
domingo, fevereiro 25, 2007
quarta-feira, fevereiro 21, 2007
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
segunda-feira, janeiro 29, 2007
terça-feira, janeiro 16, 2007
quinta-feira, janeiro 04, 2007
A Máscara de Zorro (1998)

Filme de aventuras leve, com acção vertiginosa e muito humor. O dedo do todo poderoso produtor executivo Steven Spielberg, faz-se sentir em toda a narrativa assim como nos gags visuais, ofuscando o trabalho do competente Martin Campbell.
Anthony Hopkins espalha a sua imensa classe, Catherine Zeta-Jones emana sensualidade e beleza, Stuart Wilson vai muito bem como político aproveitador, mas a grande estrela da companhia é um António Banderas que parece ter nascido para o papel de Zorro, tal é o à vontade que encara as situações cómicas como nas cenas de acção (e são muitas!).
Destaque ainda para a exótica e belíssima banda sonora do grande James Horner.
A favor: Os actores, o humor, as acrobacias e Spielberg
Contra: Apesar do bom trabalho dos actores as personagens são caricaturas
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Babel (2006)

De Alejandro Inañarritu, o autor dos sublimes Amor-Cão e 21 Gramas, chega-nos este vendaval de cinema realista e ao mesmo tempo poético, em que 4 histórias convergem para uma alegoria sobre a não comunicação e a fatalidade do destino na sociedade do Sec.XXI.
Um destaque muito grande para as interpretações, para uma fotografia arrebatadora e para uma realização inspíradíssima. Um dos grandes filmes deste ano que finda!
terça-feira, dezembro 26, 2006
Um Crime Real (1999)

A carreira de Clint Eastwood enquanto realizador, tem se caracterizado por duas vertentes: a claramente comercial (Dirty Harry, Firefox, Rookie) e outra com pretensões claramente mais pessoais e artísticas (Honkytonk Man, Imperdoável, Um Mundo Perfeito, Million Dollar Baby).
Em Um Crime Real Clint funde essas duas vertentes, que apesar de não funcionarem a 100%, devido a algumas sequências algo arrastadas e claramente a mais, acabam por dar luz a um filme fascinante do ponto de vista humanístico. Para Clint Eastwood, o humano com as suas virtudes e (muitas) falhas são o que há de mais fascionante nas suas histórias. O seu torturado Steve Everett é exemplo máximo disso mesmo, juntando-se a outros (anti?)heróis da galeria Eastwood. A sua corrida contra o tempo para salvar a vida de um condenado à morte (magnífico Isaha Washington) é essencialmente uma corrida para Everet salvar a sua alma e encontrar a redenção tão desejada.

Um destaque muito grande para a magnífica mise-en-sene de Eastwood, fugindo a vários clichés (o momento em que Everet e Bitchum se reencontram no final é um marco de contenção e emoção onde todo um subtexto pode ser visto no olhar dos dois actores sem trocarem uma única palavra), assim como vários actores, destacando a sempre luminosa Diane Venora.
A Favor : Clint Eastwood realizador, Clint Eastwood actor, a economia do argumento.
Contra : Um James Woods excessivamente cabotino e algumas sequências desnecessárias
segunda-feira, dezembro 11, 2006
Greystoke - A Lenda de Tarzan (1984)

Adaptação algo supreendente da história de Tarzan, realizada com mão segura pelo anémico Hugh Hudson (Momentos de Glória, Revolução). A surpresa é tal, que até o geralmente canastrão Chistopher Lambert (Highlander), aguenta bem o papel do homem-macaco.
Com uma bela fotografia, uma belíssima partitura (John Scott) e um bom ritmo narrativo, Greystoke é mais um filme a redescobrir no báu cinematográfico dos anos 80.

A Favor: A fidelidade ao livro original de Edgar R. Borroghus e os actores Christopher Lambert, Ian Holm e Sir Ralph Richardson
Contra : A péssima dobragem feita à personagem de Andie Mcdowell
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Galipoli (1981)

O épico que Peter Weir filmou em homenagem ao famosos Anzacs. Manifesto anti-guerra que com a sua abordagem lírica mas por vezes brutal é um dos grandes momentos na carreira deste realizador australiano.
Cheio de momentos inesquecíveis (a travessia do deserto australiano, as corridas de mulas no Cairo, a esfinge, a morte nas trincheiras), este filme é um dos grandes momentos de cinema vindo da Austrália, onde um muito jovem Mel Gibson e um desparecido Mark Henry brilham a grande altura na figura dos dois amigos corredores que encontrarm a loucura da guerra nas trincheiras de Galippoli.
Um filme inesquecível com um plano final aterradoramente belo.
A Favor: a realização de Peter Weir, a música de Jean-Michel Jarre e a magnífica fotografia.
Contra: a 1ª metade do filme é algo lenta (no mau sentido) mas nada que prejudique este magnífico filme
quinta-feira, novembro 30, 2006
Os Homens do Presidente (1976)

