíssima cenas de surf, passando por uma perseguição verdadeiramente alucinante, uma cena de tiroteio explosiva (com a banda Red Hot Chilli Peper como traficantes de droga) ou uma impressionante sequência em queda livre, todo o filme tem um espírito radical e chega mesmo por vezes a desafiar as convenções do género em que se insere. Isso deve-se especialmente ao poderoso trabalho da realizadora Kathryn Bigellow (Near Dark, Estranhos Prazeres), que se revela o ás de trunfo desta produção, com uma encenação e movimentos de câmara virtuosos (como viria a ser a sua marca) uma forte direcção de actores e um sentido narrativo irrepreensível. Bigellow prova que há grandes realizadoras em Hollywood.
Uma palavra para os actores, que no geral vão todos muito bem, especialmente Patrick Swayze no papel do carismático e espiritual Bohdi. Keanu Reeves, não compromete e até tem os seus momentos, mas que infelizmente não são muitos. Isso nota-se ainda mais quando um senhor chamado Gary Busey (era o senhor Joshua no 1º Lethal Weapon, lembram-se? ) entra em cena e acaba por roubar o show a Keanu. A presença de Busey acaba por funcionar como um piscar de olhos a outro filme de surf, chamado The Big Wednesday e realizado pelo “desaparecido” John Millius.
Em suma Ruptura Explosiva é o Summer Movie perfeito de qualquer Verão (ou Inverno já agora), em que há uma clara aposta na acção, nos personagens e num certo tom lírico que perfuma o filme. Uma excelente alternativa para desenjoar dos robots que andam aí na moda.
... senhor Paul Verhoeven.Um cineasta único!
Nº 1 - Stanley White
Nº2 - "Dirty" Harry Callahan
Nº3 - Max Rockatansky
Nº4 - Popeye Doyle
Nº5 - Richard Chance
Excerto da mítica entrevista de João César Monteiro, acerca da polémica em redor do seu filme-negro Branca de Neve:

- A mim pagaram-me 15 milhões + percentagem, para entrar nesta m&%#@. E a ti?
À terceira foi de vez. Finalmente atingiu-me em cheio esta obra maior de Martin Scorsese. Estreado em 1993, em pleno apogeu de Scorsese (Goodfellas e Cape Fear sairam quase em simultâneo), A Idade da Inocência é à primeira vista uma mudança de registo radical da obra do seu realizador. Foi exactamente essa mudança que me afastou deste filme, até agora. Porquê, essa mudança é apenas aparente, os temas estão todos lá, a culpa, a paixão, os códigos da sociedade, a atenção obcessiva a todos os rituais, e mais que esses elementos todos, a mágoa romantica dilacerante de um amor perdido que em alguns filmes de Scorsese funciona como subtexto (New York New York, Raging Bull, Life Lessons, Casino).
Mais que um filme sobre uma sociedade nova iorquina do sec XIX, parece-me óbvio que este é um dos filmes mais pessoais da carreira de Scorsese. Técnicamente é como qualquer Scorsese, irresistível e irrepreensivel. Os Push Ins, os Travellings, os blends. São a marca de um autor em máxima força e abordando cada cena com toda a sua paixão e arte.
Recheado de momentos inesquéciveis, A Idade de Inocência, mostra-nos um outro Scorsese, mais melancólico, ponderado, diria mesmo maduro, onde a violência, provem mais das aparências e das regras de uma sociedade implacavelmente conservadora, que destroi os sonhos daqueles que se procuram libertar-se dos seus códigos opressores.
Para finalizar é de destacar um final de partir o coração, em que conseguimos vislumbrar claramente a alma (ou o coração) do seu realizador.
Magnífico!
De Edward Zwick, espero sempre algo de bom. O seu Glory (1989) , é um dos filmes da minha vida. No caso de Blood Diamond, as minhas expectativas não sairam frustradas (como tinha acontecido com o muito académico Last Samurai).
Tal como em Glory, Zwick retrata de forma intensa e realista a loucura e a barbárie da guerra e assina um filme denuncia poderoso e por vezes comovente. Apesar de uma história algo convencional (o bandido oportunista que descobre ter um bom coração e o pai integro que faz tudo para reunir a sua família), o filme aguenta muito bem as suas duas horas de duração. E isso acontece devido à força da denuncia do seu tema, às fortíssimas interpretações de DiCaprio e de Huston, assim como a sublime fotografia do "nosso" Eduardo Serra.
Blood Diamond, não estáo ao nível de Glory, mas é muito superior a Last Samurai, e tem a virtude de denunciar ao mundo, uma situação desumana e trágica, que infelizmente já nem tem espaço nos telejornais.


Um dos mais importantes produtores/realizadores norte-americanos, estará em Portugal a convite da Cinemateca, para a inauguração do ciclo de cinema em sua honra. De destacar que Corman, foi o responsável pelo aparecimento de jovens cineastas como: Martin Scorsese, Francis Ford Coppola, Peter Bogdonovich, John Milius, Joe Dante, Jonathan Demme...e isto só para citar alguns.