Uma surpresa este verdadeiro clássico dos anos 70. Com duas estrelas de 1ª grandeza (Robert Redford e Dustin Hoffman), um realizador muito inspirado quer a nível visual quer na direcção dos actores, e especialmente um argumento muitíssimo bem construído. Uma história de paranóia e conspiração a que anos mais tarde Michael Mann, foi buscar muita da inspiração para o magnífico O INFORMADOR.
Destaque ainda para o papel de Jason Robards, numa verdadeira lição de underacting, que lhe valeu o Oscar da Academia pelo seu magnífico papel.
terça-feira, novembro 14, 2006
Um Eléctrico Chamado Desejo (1950)
Esta obra polémica dirigida com mão de mestre por Elia Kazan, que revelou o “monstro” Marlon Brando, é uma adaptação da peça de Tenessee Williams, que tinha sido encenada pelo mesmo Elia Kazan. É um filme algo desconcertante, uma vez que apesar de se confinar a praticamente um só cenário, a direcção de Kazan e a intensidade das representações de Marlon Brando e Vivien Leigh , tornam esta obra altamente cinemática. Filme com muitas alusões eróticas, assim como provocações aos códigos da moral e da censura da altura, Um Eléctrico Chamado Desejo é um clássico a ver e rever por todo espectador que quiser ver um grande espectáculo da arte de bem representar e apreciar a direcção genial de um dos grandes mestres do cinema norte-americano da década de 50 e 60, de seu nome, Elia Kazan.
The Departed - Entre Inimigos (2006)
Regresso muito aguardado ao tema de sempre do cinema de Scorsese: A máfia , ou o desespero moral a que as suas personagens são obrigadas a abraçar uma vez que a sociedade (e por vezes eles próprios) rejeita e aliena-os devido à sua especificidade cultural e sociológica. Foi assim em Mean Streets, foi assim em Taxi Driver, foi assim em Raging Bull, foi assim em Goodfellas, foi assim em Casino e é assim em The Departed. Exemplo dessa ideia é a fortíssima cena em que um magnífico Leonardo Di Caprio, é confrontado com a falta de futuro na força policial onde se formou, a não ser que se torne um bufo/rato/infiltrado. Essa cena quanto a mim, revela mais que 30 cenas de exposição juntas, porque de uma acentada só, é revelada a complexa personalidade do personagem de Di Caprio e todas as motivações que o impelem a aceitar uma missão no mínimo suicida.
Os actores, estão todos excelentes, com destaque para o já referido Di Caprio, o aterrorizante Jack Nicholson, o imoral Matt Damon, o escatológico Mark Whalberg, ou mesmo a luminosa Vera Farmiga.
Falar da excelente montagem de Thelma Schoonmaker ( colaboradora essencial de Scorsese desde o inesquecível Raging Bull) , é praticamente uma redundância, mas obrigatório mesmo assim. Porque o ritmo diabólico que é impregnado na narrativa deve muitíssimo às excelentes cargas de energia que os cortes precisos e bastante reveladores que a magnífica dupla Scorsese/Schoonmaker aplica de forma sublime.
Agora um pequeno aparte, não sou daqueles que esconjuram Gangs Of New York, ou o Aviador. Quanto a mim, apesar de claras falhas, Gangs, foi claramente um filme com uma mensagem fortíssima e uma carga visual visceral (e não esquecer o estrondoso Billy the Butcher). Já em relação ao Aviador, apesar de ter ficado bastante desiludido num primeiro visionamento (coisa que não me aconteceu com os Gangs), o filme ganhou quanto a mim muitíssimo numa segunda leitura, uma vez que apesar do seu classicismo formal, a personagem do torturado Howard Hughes é quanto a mim uma das mais fortes de todos os filmes de Scorsese, fazendo lembrar recorrentemente essa figura trágica maior do universo Scorsesiano, o igualmente assombrado (e assombroso) Jake La Motta (do monstro De Niro).
Espero que me perdoem esta divagação pelos ultímos trabalhos do mestre Marty, mas creio que The Departed, é um magnífico filme. Excelente argumento, visceral, implacável, duro, comovente… mas … mas… falta qualquer coisa. Talvez falte uma sequência final como a magnífica paranóia de Ray Liotta na sequência final de GoodFellas, ou uma espiral auto destrutiva como a de Nicholas Cage em Bringing Out the Dead.
Talvez falte aquela pincelada de génio a que o Scorsese nos habituou. Mas seja como for Scorsese é dos geniais turcos dos anos 70, aquele que se mantém irredutível à sua crença e ela é o CINEMA.
Quanto a Oscars, se temos os filmes, para quê os Oscars? Scorsese não precisa deles para ser o maior realizador do mundo (e para mim já o é há 28 anos).





























